jueves, 4 de agosto de 2011

Crocco x Patrunfos (2)

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O assunto do Tonho Crocco ganhou o noticiário. Por isso, foi possível a constatação de que os vossas excelências nada entendem de emendas, pois as que tentaram saíram pior que o soneto.

O múmia paralítica autor da façanha, aquele cujo cérebro juntou mofo, tentou sorrir (saiu uma careta) na hora de expelir uma mentira em entrevista para a tevê, e disse que apenas representou a Casa da Mãe Joana, a pedido e sob pressão da patrunfada, quando enviou a representação ao Ministério Público.

Em seguida outro patrunfão, atual presidente da referida Casa, logo tratou de tirar o dele e o dos seus honestos pares da reta, mas aproveitou para fazer média: disse que sequer foram consultados sobre a representação, tudo culpa de apenas um só múmio. Sei, entendo: nem sonhavam com o assunto, desconheciam o rap, estavam todos viajando para a PQP - Ponte Que os Partiu. Compreensível.

Está certo.

Abraço, Crocco, sossegue, se encagaçaram, os valentes.

Aproveitamos para homenagear todos os patrunfos com um velho som  dos Titãs, que recentemente (11/7) também rodamos aqui.

Peguem este:





FIDE Women Grand Prix 2011 - 2012

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Neste momento se desenrola, em Rostov, na Rússia, a terceira ronda do primeiro Grand Prix de xadrez feminino, com a presença dos maiores nomes do planeta, talvez o mais forte torneio de mulheres da história. Acompanhe AQUI.

Nesta ronda, estão se enfrentando duas campeãs mundiais. A atual, a chinesinha Yifan Hou, e a campeã de 2008, a eterna rainha Alexandra Kosteniuk.

Neste instante, 10:18 h do Brasil, a partida está assim:
1. d4 Nf6 2. c4 e6 3. Nf3 d5 4. Nc3 Bb4 5. cxd5 exd5 6. Bg5 h6 7. Bh4 c5 8. e3 c4 9. Nd2 g5 10. Bg3 Bf5 11. Be2 Nc6 12. h4 Rg8 13. hxg5 hx5 14. Rc1 Qe7 15. O-O Bxc3 16. Rxc3 b5 17. a4 a6 18. Qa1 b4 19. Rcc1 Ne4 20. Nxe4 Bxe4 21. a5 g4 22. Qa4 Qe6 23.Rfd1 * Por enquanto, partida igualada.

miércoles, 3 de agosto de 2011

Crocco x Patrunfos

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O músico gaúcho Tonho Crocco, ex-integrante da banda Ultramen, está sendo processado devido ao seu rap "Gangue da Matriz", um protesto contra os deputados estaduais do Rio Grande do Sul que no final de 2010 se avançaram no nosso dinheiro, dando um aumentinho de 73% para os seus próprios salários.
O processo é por crimes contra a honra: calúnia, injúria e difamação. O triunvirato muito utilizado na época da sanguinolenta ditadura militar.

O patrunfo Giovani Cherini, deputado pelo PDT, teria sido o responsável pela façanha. No blog do Tonho, AQUI, tem mais informações.

Mas é só o que faltava! Simplesmente inacreditável. Não me espantaria se algo assim viesse daquela coisa do DEM, herdeiro da "redentora", mas do PDT, seu Giovani!, logo do PDT do Brizola? Foi você mesmo? Não bastou o rap, colocando os pontinhos nos is, e ainda me sai com essa!?

Se o patrunfo queria publicidade, conseguiu, e da boa. Para o Crocco. Para ele, verá nas próximas eleições.

A primeira audiência é no próximo dia 22 de agosto. Como já fomos vítimas desse constrangimento (e felizmente saímos invictos todas as vezes, sem acordo), sabemos que essa audiência inicial serve para tentativa de conciliação das partes, isto é, do ofendido (querelante) e do suposto ofensor (querelado). Neste caso não sabemos como será o ritual, posto que nem o nome do querelante ficou claro pelas notícias.

Voltaremos ao assunto. Primeiro vamos tentar nos informar mais, inclusive os nomes do Procurador do Ministério Público e do Juiz que recebeu a denúncia (o que não significa que a tenha aceito, ainda).

No dia 5/1/2011 já colocamos o belo rap aqui no blog. Vai de novo!


A CPI, passo a passo

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Como todos sabemos, a oposição (finalmente parece que já podemos começar a falar em oposição neste país) tinha conseguido as 27 assinaturas de senadores para requerer, no Senado Federal, a instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a roubalheira no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o famigerado Dnit da gatunagem, mas dois patrunfos voltaram atrás e desistiram: João Durval (PDT-BA) e Ataídes Oliveira (PSDB-TO).

Aqui na palafita queremos a CPI. Pensamos que esse indivíduo, o Passos, que virou Ministro dos Transportes, ainda tem muito a explicar, cumplicidade ativa ou por omissão. Aliás, esse Passos anda dizendo uns "eu mandei demitir". Nosotros desatamos a rir a cada vez que ele pronuncia a bobagem, pois está na cara que a Dilma é que lhe deu uns cascudos e o orientou a pronunciar esse "eu", como quem diz "Seja homem já que sua avó não foi", a pobre, pretendendo fazer magia, transformando água-morna em sangue fervente.

Voltando à CPI: agora as notícias dão conta de que um dos elementos, o Ataídes do Tocantins, voltou atrás, não vai mais retirar a assinatura do requerimento.

Hora da gargalhada, todos prontos? Então vai: segundo os aspones, o Ataidão "decidiu manter a coerência e seus princípios éticos e morais".

O infeliz teria dito ainda: "Peço desculpa ao povo brasileiro porque, de repente, posso ter vacilado diante do compromisso que fiz com meu amigo e titular senador João Ribeiro. Posso ter cometido uma falha. Mas estou corrigindo a falha porque assim fico com a consciência tranquila".

Então tá. Por que não diz logo quanto cobrou de uns e de outros?

De todo modo, mesmo com a assinatura de criaturas abjetas, a oposição volta a ter 26, faltando uma.

Vamos obter a relação completa. Estamos curiosos para ver se os senadores gaúchos assinaram.



(A charge é do Frank do jornal A Notícia - SC)

A Charge do Dias

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Amarildo (A Gazeta- ES)

Os assaltantes da consciência

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Por Mauro Santayana

Muitos cometemos o engano de atribuir a Goebbels a ideia da manipulação das massas pela propaganda política. Antes que o ministro de Hitler cunhasse expressões fortes, como Deutschland, erwacht!, Edward Bernays começava a construir a sua excitante teoria sobre o tema.

Bernays, nascido em Viena, trazia a forte influência de Freud: era seu duplo sobrinho. Sua mãe foi irmã do pai da psicanálise, e seu pai, irmão da mulher do grande cientista. Na realidade, Bernays teve poucas relações pessoais com o tio. Com um ano de idade transferiu-se de Viena para Nova York, acompanhando seus pais judeus. Depois de ter feito um curso de agronomia, dedicou-se muito cedo a uma profissão que inventou, a de Relações Públicas, expressão que considerava mais apropriada do que “propaganda”.

Combinando os estudos do tio sobre a mente e os estudos de Gustave Le Bon e outros, sobre a psicologia das massas, Bernays desenvolveu sua teoria sobre a necessidade de manipular as massas, na sociedade industrial que florescia nos Estados Unidos e no mundo. O texto que se segue é ilustrativo de sua conclusão:

“A consciente e inteligente manipulação dos hábitos e das opiniões das massas é um importante elemento na sociedade democrática. Os que manipulam esse mecanismo oculto da sociedade constituem um governo invisível, o verdadeiro poder dirigente de nosso país. Nós somos governados, nossas mentes são moldadas, nossos gostos formados, nossas ideias sugeridas amplamente por homens dos quais nunca ouvimos falar. Este é o resultado lógico de como a nossa “sociedade democrática” é organizada. Vasto número de seres humanos deve cooperar, desta maneira acomodada, se eles têm que conviver em sociedade. Em quase todos os atos de nossa vida diária, seja na esfera política ou nos negócios, em nossa conduta social ou em nosso pensamento ético, somos dominados por um relativamente pequeno número de pessoas. Elas entendem os processos mentais e os modelos das massas. E são essas pessoas que puxam os cordões com os quais controlam a mente pública”.

Bernays entendeu que essa manipulação só é possível mediante os meios de comunicação. Ao abrir a primeira agência de comunicação em Nova York, em 1913 – aos 22 anos – ele tratou de convencer os homens de negócios que o controle do mercado e o prestígio das empresas estavam “nas notícias”, e não nos anúncios. Foi assim que inventou o famoso press release. Coube-lhe também criar “eventos”, que se tornariam notícias. Patrocinou uma parada em Nova York na qual, pela primeira vez, mulheres eram vistas fumando. Contratou dezenas de jovens bonitas, que desfilaram com suas longas piteiras – e abriu o mercado do cigarro para o consumo feminino. Dele também foi a ideia de que, no cinema, o cigarro tivesse, como teve, presença permanente – e criou a “merchandising”. É provável que ele mesmo nunca tenha fumado – morreu aos 103 anos, em 1995.

A prevalência dos interesses comerciais nos jornais e, em seguida, nos meios eletrônicos, tornou-se comum, depois de Bernays, que se dedicou também à propaganda política. Foi consultor de Woodrow Wilson, na Primeira Guerra Mundial, e de Roosevelt, durante o “New Deal”. É difícil que Goebbels não tivesse conhecido seus trabalhos.

A técnica de manipulação das massas é simples, sobretudo quando se conhecem os mecanismos da mente, os famosos instintos de manada, aos quais também ele e outros teóricos se referem. O “instinto de manada” foi manipulado magistralmente pelos nazistas e, também ali, a serviço do capitalismo. Krupp e Schacht tiveram tanta importância quanto Hitler. Mas, se sem Hitler poderia ter havido o nazismo, o sistema seria impensável sem Goebbels. E Goebbels, ao que tudo indica, valeu-se de Bernays, Le Bon e outros da mesma época e de ideias similares.

A propósito do “instinto de manada” vale a pena lembrar a definição do fascismo por Ortega y Gasset: um rebanho de ovelhas acovardadas, juntas umas às outras pêlo com pêlo, vigiadas por cães e submissas ao cajado do pastor. Essa manipulação das massas é o mais forte instrumento de dominação dos povos pelas oligarquias financeiras. Ela anestesia as pessoas — mediante a alienação — ao invadir a mente de cada uma delas, com os produtos tóxicos do entretenimento dirigido e das comunicações deformadas. É o que ocorre, com a demonização dos imigrantes “extracomunitários” nos países europeus, mas, sobretudo, dos procedentes dos países islâmicos. Acossados pela crise econômica, nada melhor do que encontrar um “bode expiatório” — como foram os judeus para Hitler, depois da derrota na Primeira Guerra — e, desesperadamente, organizar nova cruzada para a definitiva conquista da energia que se encontra sob as areias do Oriente Médio. Se essa conquista se fizer, há outras no horizonte, como a dos metais dos Andes e dos imensos recursos amazônicos. Não nos esqueçamos da “missão divina” de que se atribuía Bush para a invasão do Iraque — aprovada com entusiasmo pelo Congresso.

É preciso envenenar a mente dos homens, como envenenada foi a inteligência do assassino de Oslo — e desmoralizar, tanto quanto possível, as instituições do Estado Democrático — sempre a serviço dos donos do dinheiro. Quem conhece os jornais e as emissoras de televisão de Murdoch sabe que não há melhor exemplo de prática das ideias de Bernays e Goebbels do que a sua imensa empresa.

São esses mesmos instrumentos manipuladores que construíram o Partido Republicano americano e hoje incitam seus membros a impedir a taxação dos ricos para resolver o problema do endividamento do país, trazido pelas guerras, e a exigir os cortes nos gastos sociais, como os da saúde e da educação. Essa mesma manipulação produziu Quisling, o traidor norueguês a serviço de Hitler durante a guerra, e agora partejou o matador de Oslo.


martes, 2 de agosto de 2011

A Charge do Dias

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Denominada "O resumo da ópera" pelo pessoal, vai para o grande Aroeira.

Meninas...

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Por alguma razão hoje lembramos... Paulinho Nogueira (Paulo Mendes Pupo Nogueira, Campinas, SP, 8/10/1929 - São Paulo, capital, 2/8/2002).

Gastamos os dedos no iútiube tentando encontrar a sua "Menino desce daí", e nada.

Do Paulo, o Ricardo Cravo Albin assim começa:

"Começou tocando como solista em boates de São Paulo e nas Rádios Bandeirantes e Gazeta. Dono de um estilo moderno, foi considerado um dos precursores da bossa nova em São Paulo. Nos anos 1950, tornou-se conhecido pelo grande público. Em 1959, lançou pela Columbia seu primeiro LP "A voz do violão", disco instrumental no qual interpretou entre outras, a guarânia "Índia", de Guerrero, o samba "Agora é cinza", de Bide e Marçal; "Luar do sertão", de João Pernambuco e Catulo da Paixão Cearense e "O orvalho vem caindo", de Noel Rosa e Kid Pepe. No ano seguinte, assinou contrato com a RGE e lançou o LP "Brasil, violão e sambalanço", com destaque para "Brigas nunca mais", "Noite cheia de estrelas", "Fita amarela" e "O menino desce o morro", ... Clicando AQUI segue.

A gente só queria aqui o menino desce daí. Como não deu, vai uma que todos os irmãos conhecem.

Toda a meninada aqui da palafita dedica às mães e às filhas. E às vovós, que aí que sim são menininhas.

E às namoradas sinceras, que moram nas mães, nas filhas e, ainda mais, na Vovó.


Pera... tem aluno aceitando:

"Em 2002, lançou seu último disco, "Chico Buarque - Primeiras composições", interpretando 11 canções de Chico Buarque, entre as quais, "Carolina", "Olê, olá", "A banda", "João e Maria", "Joana Francesa", "Com açúcar e com afeto" e "Quem te viu, quem te vê" e que mereceu do crítico Marco Antonio Barbosa o seguinte comentário; "Infelizmente, o reconhecimento público de Paulinho Nogueira não está à altura de sua estatura como instrumentista - se estivesse, este álbum sera saudado com salvas de canhão". Gravou 23 LPs, sendo um deles o "Festival de Violão", no qual fez o lançamento da Craviola. Este instrumento, desenhado por ele mesmo, foi exportado para vários países, como Estados Unidos, Canadá e Inglaterra".

lunes, 1 de agosto de 2011

A Charge do Dias

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Segundo dia e já começaram os problemas com a charge do Dias (Adolfo Dias Savchenko).

Adolfo, voz de última instância, decidiu-se pela charge do Miguel, do Jornal do Commércio de Pernambuco, com seu novel Adão.

Para quê. Recebo e-mail indignado com abaixo-assinado dos butequeiros do Terguino e de O Porto, reclamando que elegeram novamente uma charge do Santiago, por 16 votos a 9, e que foram ignorados pelo portuga-russo. O texto reclamão enfatiza que a escolha do Santiago não se trata de bairrismo e que o coordenador, nobre artista plástico, passou por cima da vontade da expressiva maioria, ditatorialmente.

Bem, aqui, diante de problemas, resolvemos cair dançando.

Que mais uma vez fique claro aos amigos que a proposta é de que, ao fim e ao cabo, vale a opinião do Adolfo, cujo bom gosto e refinamento lhe valeram a escolha de chefe, minerva e mandão, em matéria diária que leva o seu nome, sem que com isso queiramos menosprezar a ninguém, muito menos aos amados companheiros de merengues, essenciais à empreitada.

Excepcionalmente, hoje, lhes daremos ouvidos, nobres empinadores, visto que há indícios de que a decisão é de fato controvertida. Ambas as charges são fantásticas. De modo que publicaremos as duas.

Primeiro, a vencedora, do Miguel. Depois, a do Santiago.




PS.: Salito, se votasse, iria de Santiago, por tudo. Só o juiz...  "parece" um água-morna broxa do STF...

Minha casa, minha vida

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Dizer o quê? Vontade de sujar de sangue os ternos de 3 mil dos marrecas, depois fincá-los na cadeia, pela "melhor" parte: as gordas propinas que recebem para votar leis a favor dos empresários que os elegem.

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