viernes, 22 de marzo de 2013

O acidente com Peregrino, n'A Charge do Dias

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"Na minha família era assim: minha mãe, irmãs, depois esposa e filhas, assistiam filmes americanos, de guerra ou sentimentais. O personagem principal, em guerra ou apaixonado, bebia garrafas de uísque e saía, gritava de tristeza e solidão, errante, entrava em inferninhos, brigava a socos, matava até - algum mexicano malvado o provocava, o roteiro era sem querer, porque estava triste, ele tinha um retrato da namorada no bolso. Herói, armado. Elas choravam de compaixão, compreensivas, lindo o ator. Outras pessoas se drogavam pesado, um fiasco atrás do outro, segundo as suas concepções, delas, suicídio à vista, e se suicidavam em cocaína, mas tudo era compreensível e desculpável, os sentimentos da pessoa a levaram àquilo, e corriam a comprar seus discos, quando cantores, artista morto é lindo. Amavam Clinton, Xuxa, Maicon Jékson, Roberto Carlos e Caetano Veloso. Amavam todos, uma lista sem fim. A novela da Globo. E eu, retrato de alma, desarmado, só lendo uns livrinhos, sem alarde, quase escondido. Eu, o filho, irmão e pai, que tudo dava, a todos socorria, que nem maconha experimentei, que para matar um semelhante só se em defesa delas, eu... ao menor desejo, se fosse ao bar da esquina beber com simples meio-amigos, ou namorar aquela lourinha, aquela moreninha, tentar viver... eu era um criminoso, onde já se viu. Imagine se eu errasse, cometesse mesmo um errinho de nada. Foi num desses dias que desapareci. Dormiram e me esgueirei, ganhei a rua e saí correndo espavorido. Já longe, muito longe, no caminho escuro dos trilhos que circundavam a mata, parei, abri a minha carteira, febril, caí de joelhos na linha, e rasguei aos gritos de solidão expulsa as fotos delas, com ódio da horrível ingratidão. Depois rasguei os documentos. Como clandestino peguei um trem que passou, e me tornei Lúcio, mudando meu nome, ainda sem saber do Quincas Berro D'Água. Limpei-as, dei comida, beijei-as na dor, acalmei-as em seus desesperos, curei seus males, e elas seguem lá, querendo me matar, matar ao único ser honesto que conheceram." (Luciano Peregrino).



Esta coluna, embora não tenha perdido o título de "do Dias", que ao final se explica, passou a ser semanal por algum tempo, ou irregular ao menos. Sairia amanhã. Antecipamos devido a um grave acontecimento.

Lúcio Peregrino teve um novo "tilt", vinte dias após o primeiro. Como já se falou aqui, Lúcio surpreendeu a todos, mas agora acendeu-se uma luz vermelha, algo andou mesmo lhe acontecendo, pelo que os dirigentes da mesa central do botequim andam pensando em interná-lo "por bem", pelo amor que lhe dedicam, mas isto é difícil diante da nossa legislação, mais difícil no seu caso específico, pois o boêmio é órfão de pai, mãe, esposa, filhos, enfim, ninguém se importa, salvo os companheiros de boemia, o guapo é solito neste mundo cruel.

Aristarco de Serraria lembrou Mahatma Gandhi: "A raiva e a ingratidão são irmãs gêmeas da incompreensão". Contralouco discordou: "O Gandhi foi generoso, é mais que incompreensão. Levantar a voz já é crime. Eu aceito tudo, mas ingratidão ninguém merece, é a soma de todas as coisas ruins. Conheci alguém que arreganhava os dentes e espancava de berros o próprio pai, quando este esteve em péssima situação financeira e de saúde, atribuindo-lhe indevida culpa pelo momentâneo extravio de um gato. O velho aguentou essa e outras no osso do peito, e calado um dia jogou-se embaixo de um ônibus".

Chupim da Tristeza desconfia que o problema aí reside, na ausência de família. Jezebel do Cpers, a anciã do bar (que não nos ouça) lembra que todos ali são sua família, afinal, quem tirou a roupa e lhe deu banho na última vez? Ela. E seguiram nesse tranco, o tema é inesgotável.

A bobajada que o boêmio derramou não difere muito da primeira, mas desta vez ele gritando que de há muito não tem ninguém, tempo demais, e não aguenta mais viver sozinho. 

Repetimos a coluna do dia 2 de março, que saiu mais ou menos assim:

Miss Leilinha Ferro, a jovem coordenadora da coluna A Charge do Dias, como sabem os trilhões de leitores que leram o blog, ontem foi afastada do botequim pela vulgaridade de certo boêmio, o âncora das Notícias do Notibuc, o Sr. Lúcio Peregrino, o já lendário acamalador de mulheres políticas e esposas de políticos, para não falar nas tiangas dos chamados "grandes" empresários. Aliás, o epíteto vem do seu hábito de peregrinar por camas alheias. Lúcio surpreendeu a todos, algo andou lhe acontecendo.

(Aqui emendou comentários nada dignificantes sobre um "maldito gigolô" de direitos inumanos e sua troupe, sobre o que nos fazemos de desentendidos, mas, que, dizem, serviu para o Contralouco se postar à frente do bar, para "pescar uns vagabundos vestidos de preto". A parte final deste parágrafo de hoje são palavras do Sr. Contralouco, obviamente, pois este blog não emite juízo de valor ou desvalor.)

Por falar nisso, os mais velhos ficaram preocupados, pois Lúcio é um túmulo, nunca fala nada sobre a sua vida particular, o que só lhe aumenta a fama, e ontem repentinamente falou, e demais. Por exemplo: "Na primeira vez em que fui à Brasília, em duas semanas passei o pau em todas as jornalistas da área Política, depois experimentei as da Cultura, ao cabo de dois meses voltei pra Porto Alegre, se não venho embora acabaria embarrigando até as das Fofocas, pois era eu chegar no bar Carpe Diem e tinha uma fila me esperando, os garçons faziam buquimequi sobre quem seria a sorteada. Tinha dias que faziam oito buquimequis, pois eu largava uma e voltava pegar outra. Gostei mais das jornalecas da política, taradas como só". 


(Falou depois, ao saudoso João da Noite, sobre os jornalecos fúteis, comprados pelos bandidos do Congresso - disse conúbio -, que o fitavam no bar: "Eu tava louco que me tocassem..., fui de avião mas os ferros foram de caminhão")

Note-se aí, já na primeira manifestação, a insciência de bons modos, a declarar a origem rústica do sobrevivente, impingindo escabrosas expressões aos ouvidos do eventual leitor, ou, pior, leitora, posto que esta de aparelho auditivo apurado, tido hipocritamente como mais doce, mais fácil se tivéssemos dito de pronto da vulgaridade do "passei o pau", todo mundo entende a palavra vulgar, do vulgo, e entende sempre pensando que os outros é que o são, e essa trouxa assim carregada pela asneira do boêmio, aliada ao perigo da generalização, ora, compreendamos, claro que alguma tianga, que o povo de Bujumbura já sabe que significa moça, deve ter escapado, pois ao generalizarmos, como sabemos todos os aimorés, devemos fingir que não estamos generalizando, deixando, como sugeriu o explosivo Évariste Galois num dos intervalos da sua obsessão pela equação de quinto grau, lá por 1.830, quando vicejavam técnicas de humilhar e destruir o próprio pai, traiçoeira
mente, pela horrenda técnica francesa daqueles tempos, o que lhe repugnou de pronto e,... ah, deixando uma brecha onde todos do universo a que nos dirigimos poderão se abrigar, não fica um, até como medida de autoproteção diante da possibilidade de repentinamente nos transformarmos em querelado ou réu diante do juiz Tourinho, com este estaríamos fritos, porém deste poderemos nos vingar um dia, em sangrenta vindita pela madrugada, depois de um cão morto pendurado na porta, os sicilianos preferem peixe enrolado num jornal, normal, o diabo que devemos ter em mente é o juiz Maior dos Santos, cheio de seguranças alados e, até onde se sabe, e se sabe nada além de uma ilusão, lindo fox do Mário Lago, pero justo com os ricaços, sempre perdoados pela matança, os pobres que se fodam, ai, a rusticidade e os maus modos contaminam, eta gente burra, isso é coisa que se diga, diante deste juiz não há desculpas para leviandades que causam mortes ou graves transtornos, um dia Tourinho e Maior se encontrarão, um de joelhos e o outro só olhando, estou sabendo. Voltando imaginem a cena daquele teatro bufão, a gente em frente ao juiz menor, ele protegido por irmãos que ganham mil nada por mês, desasados porém treinados para espancar e matar pobres como eles, para proteger magnatas de insensíveis ferraris, venturosos em ternos negros e cachecóis brancos de seda. Sorrisos limosos, como diria o poeta Alex Moraes, alvos de provocação, llenos de saúde: eu sou o cara, eta expressão bem grossa essa, deixam picando mas não diremos cara de que sem pestana, limosamente dizendo papai me adiantou nos negócios que capturou à força dos bugres, ave, para ao fim e ao cabo descobrirmos que o que nos salva é a letra do samba do Paulo César Pinheiro, música do Eduardo Gudin, que estabeleceu que sem sombra de dúvida maior é Deus. 

Um pequeno deslize do notívago, motivado por razões etílicas que logo veremos. 

(No dia seguinte ele reconheceu que teve um "tilt", pois ao chegar em casa resolveu fazer um foguinho embaixo da casa do deputado que mora defronte, foguinho que, felizmente, foi discretamente abafado pela esposa do referido. Isso quem lhe disse foi ela, hoje, vez que o tilt apagou seus atos dos dias anteriores.)


Para a meninada de 16 a 26, que muitas histórias ouviram sobre o boêmio que hoje conta com recentes 40 anos, foi uma decepção. Esperavam que os garçons fizessem vinte buquimequis por dia. É a velha história, quem conta um conto sempre aumenta um ponto. Pobre do Lúcio, só oito por dia e na voz do povo já passava de vinte.  


Bem, mania de mudar de assunto... Onde estava... Ah, o singelo moço tinha tomado todas desde o meio da tarde de tresontonte, loiras acompanhadas de tirambaços de steinhager do frizer, e quando a noite veio o encontrou um tanto excitado, ainda que sem perder a alegria, proferindo um rosário de palavras de baixo calão ao se referir aos ilustres padres comedores de crianças (e reclamava: dizer que não faz muito botavam a culpa na gente, os comunas, nessa de comer criancinhas), para não falar que difamou importantes figuras da nossa pátria, no mesmo tom, nossos símbolos de gatunagens, covardias e doenças mentais, a herança psíquica da ditadura, com bem captou o filósofo Aristarco em um dos seus escritos. Isso disse ele.


Bem, logo cedinho a guria nos enviou um correio eletrônico, colocando os pontos nos is.

Tentaremos resumir, vez que a menina não é deslumbrada (alô, Lulaluf, quando vai passar o deslumbramento, ô chulé?), não tem leite retido a compensar, e detesta holofotes.

Uma que, ao contrário do que pensam Terguino Ferro - seu pai, mais Aristarco de Serraria, Gustavo Moscão, Carlinhos Adeva, Tigran Gdanski, Chupim da Tristeza e as professoras Jezebel e Silvana, isto é, os mais afoitos na proteção aos bons costumes, ela não é mais criança. "Já ouvi coisa pior ao ligar a tevê, tio Salito".

Outra que entende perfeitamente o crime do celibato: "Sou universitária, tio, e tenho namorado, e sei muito bem que o crime foi motivado por razões econômicas, o famoso substrato material, ou seja, padre sem família não tem quem reclame herança ou pensão alimentícia. A insânia do "direito à propriedade" que eles tanto defendem vem do tempo em que vendiam lugares no Céu, para beneficiar a cúpula de assassinos e os que a sustentavam. Se por um lado diziam tentar evitar o caos absoluto - de fato um perigo que sempre rondou a humanidade, impingindo uma estúpida fé, por outro o incentivavam. A empresa deles está à beira da falência, hoje o povinho entrega o ouro para os pastores analfabetos e brutos de alma - esses que o tio Contralouco vive surrando -, devido a falta de instrução que o sistema sempre negou à imensa maioria, para manter seus privilégios que só se sustentam com a escravidão, como o senhor mesmo diz: "ao povo do sopé da montanha do Nome da Rosa", aludindo ao livro do cara, que bem mostra como o povinho sempre foi tratado. Lá, no meio do povinho, quantos Mozart, quantas inteligências raras, morreram de fome, enquanto misóginos enlouquecidos mandavam em tudo pela força da espada?".

Essa menina vai longe.

Concluiu dizendo que esta foi a última vez que Terguino a mandou para casa. "Na próxima não volto mais, ele que se vire sozinho". 



Bem, isto ocorreu no dia 2 de março. Desta vez Leilinha disse que não volta mais. O Terguino que arranje alguém para cuidar do caixa.

Pausa para visitarmos o amigo Peregrino, a palafita irá em comitiva, viemos especialmente para isso, desde Montevideo, às pressas. Pensamos em sugerir, com muito jeito, que o varão arranje uma boa companheira, sabemos que não é fácil, mas tentar não custa. Mais tarde traremos as obras escolhidas pelos empinantes.

De volta, 19:30 h. As coisas são complicadas. Lidar com o Luciano, que conhece a história e os choros da humanidade é complicado. Complicado... é loucura.

Prezada Leilinha: perdoe-nos a franqueza, mas fez bem o seu pai em banir os menores de 40 anos do botequim, pois mesmo que você e alguns universitários tenham cabeça de 60, os temas que brotaram, perigosos, eram para gente de 80. Aliás, menores de 40 quanto aos boêmios, vez que Terguino pediu que todos se retirassem, qualquer que fosse a idade, à exceção dos boêmios da antiga, "de maior" e amigos do companheiro Luciano. Sim, hoje nos pediu que passássemos a chamá-lo pelo seu verdadeiro nome: Luciano (...), deixa assim, para quê sobrenome, né? Disse que também há séculos deixou de traçar aquelas senhoras, vive como um monge, bem, monge também não, que isso nem monge merece, vez que hoje em dia não existem bruxas nem as mulheres representam a personificação da maldade, mas vive sozinho.

Depois da saída dos "de menor", houve a expiação do Peregrino, com a "sessão lágrimas". Explosão de lágrimas incontidas. No "mea culpa" ninguém concordou com o Luciano, ora, nunca matou nem roubou, e jamais feriu inocentes, ao contrário, passou a vida palestrando em leprosários, asilos e prisões, entregando o pouco que nunca economizou (disto entendo um tiquinho de nada, Leilinha), incógnito, enquanto moleques zé-valentes do pápi certinho, só rindo, pensam só em si, e ... deixa para lá. Isso ele não disse, mas sabemos. E tem coisas... Aristarco de Serraria sabe muito bem do número de pessoas que se mata de solidão diariamente neste mundo de Deus, solidão y otras cositas más, e estas cositas más é que entortam o rabo da porca. O pessoal não permitirá, eu idem, que o tio Luciano embarque nessa.

O Contralouco, ladino como só, escapuliu durante a conversa, que duraria até alta madrugada. Feito um ladrão, entrou por uma janela dos fundos da casa do Luciano. Duas horas depois voltou pálido, respiração descompassada. Disse à Jezebel que encontrou uma carta que começava assim: "Queridos amigos do Botequim. Peço a vocês, posto que a mais ninguém devo isso, perdão pelo gesto que tomarei...". Jezebel não hesitou, jogou o assunto na mesa. Foi aí que Luciano se abriu, em prantos, lavando a alma.

Assim, suplicamos que retorne ao seu posto, Leila. Tenha humildade, compreensão com temas ainda secretos, o mundo e os livros tratarão de trazê-los à tua vida, no tempo certo. Infelizmente. 

Sim, continuamos misturando tu com você, um delicioso vício, dizemos antes que algum boludo aponte.

O imbróglio e suas múltiplas facetas e nuances muito nos comoveu, tanto que, por proposição de Aristarco de Serraria, que se dispôs a auxiliar nos debates, talvez tornemos ao assunto outro dia, com transferência ao mundo dos homens, macro, ou seja, abstraindo o caso específico do companheiro, que em verdade retrata um universo de custosa compreensão. Jezebel relembrou Antonio Maria, com "Se eu morresse amanhã de manhã", clássico da solidão que alucinada se transfigura em terrível depressão. Há que se ter morrido muitas vezes para se ousar penetrar em certas searas, só livros de psicologia não resolvem, então vamos ver.

Nem pensem, trilhões de amigos que lêem este blog, em sugerir médicos, dizer que hoje em dia há drogas que tudo curam. Esses moleques (97,3% filhinhos de pápi) não hesitariam em fincar um garrafão de lítio goela abaixo do tristonho moço. Decididamente, quem fala é um sobrevivente de coisa pior: não é por aí.

Salvo se alguém souber como se lida com ódio sem razão, e com o pior, a ingratidão, mas sem agressividade. Cartas a este blog, toda ajuda é benvinda. Alguém sabe a verdadeira razão de terem matado Jesus? Pensem. Não seria porque era um insulto ser assim tão puro e bom? Por vê-lo bravo quebrando o comércio ruim, a mentira por dinheiro? Insuportável.

Tal a insistência da querida moça, que todos amamos, que colocamos lá em cima 1/5 das mágoas afloradas no desabafo, com a autorização, obviamente, do boêmio. Possivelmente mal escritas (como transmitir, cortando trechos, o coração do outro?), suprimidas passagens que, francamente, confie em nosotros, não convém ainda, nosotros, os boêmios da antiga, ainda não estamos preparados.


Bem, os boêmios escolheram as obras do dia, dos artistas do traço e do pensamento. 

Para gáudio desta palafita, começaram com o mestre Santiago, eterno guerreiro do bem, que há muito não aparecia. 

Santiago que, aliás, se a memória não nos trai, criou um célebre personagem, chamado... Terguino. 

Ao ver a obra, Jucão da Maresia ensopou os olhos, depois endureceu as feições, ao que Silvana Maresia ao notar apressou-se, o abraçando: "O que foi, meu amor, sentiu-se mal?". 

Juca, tentando conter o vulcão do seu coração, como nos disse depois, respondeu apenas, com a voz firme, saindo de embargada: "Vai atrás, mulher". Vá entender.




Em seguida com aquele que, queiramos ou não, é o nauseabundo assunto do momento. Os gritos de "desaloja!" para cima de certo elemento são ouvidos nos universos paralelos. A pedido de Carlinhos Adeva lembramos aos trilhões de leitores que dito espécime é o menor dos culpados, remetendo para os inconsequentes que o colocaram lá. Traremos os nomes amanhã.

Com o "doido" do Benett, da Gazeta do Povo.




Mestre Aroeira.




Mestre Nani.



Outro "doido", William.




Por fim, uma alegria no bar, apesar das tristezas do dia. Com o... deve ser doido, Rodrigo Bernardo, da Folha do Litoral. De leve e sem misturar com remédios, diria Luciano.




Miss Leila já tinha enviado as suas, de "despedida", fulica da cara. Estamos certos de que voltará atrás, é boa e compreensiva.

Com o amigo cearense Newton Silva, "o cara", amado pela palafita e pelo botequim. Mestre.




E com o "maluco" de amor chamado Ykenga. Con permiso dos boêmios, e do autor, aqui na palafita tentamos identificar os personagens da obra. À esquerda, o fel, Augusto Nunes, ídolo da extrema-direita, filhinho rico de prefeito. À direita..., bem, este é só sair às ruas e olhar. Podemos ter errado no primeiro, mas em troca de seis por meia dúzia.






A coluna A Charge do Dias leva esse título pelo seu idealizador, o mestre Adolfo Dias Savchenko, que um belo dia se mandou para a Argentina, onde vive muito bem. Sucedeu-o na coordenação a jovem Leila Ferro, filha do Terguino, quando os boêmios amarelaram na hora de assumir o encargo. Antes eram dois butecos, o Beco do Oitavo e o Botequim do Terguino, que no ano passado se..., bem..., se fundiram (veja AQUI), face a dívidas com o sistema agiotário. O novo bar manteve o nome de um dos butecos: por sorteio ficou Botequim do Terguino, agora propriedade dos ex-endividados António Portuga e Terguino Ferro.

2 comentarios:

  1. Papo serio mas nunca vi misturar cosa s´ria cm charje te fraga meu

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  2. Primeiro, saudações, bom "revê-lo", achamos que tinha morr..., digo, se mudado para o Iraque, ó nobre humanista inimigo deste blog.
    Segundo, são ângulos de visão, respeitamos o seu. Para nós os chargistas são sérios demais, de cortar o coração, de abrir caminhos em mentes atrofiadas de nossos semelhantes a quem a sorte - maldita sorte,sempre contra os "pobres - não ajudou, em absurda busca de luz, uma restiazinha que seja. Luz!, para que tudo mude, e tenhamos a lenda do Paraíso.
    Saúde e respeitos. Mas pare de fingir, querendo atenção, sabemos que lhe repugnam certas selvagerias.
    Aqui sempre terás um porto amigo.
    Salito

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