viernes, 6 de mayo de 2011

Como entender as mulheres

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O nosso amigo Tigran "El Polaco" Gdański, de lá da Polônia, ao tempo em que envia palavras de exaltação aos primos charruas do Peñarol, repassa convite para lançamento de um livro, às 10 h do dia 18 de junho de 2011, na Praça Central (no detalhe) da Cracóvia, cidade milenar que por 276 anos foi a capital daquele país.

A obra é do seu conterrâneo Gerwazy Kowalczyk, notável professor da Universidade Jaguelônica, que dedicou sua mocidade na construção do monumental estudo.

Segundo informações da editora Rodycz & Ordakowski, o livro é o primeiro de uma série de noventa e cinco sobre o tema, do mesmo autor.

Cremos que todos os amigos terão vivo interesse pela obra, pois a crítica não vem poupando elogios: "Desde Freud a mais tocante análise das profundezas do ser humano", entre outros festejos. Além disso, é prática e concisa.
Abaixo, o livro e seu autor.

................................COMO ENTENDER AS MULHERES


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PS.: Obviamente que entendemos o título como chamarisco, coisa de editores para catapultar as vendas.
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Fátima Guedes

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Hoje é dia da fantástica Fátima Guedes (Rio de Janeiro, 06 de maio de 1958). Festeje, guria!

A moça tem um sem número de  maravilhosas composições, e por isso inscreveu seu nome entre os grandes da música brasileira.

Vai um som do tempo em que éramos tristes. Um achado que a Nana Caymmi eternizou.

jueves, 5 de mayo de 2011

União homoafetiva

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"Em suma, estamos a lidar com um tipo de dissenso judicial que reflete o fato histórico de que nada incomoda mais as pessoas do que a preferência sexual alheia, quando tal preferência já não corresponde ao padrão social da heterossexualidade. É a perene postura de reação conservadora aos que, nos insondáveis domínios do afeto, soltam por inteiro as amarras desse navio chamado coração."

"Afinal, a sexualidade, no seu notório transitar do prazer puramente físico para os colmos olímpicos da extasia amorosa, se põe como um plus ou superávit de vida. Não enquanto um minus ou déficit existencial. Corresponde a um ganho, um bônus, um regalo da natureza, e não a uma subtração, um ônus, um peso ou estorvo, menos ainda a uma reprimenda dos deuses em estado de fúria ou de alucinada retaliação perante o gênero humano."


"Que termina sendo a própria simbiose do corpo e da alma de pessoas que apenas desejam conciliar pelo modo mais solto e orgânico possível sua dualidade personativa em um sólido conjunto, experimentando aquela nirvânica aritmética amorosa que Jean-Paul Sartre sintetizou na fórmula de que: na matemática do amor, um mais um... é igual a um;"

"Pena de se consagrar uma liberdade homoafetiva pela metade ou condenada a encontros tão ocasionais quanto clandestinos ou subterrâneos. Uma canhestra liberdade 'mais ou menos', para lembrar um poema alegadamente psicografado pelo tão prestigiado médium brasileiro Chico Xavier, hoje falecido, que, iniciando pelos versos de que 'A gente pode morar numa casa mais ou menos,/Numa rua mais ou menos,/ Numa cidade mais ou menos/ E até ter um governo mais ou menos”, assim conclui a sua lúcida mensagem: 'O que a gente não pode mesmo,/ Nunca, de jeito nenhum,/ É amar mais ou menos,/ É sonhar mais ou menos,/ É ser amigo mais ou menos,/ (...) Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos'."

(Excertos do Voto do senhor Carlos Ayres Britto, ministro do Supremo Tribunal Federal e relator da matéria sobre a união homoafetiva. Íntegra AQUI!)





Choro na Travessa



No próximo sábado, dia 7, a partir das 18 horas, haverá roda de choro na Travessa dos Venezianos.

Os músicos do projeto Choro do Rio Grande (Guilherme Sanches, Vinicius Ferrão, Mathias Pinto e Diogo Jackle) receberão convidados para tocar clássicos do gênero instrumental.

Após a roda de choro, teremos roda de samba com o Projeto Resgate.

Bem, a turma do Projeto Resgate abre assim o anúncio em seu blog:

Rapaziada, é o seguinte: estamos voltando à Cidade Baixa, bairro onde já realizamos algumas rodas (e muitas bebedeiras, diga-se de passagem).

O local não é o mesmo, as pessoas que estarão lá talvez não sejam as mesmas. Mas uma coisa é certa, o samba é o mesmo, disso temos certeza!

Nada de inovações. Os mestres, os professores deixaram tudo prontinho...então é só tocar o barco.

É samba, pô!


Precisa mais?

O Choro na Travessa acontece na Travessa dos Venezianos, entre as ruas Joaquim Nabuco e Lopo Gonçalves, no coração da Cidade Baixa.


Mais informações:




Waly Salomão

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Poeta, letrista, múltiplo, parceiro de um sem número de grandes artistas.
Waly Dias Salomão (Jequié, BA, 3/9/1943 - Rio, 5/5/2003).

martes, 3 de mayo de 2011

Ernesto Sabato

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Ernesto Sabato, um dos grandes escribas e uma das melhores almas da irmã Argentina, morreu no dia 30 de abril, sábado passado, no seu casarão em Santos Lugares, na Grande Buenos Aires, onde há muitos anos vivia recluso, prestes a completar cem anos.

Sobre a televisão, ele disse: "Ela nos tira a vontade de trabalhar em algum artesanato, de ler um livro, de fazer um conserto na casa enquanto se escuta música ou se toma um mate."

Tal como concebida pelos beneficiários de concessão pública no Brasil, é muito pior. Distorce, emburrece, aleija. Aquele artigo 221 da nossa Carta Magna torna-se motivo de galhofa.

A guerra de Kazan. Em guarda!

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Daqui a pouco, na cidade russa de Kazan, teremos a cerimônia de abertura do torneio de candidatos à coroa de Vishy Anand, de cérebro mais bem dotado do planeta, no jogo dos Reis. 

Veselin Topalov, Gata Kamsky, Vladimir Kramnik, Teimour Radjabov, Shakhriyar Mamedyarov, Levon Aronian, Alexander Grischuk e Boris Gelfand se baterão até o dia 27 de maio pela honra de enfrentar o campeão mundial no final do ano. De lamentar a ausência do jovem Magnus Carlsen, que um dia inevitavelmente será o campeão mundial. Na falta de Magnus, vamos torcer para Alexander (acima na foto, à direita).

Ao vivo, Aqui!


lunes, 2 de mayo de 2011

Eu tive um sonho ruim

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Segunda-feira. Tédio?

Tédio nada, seu moço, sua moça.

Apenas colocando em ordem o covil, seis camisas sociais penduradas num pau entre a janela e onde  planto o meu chapéu (vai saber o o nome daquilo, um pau cheio de pauzinhos dos lados, para chapéus. Mulheres penduram a bolsa). Depois de meses em asas de metal, turbinas, hélices, números, volto para casa, esperançoso.

Abri um vinho português, chove lá fora. É escrever Chove lá fora e lembrar a valsa do Tito Madi, que mania de música.

A dor de não saber, saber lá fora, onde estás, como estás, com quem estás agora.

Ligo música, ah, música... Cazuza festeja o dia das mães com antecipação. Só as mães são felizes.

Eu disse que voltava. Mr. F. Febraban já sabe que voltei.

Primeiro vou pagar algumas contas, não esperam.

Salito, como os muitos amigos que possui, só recebe cartas de duas mulheres, a da companhia de eletricidade e da escondida do telefone (poucos sabem quem é o dono).  Tintim com vinho Periquita.

De quebra, aparece um tal de Condomínio Santo Antônio, de 300 contos por mês, nem sei quem é esse cara, mas me veio com uma conta de 1.200, quatro meses, janeiro a abril. Paguei em carne viva, Ainda me sobra dois paus.

Frida Von Allerbaum liga no justo momento em que acho um LP esquecido perto de um cesto de vime que um dia foi de roupas. Hoje de teias de aranha.

Lembro da bruxa paraguaia que se encarnou em mim. Leu a minha alma, e não foi pegando na minha mâo: 9 a zero para o Inter. Eu disse vai se catar, pela alma. Vai que acertasse o grenal... Só rindo.

Cazuza. Nâo posso falar desse cara. Por motivos de lágrimas.

Beso, Agenor, também não gosto de banqueiros, mas você não deveria ter se matado. Poderia ter me telefonado um minuto antes. Do pó, da poeira, hoje riríamos.

Perfídia (3) - Los Tres Caballeros

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O bolero é de Alberto Dominguez (Alberto Dominguez Borrás, San Cristobal de las Casas, Chiapas, 21 de abril de 1911 - 2 de setembro de 1975), composto aos 28 anos, em 1939.

Queríamos ouvir na voz da sublime Arielle Dombasle (Arielle Laure Maxime Sonnery de Fromental, 27 de abril, 1953), porém o youtube nos diz que a sua interpretação, ao vivo, antológica, foi retirada do ar pelos contratos com as gravadoras norte-americanas.

Há quem diga que nesses contratos há cláusulas inacreditáveis, como essa que lhes permite a retirada de algo que se presta a divulgação da cantante. Enfim, é a conhecida estupidez do império do mal.

Acabamos encontrando uma raridade. Com ninguém menos que Leonel Galvez, Roberto Cantoral (o do meio, autor de cada coisa...) e Chamin Correa.