miércoles, 6 de octubre de 2010

Perfídia (1) - Frustrada

.
Para Carlito Dulcemano sossegar. Arielle.




Alberto Dominguez, PERFIDIA,. Juan Diaz não iria descansar enquanto a mãe não mandasse. De mulheres ele não esperava mais.

Cicatrizes

Juanito Diaz Matabanquero hoje está de aniversário. E anda muito bravo com um passado meio recente, 4 anos, diz ele, até eu aparecer. Então me pede e eu coloco... La Mentira. Tem muitas versões, vai a mais velha!
Abrazo, Juanito, nada tema, não está mais sozinho, nunca mais, tens um amigo.

martes, 5 de octubre de 2010

Desinformantossauro ruge em agonia

Carlito Dulcemano indignado me chama para ver algo que deu no jornal.

Deus do céu. Sim, Carlito, eu também nunca vi empenho algum a respeito dos nomes dos empresários que criaram e financiaram o CCC ou que assistiam sessões de tortura, sequer dos torturadores se diz algo. Nesses casos é necessário o esquecimento, a pacificação.

Compreende-se: os jornalões fizeram parte da estrutura de torturas e assassinatos. Torturaram a moça, agora querem... querem o quê mesmo?

Um nojo. E tem gente que assina uma droga dessas. Em São Paulo estão felizes (alô, Balaio Neves!), lá elegeram a extrema-direita com Opus Dei e tudo. Já nacionalmente... ainda tentam desesperadamente a tal bala de prata.

Sei não, mas acho que isso fará os eleitores da Marina refletirem...

João da Noite já ligou dizendo que, observando-a melhor, a Dilma parece levar jeito para molhar a palavra e cantar uns fados. Ou talvez, nas madrugadas, seja uma estrela chirua. Que com mais um chope sai Il Sole Mio, Warshava depois, Sabor a mi, Hamburguesa uia Fritz traz...
João da Noite sonha. É da noite dos sonhos de amor.
Tento compreende-lo. Amigo, eu o amo pela sinceridade.
Carlito, acalme-se.



05/10/2010 - 11h40


STM JULGA MANDADO DA FOLHA SOBRE DILMA

O plenário do STM (Superior Tribunal Militar) julga hoje mandado de segurança protocolado pela Folha para que o jornal tenha acesso aos autos do processo que levou Dilma Rousseff (PT) à prisão durante a ditadura (1964-85).


Os ministros do tribunal militar vão analisar o pedido após negativa, feita na semana passada, pelo ministro Marcos Torres, relator do caso. Em sua decisão, Torres alegou que não poderia tomar a decisão antes do STM.

Disse ainda que o jornal poderia ter solicitado acesso ao processo anteriormente, e não às vésperas da eleição.

No recurso jurídico, a Folha justificou a necessidade do acesso agora para que os leitores tivessem conhecimento do passado de Dilma.

No dia 17 de agosto, a Folha revelou que o processo sobre a petista estava trancado em um cofre da presidência do STM. O material foi retirado dos arquivos e mantido em sigilo por decisão do presidente do tribunal, Carlos Alberto Marques Soares.

Marques Soares alegou querer evitar o uso político do material e também que o processo encontra-se em "estado de fragilidade, de difícil manuseio". O mandado de segurança foi protocolado depois que Marques Soares negou acesso ao processo requerido pelo jornal.
Taís Gasparian, advogada do jornal, fará sustentação oral, na sessão, pela liberação do processo.

domingo, 3 de octubre de 2010

Chora Menino

De lá da Vila Mariana recebo um recado aflito do Joaquim Balaio Neves (em Comentários na postagem anterior).

Olha, meu amigo Joaquim, claro que coloco a música, vai logo abaixo. Aliás, engraçado que essa maravilha de som do Max Gonzaga com a Banda Marginal é de um CD de 2005, e eu JAMAIS ouvi tocando em rádio ou tevê, por que será, não é?


Mas tem uma coisa, Joaquim, se me permite: esquece esses caras, tem gente boa com os mesmos adesivos, a eleição acabou, passe uma borracha em tudo, olhemos para a frente, nada de encrenca, não vale a pena. Siga dando as tuas aulas, aperfeiçoe o bandolim, ainda te quero ver solando Moliendo Cafe a la cubana.

Logo que possível vamos fazer o seguinte cálculo para cada candidato: montante dos gastos em campanha dividido pelo número de votantes. Teremos o custo propaganda/eleitor. No caso da Mad, teremos que dobrar o valor gasto em função da máquina do governo, que é um gigantesco lança-foguetes, elege até poste. Ah, e teremos os nomes dos bondosos doadores do por dentro.

Verás que até que nos saímos bem demais. E não são "de confiança", os tais cargos a que te referiste, você sabe, essa denominação é um risível eufemismo, há outras implicaçõezinhas.

Agora nos resta torcer para que o novo presidente, quem quer que seja, faça um governo vou-levando, dando o de sempre aos banqueiros e empreiteiros, sem aumentar a cota. Isso já será muito bom.

Faz algo por este amigo: pega a namorada e vai ao bar Chora Menino ali na avenida do Cursino, tomem pelo menos uns dez chopes, com apimentados tira-gostos, sorrindo, misturados àquele bando de loucos. Se encontrares a Maria Choca, o Labareda e o Galo Cego diz que mando um saudoso abraço.

Abrazo!

"Salito
Tem uns camaradas aqui na Vila que são insuportáveis, metade pendurados em cargos federais "de confiança" por relações de amizade com gente como Erenice. Quando meninos estudamos no mesmo colégio e tal, mas sempre eu cá e eles lá, já eram uns múmios, como você diz, chegadinhos num bullying. Estão todos aqui devido às eleições, auto do ano e tal, sabe como é, cheios de adesivinhos da chefa daquela anaconda. Então peço pra rodares aí o som que encontras em http://www.youtube.com/watch?v=KfTovA3qGCs&feature=player_embedded , depois eu dou um jeito de chegarem ao teu blog "por acaso". Se eles quiserem mais algum esclarecimentozinho, o que duvido porque são uns cagados, saberão onde me encontrar.
Saúde!"

sábado, 2 de octubre de 2010

Não é favor nenhum, hermano

Hoje à tarde, desde a fronteira, Juanito Diaz Matabanquero, pouco antes de sair fazer uma visitinha ao pessoal de Mr. F. Febraban (agora é tarde, mister), me pediu algo, no seu dizer um grande favor, quer abrir seu voto e dizer de público algumas coisas. Não posso negar isso a ele.
Aí vai, hermano, espero não ter arranhado o idioma:


A mis amigos

Yo soy doble-chapa (doble ciudadanía o nacionalidad) y no me voy a Brasil asustado ni enojado, simplemente dolorido por el horror del poder económico y por el silencio cómplice de los periodicos y televisiones.

Mis amigos bien saben, porque son mis amigos, que nunca creí que la amistad fuera retórica de las «relaciones sociales», sino la hermandad de la sangre, de una sangre que no debe ser aguada con la futilidad del miedo.

Hoy me voy a enfrentar a los mercenarios, mis enemigos, y mañana a las pacíficas elecciones.

Nunca callé lo que pensaba. Nunca oculté mis convicciones. Y lo hice porque consideré que era un deber ineludible, como trabajador y como padre, señalar quienes son nuestros verdaderos enemigos, los mumios. No soy un ideólogo, ni un teórico. Soy simplemente un hombre que ha asumido un compromiso histórico por la felicidad de su pueblo; un hombre que no quiere que sus hijos, que son parte de ese Pueblo, sufran la opresión que hoy padecemos. Los bárbaros tiemblan porque el pueblo se sacude bajo sus pies y quieren detener su avance apelando a la corrupción, a la mentira y a la impunidad. Por eso les pido, con todo el respeto que merecen como amigos, que no se dejen avasallar la dignidad de hombres de bien, que no crean en sus falacias, llámense como se llamen, aun aquéllas encubiertas en la máscara del pacifismo. Porque tal pacifismo no existe ni puede existir hasta que sea el pueblo quien ostente el poder. Porque ellos, los enemigos, tienen el monopolio de la violencia. Y es violencia las muertes diarias y la explotación; las más condiciones de las escuelas y las universidades, y el hambre; los salarios bajos y la carestía de la vida.

Y también es violencia callar, adormecerse en la inmoralidad del silencio.

Estos mis candidatos que elegí de los gauchos y brasileños en la primera ronda. Muchos no los conozco, pero sé que son buenas e buenos. Viva el socialismo!

Deputada estadual - 50500 Neiva
Deputada federal - 5050 Luciana
Senadora - 161 Vera
Senadora 2 - 500 Berna
Gobernador - 16 Julio
Presidente - 50 Plínio

La cumparsa para um domingo 3

Sim, Mr. F. Febraban, sim, Dan D.  Estou em Porto Alegre há duas semanas, não esperavam que avisasse antes, não é? E agora, sabem onde estão os seus mercenários? Vocês eu sei onde estão. Aquela champanhe vai ter que esperar.

E, esquecendo o dito acima, estou bem, e lembrei de vocês, Alex, Mareu, Ju Mi, Bru Mi, Je, Barbarita, André, Gata López, de muitos.

Teatro é bom. Sonhos roubados. Mas tem o Marcelo Guardiola (Hola, Bahía Blanca!), que diz...



La Cumparsita, 1917 (Matos Rodriguez, 1897-1948, letra 1924 de Contursy y Maroni).
Su primer aparicion fué como Si Supieras.

viernes, 1 de octubre de 2010

Refresco

Lúcio Mariano (alô, Cataguases!) e o Samba Carioca com o clássico de Cartola e Dalmo Castelo.

Bom voto a todos!

Parte  final do último debate dos candidatos a Presidente do Brasil, ontem. Como sempre, por alguma razão de vida e morte, realizado muito tarde da noite, a turma da marmita não pode assistir.
Vale a pena ver até o finzinho.

Viva o Brasil!


Diferentemente de "O curioso caso de Benjamin Button", o caso de Plínio de Arruda Sampaio não é recurso de computação gráfica com pó fosforescente para envelhecer ou rejuvenescer o rosto.

O caso de Plínio de Arruda Sampaio é a simplicidade de uma mente jovem, a prova viva de que aquilo que se ouve que devemos ser e que poucos conseguem de fato existe: uma pessoa não estar, mas SER jovem, independentemente da idade física.

Plínio lutou a vida toda por um novo Brasil. Luta desde cedo. Com Betinho participou da Ação Popular, e por isso tiveram que se exilar durante a ditadura militar. Depois, na fundação do PT, foi o autor do estatuto e um dos idealizadores dos seus núcleos de base. Afastou-se quando pessoas com outros objetivos transformaram o partido em outra coisa.

Estes enriqueceram, envelheceram e envileceram. Sujaram seus nomes. Mumificaram-se, engordaram a conta bancária esparramados em ricas cadeiras estofadas no governo ou no congresso nacional. Em períodos eleitorais tentam se mostrar lindos e... jovens. Alimentados na hipocrisia do que chamam de "doação de campanha" dos tubarões, preço de sua desmedida ambição e criminosa irresponsabilidade, rentável aplicação financeira de um mercado repugnante.

Contrariando os barões do atraso que ainda dominam o Brasil, contrariando os vendilhões da esquerda brasileira, a turma de "iludidos e ingênuos", que é como nos chamam na agonia de mal poderem se olhar no espelho, aqui do AE vai em peso nesse rapaz.

Valeu, Plínio, não foi surpresa fazeres o que sempre apregoou: que mais importante que vencer, importa é primeiro mostrar ao povo, ensinar ao povo, com sinceridade, em que consiste o mundo que desejamos.
AE

A eleição do fim da história


A eleição do fim da história
28 de setembro de 2010
Plínio de Arruda Sampaio
(publicação na revista Carta Capital)

O velho Samuel Wainer aconselhava: cada artigo refere-se a uma só idéia. Duas idéias: dois artigos. Mas no momento há três temas que não podem passar batidos. Por isso, o leitor considere que está lendo três artigos.

O escândalo Erenice provocou uma alteração na correlação de forças políticas. O que parecia um passeio ganha ares de disputa acirrada nestes dias finais de uma disputa eleitoral murcha, montada para impedir o debate dos problemas do povo brasileiro. Explica-se o aumento da tensão entre os candidatos no último debate eleitoral. O clima de vale tudo, com cada lado procurando “demonizar” o outro, camufla a profunda convergência no projeto político dos três candidatos que representam o status quo.

Nesse contexto, o desafio de desnudar o caráter profundamente injusto da sociedade brasileira fica ainda mais difícil, sobretudo, porque exatamente na reta final, quando a população menos favorecida é convocada para a política, os debates de grande audiência encurtam o tempo de fala dos candidatos e transcorrem em clima conturbado e passional. O debate público não pode se transformar numa gincana sujeita às determinações dos grandes meios de comunicação. A política do espetáculo corrompe o debate público e desinforma a população.

É lastimável o desfecho da cassação de registro do candidato Joaquim Roriz, que pleiteia o governo do Distrito Federal. O primeiro dever do juiz é decidir a questão que lhe for apresentada. Procrastinar a sentença tem todas as marcas de manobra destinada a burlar o espírito da lei. Revela ainda um Tribunal fraco, formado, salvo honrosas exceções, por juízes sem coragem de enfrentar os poderosos. A ambigüidade do Judiciário para separar as condenações por crimes anti-sociais de condenações provocadas pela luta social ameaça “criminalizar” a esfera política. A impotência dos vestais do Supremo para fazer valer o espírito da Ficha Limpa explicitou que a corrupção política é parte orgânica de um sistema econômico e de um regime social que corrompe todas as instituições e todas as regras do jogo para impedir que o povo emerja como sujeito histórico capaz de mudar o seu destino.

Apesar das dificuldades postas pela conjuntura política, a candidatura à Presidência do PSOL cumpriu o papel de fazer o contraponto. Pautamos as necessidades emergenciais do Brasil sem as quais não é possível combater a histórica desigualdade social: reforma agrária radical com limitação da propriedade rural; reforma urbana baseada no enfrentamento à especulação financeira para que todos tenham direito à moradia digna; garantir o investimento de 10% do PIB na educação e mais 10% na saúde públicas para assegurar a universalização sem abastardamento destes dois direitos; a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução salarial e a elevação do salário mínimo em quatro anos para R$ 2 mil, como preconiza o DIEESE.
Não aceitamos o fim da história. O fogo da brasa que não se apaga é o mesmo fogo da chama que incendeia.


Plínio de Arruda Sampaio é formado em Direito pela USP, foi promotor público, deputado federal constituinte e presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária - ABRA.