domingo, 4 de diciembre de 2011

Bar Casa do Cachorro, com Luís Fernando

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Ontem à tarde saímos matar as saudades da Portinho, de a pé, naquele jeito do João da Noite, quando sai de dia: camiseta, bermuda e chinelo-de-dedo. Os anjos que nos protegem andando cinco metros atrás, também à vontade, em Porto Alegre Mr. F. Febraban não é doido, à luz do dia e nesta época do ano, mas nunca se sabe.

Um sábado esplendoroso.

Como devem supor os amigos, afinal é só o que se fala aqui, somos fissurados em buteco honesto. Daí que depois de passarmos pelo Gasômetro, viemos  andando em direção ao Beco do Oitavo. Tivemos de parar por mais de hora na esquina da Primeira Perimetral (Av. Loureiro da Silva) com a Rua da Concórdia, atual José do Patrocínio, mais exatamente no número 137 da velha Concórdia. O buteco é pequenino, só se entra para ir ao banheiro, mas lá fora... 

No bar Casa do Cachorro de óculos há dezenas de mesas comuns,  protegidas de sol e chuva pelo enorme prédio que se ergue, cervejas tri-geladas trazidas pelo Giovani. Ontem havia muitas mesas deste lado, no outro o Luís Fernando comandando o batuque, samba de primeira, gente dançando, sorrisos, confraternização,  cheiro de churrasco no ar, uma festa.

Espiem alguns flagrantes. O Fernando está no meio, bandolim nos braços. Outro dia voltaremos lá, trazendo os nomes de todo o pessoal.







Ah, adivinhem quem é o babaca de camisa branca do Internacional, na última foto.

Balançando na caçapa, n'A charge do Dias

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São muitos os assuntos importantes nos últimos dias. A cara-de-pau do Pançudo é uma mina de ouro, imensa tanto quanto ele já tem. Também agora apareceu mais um ministro consultor de porra nenhuma, com faturamento de 2 milhões, eta vida boa.

Mas os boêmios não sossegam,  alguns mal conseguem dormir, ruminando o desgosto, entrou nos seus corações essa bola sete que não cai, fica lá, balançando na caçapa com ar de provocação. Todos se sentem insultados pela pessoa em quem votaram. Mandam recado a nosotros: se podemos apelar a outros blogues, de repente com a blogosfera toda mobilizada...

Lamentamos, amigos, mas não temos relações com nenhum outro blog, ao que nos consta existe até uma associação de blogueiros, mas sustentada pelo governo. Ficamos distantes desse pessoal, anos-luz.

É isso, os boêmios não vêem a hora de dar o troco, o saco  já havia estourado com o gato gordo consultor que desde a campanha advertíamos.

Vamos de novo, Marina? Vamos, seu Plínio Sampaio? Em prisioneira nunca mais, nem no segundo turno.

E segue o funeral. Aqui na palafita tocamos o Requiem (Mozart).



Pelo Beco do Oitavo, deu novamente o fabuloso Nani. Ontem à noite tudo voltou ao normal, depois da escaramuça matinal. A paz reinou, com uns dez cantores e cantoras se revezando. Alegria, sorrisos. Assim que a gente gosta.



O Botequim do Terguino optou pelo Dacosta.



E o mestre Adolfo fechou com o Amorim, do Correio do Povo (RS).


sábado, 3 de diciembre de 2011

O troço, n'A Charge do Dias

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Sábado principiando ruim no Beco do Oitavo. A turma incompleta: faltaram três. Piorou mais com a notícia de que Pedrinho da Cruzeiro está pela sete no hospital da PUC. Logo onde.

Nem parentes podem entrar. Gustavo Moscão se levanta vermelho e diz que vai em casa pegar a arma, esses padrecos vão ver. O deixa-disso surge de todos: "Pára quieto já", grita nervoso o Contralouco. Empurrado por oito pares de mãos, ele senta soluçando. Os demais retornam às suas cadeiras, e ficam olhando para o fundo do copo... pensando no Pedrinho e em si mesmos.

Nisso pára um carrão alto com vidro negro, igual ao do Edmundo, animal hijito bêbedo ao assassinar gentes, placas de Pontagrossa, tenta estacionar, erra, adianta o bonde, tenta de novo, dá ré, derruba a bicicletinha da Carolina, volta, tenta, enraivece, rúmmm, mal, não dá certo.

João diz que admirava, ainda despreocupado.

Nada se vê lá dentro, e o carro arranca sem sair, ruge, finge arrancar, Rúmmm!, ruge!, apavorando as crianças que jogavam sapata na calçada, até desligar, estacionado a um metro do meio fio.

O sujeito só porque é hijito de pápi, me disse João Adalberto, um Eikezinho que pensa que dirige caminhão e pessoas sem voz, empurrava o acelerador com o pé na embreagem,  para depois o golpe no espaço.

O jogo de amarelinha interrompido, uma bola branca com estrelinhas azuis correu feliz para o meio da ruazinha estreita que é o Beco do Oitavo. O sujeito vira a chave de novo e ruge, ruge! João levantou e correu alucinado aos gritos... ai que a moreninha da beirada corra atrás da bola estrelada.

Desce uma loira e um alemaozão. Ela uns 30 anos, chapéu de "vaqueira" texana, calça brim-coringa ("jins", para ela), mal tapando os pelos que depilou na frente, nas costas o rego à mostra, com uma tatuagem de borboleta e a inscrição "Ti amo". O sujeito de brim-coringa também, ele 38 ou mais, com uma camiseta escrito naique.

Silêncio no buteco. A janela bem a frente das crianças e dos recém... estacionados. E saiu o grito: "Vagaba!", da garganta do Clóvis Baixo. Um grito terrível, assustador.

João da Noite mal se recuperando, levantava o copo e estava se virando para censurar o Baixo com um olhar tipo não aconteceu nada, onde já se viu agredir verbalmente o otário, ele não pegou crianças, quando ouviu outro grito, forte e debochado: "Palhaço cara-de-cadela!". Do Contralouco.

O sujeito parou e olhou a mescla de velhos e moços, quase passou por cima das crianças com aquele pezão do corpanzil, no outro passo esmagou o Lula, o cachorro da D. Lili, e mirou  o pessoal com ar de desafio, querendo dizer posso tudo, e fez um cu com os dedos.

Mal pressentiu o vôo do Marquito Açafrão, que o pegou no meio do rosto com a canhota, um desastre. Uma vergonha, direita, esquerda, ponta do queixo. Um filme, ver o grandalhão com corpo de nadador da sogipa cambaleando para trás. Marquito com seu 1,70 quebrou o cara de 2 m em um minuto, e ao vê-lo esbodegado entre a rua e o meio-fio, sangue sujando a sua preciosa naique, lábios e dentes quebrados, olhos vidrados, largou o porco e voltou correndo para dentro do buteco, endoidecido, para pegar a adaga do Antonio Portuga, de cortar carnes pesadas na cozinha, para terminar o serviço. Todos o seguraram, sete contra um, com dificuldade. João se cortou ao impedi-lo.

Boêmios recalcados, disse João da Noite depois, muito abatido.

As mulheres da sinuca e da agência bancária do Marcolino Agiota alcançaram a loira lá adiante, na subida da escadaria, quase na Rua Formosa (que, por estranhas razões, hoje se chama rua duque de caxias). Ela caiu de joelhos - o que a salvou - e disse que tinha conhecido ontem o elemento, pelo Badú, só queria dar para um carrão, mostrar às amigas o bom papo e boa roupa, nunca o viu mais gordo. Levou uns tapas apenas, a texana.

Desta triste ocorrência, sabemos todos, de novo, meus amigos, o que não se deve fazer. 

Aqui na palafita neste instante entrou Frank Sinatra cantando New York, New York. La Gran Manzana. A voz do velho se estende inundando tudo, minha alma junto. Quem chegou que Kafil não avisou? Só pode ser um.

Ele, meu mano Carlito Dulcemano Yanés, aparece na porta, chapéu jogado para trás, rindo da minha surpresa. Louco. Abraços.

Um tempinho, Carlos. Ei, dêem bebida a Carlito, pessoal, não quero mais surpresas hoje.

Onde estava mesmo?

Depois os malucos escolheram a charge do dia (do Dias, homenagem a Adolfo Dias Savchenko, o sábio). Unanimidade, coisa rara que anda se repetindo, deu Miguel, do Jornal do Commercio (Recife, PE). Viva!, Miguel. Abriste o jogo atirando a sete no canto, de fiapo, daqui da meia-lua: cesta, e a branca rodou e pegou a cinco no meio, quase na reta, desviada apenas para afundar o ás no outro canto e dar a volta para parar diante da dois.



 Opa, o telefone. João. Volto logo, aqui se atende em gancho, em outra sala, para não virarmos cacaca.

De volta. Estávamos falando de quê mesmo, depois da horrorível história com os amigos do Beco? Ah... Pois é, o Botequim do Terguino, todos consternados, de prontidão, escolheu ao Frank, de A Notícia (Floripa, SC). 14 x 1. Esse um foi do velho Terguino, complacente demais, usando o amor e dor de Lupicínio com... isso. Registro porque Terguino Ferro é bom, raramente se pronuncia. Papo de perdedor. Vai ver domingo, o gremistão, disseram a maioria (oba, reinventando o português, tá, vai, disse, mas adorei o disseram) colorada.




Adolfo Dias Savchenko cansou. E com amargor aplaudiu em pé ao Duke, de O Tempo (Belo Horizonte, MG).



Bom, devolvo ao João a desfeita de escolher uma própria, fora das regras (e isso se encerra aqui). Salito se desfaz em elogios ao grande Simanca, de A Tarde (Salvador, BA), um livro dentro da obra.

viernes, 2 de diciembre de 2011

Por la vuelta

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Obrigado, João, mereces um belo presente de Natal. Que tal uma oração? Feito.

E está certo no que diz. Aproxima-se a data em que se convencionou recordar o nascimento de Jesus (na verdade teria sido num mês de abril do calendário ocidental, porém os exterminadores precisavam acabar com uma festa pagã, daí que), barbaramente trucidado pelas pessoas que combatemos, tendo a massa como instrumento. Por um tempinho, façamos de conta que eles não existem.

Então vamos relaxar. Ficaremos tão-somente com A charge do Dias, o meio que os boêmios têm de dizer que a tudo estão assistindo. Não fosse os artistas do traço, ideas y dibujos que os salvam...

Ao voltar, volto com saudades desses ciganos, singelos e francos. Solidários: sabem que todos vamos morrer, e anseiam por morrerem limpos. Nada como um samba-canção para homenageá-los. Homenagem não a quem chega, mero retorno de uma viagem comum por tierras estrañas - já listo para outra na próxima semana, e sim a eles, que viajam, sonham, envolvem o mundo, vão e voltam com o espírito elevado, sem saírem do lugar.

Aos boêmios, o Velho. A conta de hoje debitem a este amigo.

Y así pasan los dias.
Salito.



Oswaldo Nunes

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Eu não tenho, como Salito (ele tem sim, mas também nem tanto), estômago nem nervos que suportem ficar falando de víboras por muito tempo, víboras que tanto mal causam às crianças e aos povos do planeta. Só por dinheiro, como se caixão tivesse gaveta. Acabou, senhores, hoje todos sabem quem são vocês, sentimos pena de suas tenebrosas almas, um tentando provar ao outro que pode mais, que tem mais, lá de dentro dos palacetes mal havidos, dos seus carros importados e das suas vidas amorfas. Logo esse entendimento chegará a plebe, e não sabemos se esta sentirá pena ou se será outra a reação, e se as classes armadas, peões que também são, poderão protegê-los. O caos, preferível a maldita escravidão.

Alienado não sou, não vejo a tevê da invasão, esse comércio  malicioso,  propositadamente emburrecedor,  cometido por compatriotas e aliens. Detesto lavagem cerebral, não me alimento no McGraxas.

Mas para mim chega, por um bom tempo. Esta aguardente está me pegando.
Volta, Sala.

Prefiro resgatar a memória dos artistas do Brasil, dentro do possível do mundo, que é a que se propôs inicialmente este blog. Ainda que com algumas tristes passagens.

Oswaldo Nunes (2/12/1930 - 18/6/1991, Rio de Janeiro, RJ), cantor e compositor. O Dicionário Cravo Albin diz:  Não chegou a conhecer os pais e foi criado em instituições de caridade. Trabalhou como baleiro, engraxate e camelô, além de artista ambulante. Já maior de idade, enveredou pela marginalidade até que, frequentando escolas de sambas e blocos de carnaval acabou por enveredar pela carreira artística. Foi assassinado misteriosamente em seu apartamento no Rio de Janeiro.

Não foi bem assim, no que se refere a sua morte.

Uma só de suas obras bastaria para inscrevê-lo como grande artista brasileiro. Em 1962 compôs a batucada "Oba", que se tornou o hino oficial do célebre Bloco Carnavalesco Bafo da Onça, que até hoje embala os seus desfiles. 

Rita Colaço resume bem quem foi Oswaldo.

"Pude recordar sambas de enorme popularidade, que atravessaram anos acompanhando gerações com alegria, irreverência e apelo sensual (de uma forma, digamos, menos explícita/rude que a atualmente vigente); conhecer parte da história (não tive a alegria de ouvir o primeiro programa) de um bloco que gozou de enorme popularidade - juntamente com o Cacique de Ramos e o Cordão da Bola Preta, naquele universo anterior às bandas; conhecer artistas e canções que não havia ainda tido acesso e, sobretudo, matar as saudades de um cantor e compositor popular, cuja forma de interpretar era peculiaríssima pelo "incremento" que inseria em paralelo à letra - como uma "assinatura" ao texto. Inesquecível tambem a sua alegria e irreverência.

Estou falando de Osvaldo Nunes. Um negro que não era bonito ou "bem apessoado", segundo o padrão hegemônico, mas dotado de um carisma invejável. Impossível ouvir suas interpretações e depois esquecê-lo. Eu, como tantas pessoas de minha geração e das anteriores, embora nunca tivesse sido apaixonada por samba e seu universo, tinha enorme simpatia por esse artista de estilo peculiar."

"A marca de um modo de ser leve, irreverente e, em certo sentido, ingênuo - embora tenham sido igualmente tempos terríveis, na medida em que tinham por trás o cenário do regime ditatorial, com seu autoritarismo e arrogância característicos, muita perseguição ideológica, tortura e morte não somente àqueles que buscavam resistir ao regime, lutando por um país melhor, mas a qualquer indivíduo que ousasse não dissimular suas opiniões críticas a respeito da situação do país, bem como a qualquer um que tivesse a desventura de vir a ser classificado pelos fiscais voluntários do regime como alguem esquisito, diferente, perigoso.

Recordo o impacto que me produziu a notícia de seu bárbaro assassinato, perpetrado no interior de seu apartamento, na Lapa dos anos 1991, segundo sensacionalisticamente noticiado à época, por um michê.

Recordo, igualmente, o modo preconceituoso de veiculação da notícia, como usual àquela época, sempre atribuindo à vítima a "culpa" pelo seu martírio - semelhantemente às condenações das mulheres estupradas e assassinadas pelos ex-maridos e namorados.

Lembro que ainda há poucos anos atrás ouvi de um veterano apresentador de programa radiofônico, vinculado a emissora tradicional na cultura carioca e brasileira, referir-se ao seu assassinato ainda naquele mesmo registro da noção da "retribuição merecida"."

Grato, Rita (clicando em seu nome, lá em cima, cai no blog), por permitir a reprodução de suas palavras e seus sentimentos.
João.
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O fantasma "amoroso", n'A Charge do Dias

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E se vieram os boêmios. Já na abertura do e-mail Adolfo adverte, imitando o agiota Marcolino (outro dia falaremos dele, andou sendo preso por emprestar a juros de 3%, tendo logo adiante uma agência do Itaú que empresta a 12) que trabalha defronte ao Beco: "pretiou o zóio da gatiada". Em vez das já tradicionais três obras (que originalmente eram uma), hoje mandaram nove!

Tenham a santa paciência, vamos por partes. Por enquanto vão as primeiras três. Salito ao chegar resolve se complementa. A gente dá a mão e querem o braço, ainda não passou a ressaca da festa do Lúcio Peregrino?

Aos gritos de Bravo!, Adolfo nos diz que o Beco do Oitavo (com a ausência deste que vos fala), escolheu a obra do Cláudio, do Agora S. Paulo. De fato, estupenda. Os pigmeus seríamos nós, ou nem isso?




O Botequim do Terguino veio de Myrria, de A Crítica (Manaus, AM). Lama que cheira e junta moscas, Myrria? Ah, ah, ah... Boa mesmo.




E Adolfo, que esperávamos que seguisse variando o tema, como vem fazendo nos últimos dias, também não suporta mais, e chega ferino. Com o Mário, de A Tribuna de Minas (BH).




Uma lástima não postar as demais, mas ordens são ordens.

E fui de novo.

João.

Novas pero nem tanto

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Bueno, pessoal, eu, João, sigo por aqui, de dono do campinho, submerso no bunker da palafita. Bermudas, chinelo-de-dedo, bebida da boa (agora tomo cuidado com ela, para não escrever besteira). Lá em cima um batalhão de africanos armados. Salito neste momento voa para o Brasil. Nem tente, Mr. F. Febraban, uma que posso estar te enganando, outra que não vai achá-lo nunca.

As novas de hoje são, digamos, meio velhas. O operador do mensalão que "não existiu" (como dizem Delúbio e seu chefe José Dirceu - só estes, o Lula não sabia e ainda não sabe de nada, pobre homem inexperiente em negócios), o Marcos Valério, foi preso em Belo Horizonte, agora por se apoderar de terras alheias com escritura falsa.

Uma pena, um amigaço dos tucanóides e dos trabolas. Esse cara foi quem o blog indicou para Diretor Financeiro do Cabaré Hidrelétrico Belo Monte, sob a presidência de Stanislava Perkoski, a Polaca. Essa senhora pensa em introduzir (epa) novidades logo na inauguração: banho de hidromassagem com tentadores choquinhos elétricos em lugares estratégicos do corpo.

De recordar que sobre essa estória de mensalão, o sincero Marcus Valerius inicialmente bufava: "Isso são denúncias infundadas, fantasiosas, produzidas por desatino, desespero e cinismo". Os acusadores eram loucos e malvados.

Mas aí surgiu uma secretária, Fernanda Karina Somaggio, e a casa começou a cair. Para cair de todo, falta encarcerar o chefe e outros menos votados.

Isso nos traz à mente um biltre que usava o cargo - influente, posto detentor de segredos de estado - para fazer consultorias de coisa alguma, amealhando milhões de denários. O que mentiu à nação aquele bicho! Protegido pelos mesmos sequazes que agora tentam proteger a outro, e outro, e outro.., seus iguais. A herdeira do trono viu o Brasil inteiro em pé, indignado, mas o manteve no cargo por meses, até que os nervos de todos estivessem esgotados. Entregou o ouro somente quando no horizonte pintou um risco escuro de impeachment. Será que já o prenderam?

Aliás, alguém já notou como todos os assaltantes covardes mentem à rodo, com o maior desembaraço? Mentem a si mesmos, mentem as suas famílias. Mentem ao parlamento. O crime dos crimes: mentem ao povo. E só por dinheiro (saudades, Lupicínio). Alguns são até simpáticos, demonstram aparente doçura, o que no Oriente não impede que lhes cortem as mãos, ou mais que isso.

Por falar nisso, acabo de receber, via e-mail de Adolfo, o material para A Charge do Dias, que logo será postado. Tomara que não  nos estrague a sexta-feira, com alusões do tipo "Não estou entendendo, tentar desmoralizar e perder sua Comissão de Ética para proteger fétidos restos, aí tem coisa grande, por que tanto medo do zumbi?".

E fui, até já.

João.

(charge: Marcel)

jueves, 1 de diciembre de 2011

Roberto Luna

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Roberto Luna (Valdemar Farias, 1/12/1929, Serraria, PB) completa 82 anos. Sucesso a vida toda, mas de 1953 a 1965 foi um arraso, encantando a turma da boemia.

Gravou dezenas de boleros e tangos do seu começo, El Reloj, Que murmuren, Cabaretera... Ah, as Morenas da Praça Espanha, Escuta palhaço; Os sambas do Ataulfo, os hinos da Edith Piaf, a sinceridade de Lupicínio e Dolores, o amor antigo de Vinícius e Jobim... ah, tantos, tantas maravilhas, que vida onde tudo muda e tudo segue igual. Até algumas crianças adoravam, espantadas com o gritedo sem nexo da invasão americana.

(Presente!)

Tintim, Seu Roberto. Muita saúde!

Sete Vidas, n'A charge do Dias

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O Beco do Oitavo em festa desde cedo, aniversário de Lúcio Peregrino (1/12/1972, Santo Ângelo, RS), o errante morador da Cidade Baixa. O epíteto vem da sua mania de peregrinar pela Rua Padre Chagas para buscar dinheiros, gosta de conforto, consta que é dono de muitas aves - solteiras, viúvas e divorciadas -, todas de alguma forma vinculadas a políticos e grandes empresários, que ávidas sobrevoam aquele sítio de meninos ricos e yuppies, mas à caça de homens. De pica e uns tapas, se me perdoam as damas.

Enquanto listavam as mercadorias e surpresas que serão providenciadas para o auge das festividades, logo mais à noite, os boêmios escolheram a obra do dia.

Deu Miguel, do vovô Jornal do Commercio, de Recife (PE).

Não faltaram os gozadores para ver na obra semelhança física com o aniversariante. Brincadeira, Lúcio, aquele... deixa para lá.
Feliz Niver!




O Botequim do Terguino, que ao anoitecer se muda de mala e cuia para o Beco, veio de Sponholz, do Jornal da Manhã (PR).



Adolfo Dias Savchenko, que diz ter uma condecoração especial para Lúcio Peregrino, ficou com o Nani.


Gagás e retardados

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Como todos sabemos, ontem (30) a Comissão de Ética Pública da Presidência da República foi unânime em recomendar que Dilma Rousseff demita o seu ministro do Trabalho, que, como boa parte (na outra parte a imprensa ainda não chegou, por despreparo) dos executores do seu programa de governo, está atolado em denúncias de corrupção e outros desvios impróprios para um Ministro de Estado, por suposição a fina-flor da raça. Como dizia a nossa mãe, ao nos ver saindo para a biblioteca pública, naqueles tristes e alegres anos de uma simples casinha de madeira e mesa de arroz e feijão: "Estuda, meu filho, estuda. Se for um homem culto, honesto, sério, capaz, um dia ainda será ministro do Brasil".

A Comissão de Ética da Presidência é formada pelas seguintes pessoas: José Paulo Sepúlveda Pertence (ex-ministro do Supremo Tribunal Federal), Roberto de Figueiredo Caldas (presidente da Comissão Nacional de Direitos Sociais da OAB), José Ernanne Pinheiro (teólogo, assessor da CNBB), Humberto Gomes de Barros (ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça), Marília Muricy Machado Pinto (doutora em Filosofia do Direito, ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/BA) e Fabio de Sousa Coutinho (Advogado, membro da ABL, cadeira 21).

As palavrinhas entre parênteses dizem muito pouco do currículo de cada um. Para que se possa melhor compreender quem são, um resumo pode ser acessado AQUI

À leviandade (esta palavra é o mínimo que se pode dizer) de alguns indivíduos: eis o que disse Paulo Pereira da Silva, chefete da Força Sindical e hoje deputado federal:

- Esperamos que ela não ouça essa comissão de gagás. Essa é uma comissão de gagás, de velhinhos que ficam perseguindo o ministro Lupi. Vamos ver se a Dilma vai ouvir essa comissão de retardados. Na verdade, essa comissão de ética sempre perseguiu o ministro Lupi.

Sobre o "Paulinho da Força", forçosamente se observa o seguinte em seu currículo: Foi condenado em 2011 a pagar multa civil de cerca de R$ 1 milhão pelo crime de improbidade administrativa.

Respeite-nos, dona. Livre-se dessa escória.

Abaixo, ilustrativamente e com isso homenageando os outros membros da Comissão, um breve currículo do presidente da mesma, Sepúlveda Pertence.

JOSÉ PAULO SEPÚLVEDA PERTENCE, filho do Engenheiro José Pertence e D. Carmen Sepúlveda Pertence, nasceu em Sabará, Minas Gerais, em 21 de novembro de 1937. É casado com D. Suely Castello Branco Pertence e possui três filhos: Pedro Paulo, Evandro Luiz e Eduardo José Castello Branco Pertence. Fez os cursos ginasial e clássico no Colégio Estadual de Minas Gerais, de 1949 a 1955. Tornou-se Bacharel pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, em 1960, conquistando a medalha Rio Branco, destinada ao melhor estudante da turma, além de vários outros prêmios correspondentes a disciplinas específicas do curso. Durante o curso secundário e o bacharelado, dedicou-se intensamente ao movimento estudantil, ocupando postos de representação e de direção em diversas entidades, sendo inclusive 1º Vice-Presidente da UNE - União Nacional dos Estudantes, no biênio 1959/1960.
Fez curso de mestrado na Universidade de Brasília, havendo obtido os créditos e aprovação do plano de dissertação de mestrado, que não apresentou em virtude da demissão. Foi Instrutor e Professor Auxiliar na citada universidade, desde a abertura dos cursos, em abril de 1962, até outubro de 1965, quando dispensado. Reintegrado, por força da anistia, em 1985, na posição de Professor Adjunto, está licenciado. De 1962 a 1965, na Universidade de Brasília, participou, como auxiliar docente, dos cursos de Introdução à Ciência do Direito, dirigido pelos Professores Hermes Lima e A. L. Machado Neto; Direito Constitucional, de responsabilidade dos Professores Victor Nunes Leal e Waldir Pires; e Direito Penal, sob a direção do Professor Roberto Lyra Filho. Quando dispensado, em 1965, ministrava, como responsável, o primeiro curso de Teoria Geral do Direito Público. Em 1973, lecionou Teoria Geral do Processo, no Curso de Direito da AEUDF (Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal). Ocupou o cargo de Assistente Jurídico da Prefeitura do Distrito Federal (1961).
Aprovado e classificado em primeiro lugar no concurso público para membro do Ministério Público do Distrito Federal, em setembro de 1963, exerceu as respectivas funções até outubro de 1969,quando aposentado pela Junta Militar, com base no AI-5.De 1965 a 1967, desempenhou o cargo de Secretário Jurídico no Supremo Tribunal Federal, no gabinete do Ministro Evandro Lins e Silva. Durante o curso de Direito, atuou como solicitador no foro de Belo Horizonte (1959/1960), passando a advogar, em Brasília, a partir de 1961, com interrupção de 1963 a 1967. A partir de 1969, fundou, com o Ministro Victor Nunes Leal, que fora aposentado no Supremo Tribunal Federal, e os advogados Cláudio Lacombe, José Guilherme Villela e Pedro Gordilho, a Sociedade de Advogados Nunes Leal, em Brasília. De 1969 a 1985, dedicou-se integralmente à advocacia, em Brasília, Minas Gerais, São Paulo e no Rio de Janeiro. Foi conselheiro da OAB, Seção do Distrito Federal, de 1969 a 1975; membro do Conselho Federal da OAB, como delegado do Distrito Federal, de 1967 a 1985; e Vice-Presidente da OAB (Conselho Federal), de 1977 a 1981. Participou, como representante da OAB, de bancas examinadoras nos concursos públicos de provas e títulos para Juiz Federal dos Territórios (1974/1975); Juiz Substituto do Distrito Federal (1978); Procurador da República (1978/1979); Juiz Federal, em 1982; Juiz Federal, em 1983/1984; presidiu, como Procurador-Geral, a Comissão Examinadora dos concursos para Procurador da República, realizados em 1986 e 1988.

Foi nomeado Procurador-Geral da República, em 15 de março de 1985, exercendo cumulativamente as funções de Procurador-Geral Eleitoral e de membro do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana. Participou da Comissão Provisória de Estudos Constitucionais (Comissão Afonso Arinos), sendo relator dos textos relativos ao Poder Judiciário e ao Ministério Público e integrante da Comissão de Sistematização Final. Na Assembléia Nacional Constituinte, como convidado, prestou depoimento na Subcomissão de Garantias da Constituição.

Nomeado Ministro do Supremo Tribunal Federal, em decreto de 4 de maio de 1989, na vaga decorrente da aposentadoria do Ministro Oscar Corrêa, tomou posse no cargo em 17 do mesmo mês. Indicado pelo Supremo Tribunal Federal para Juiz Substituto do Tribunal Superior Eleitoral (8 de maio de 1990 a 20 de maio de 1991) e Juiz Efetivo (21 de maio de 1991 a 3 de junho de 1992), assumiu a Vice-Presidência (4 de junho de 1992 a 14 de junho de 1993) e exerceu a Presidência daquele órgão, de 15 de junho de 1993 a 15 de novembro de 1994.Em 9 de novembro de 1994, foi eleito Vice-Presidente do Supremo Tribunal Federal. Ascendeu à Presidência, mediante eleição, em 19 de abril de 1995, e foi empossado no cargo em 17 de maio seguinte, nele permanecendo até 20 de maio de 1997. Escolhido pelo Supremo Tribunal Federal, retornou ao Tribunal Superior Eleitoral, como Juiz Substituto, em 16 de dezembro de 1999, sendo eleito Juiz Efetivo, em sessão de 7 de março de 2001. Em 20 de fevereiro de 2003 foi eleito e tomou posse, pela segunda vez, no cargo de Presidente do TSE.Publicou os seguintes trabalhos jurídicos: “Da Competência na Teoria do Ordenamento Jurídico”(mimeo,UNE, 1965); “Contribuição à Teoria do Distrito Federal” (Doutrina e Jurisprudência, Rev.do TJDF, nº 2/17; Rev. Forense, 224/365); “Liberdade de Direito e Asilo” (Anais da VIII Conferência Nacional da OAB); “A OAB e a Anistia” (Parecer da OAB, 1979, em Anistia, Senado Federal, 1980, 2º vol.);“Victor Nunes Leal” (Homenagem póstuma no STF — Revista do Direito Público, 77/21); “A Crise Institucional Brasileira” (painel com os Professores J. J. Calmon dos Passos e Celso Antônio Bandeira de Mello, OAB-RJ, 1984); “Princípio da maioria absoluta” (Art. 75, CF) “Eleições de Governadores e Prefeitos” (parecer, Cadernos de Direito Constitucional e Eleitoral, v. 1/115); “Inelegibilidade — Crime contra a Administração Pública — Prescrição retroativa” (Cadernos de Direito Constitucional e Eleitoral, v. 1/115); “Propaganda Eleitoral — Isonomia” (parecer, Cadernos de Direito Constitucional e Eleitoral, v. 3/48); “Eleitoral — Possibilidade de os meios de comunicação divulgarem, a qualquer tempo, pesquisas eleitorais. Constituição de 1988” — Parecer, 26 de outubro de 1988; Pareceres do Procurador-Geral da República (1985/1987), Ministério da Justiça — DIN, Brasília, 1988, 601 páginas. Proferiu conferências e palestras, e participou ainda em painéis e seminários, destacando-se os seguintes: “Liberdade e Direito de Asilo” (defesa da tese), VIII Conferência Nacional da OAB, Manaus, 18 a 22-5-1980; “Estado de Direito Democrático e Constituinte”, Chapecó, Encontro dos Advogados de Santa Catarina, agosto de 1980; “Os Territórios na estrutura constitucional brasileira”, Boa Vista, Roraima, 1980; “Assembléia Constituinte ou Reforma Constitucional” (debate com o Deputado Bonifácio de Andrada), OAB/GO (Semana da Constituinte), 1982; “Compromisso Político dos Advogados”, Congresso Nehemias Gueiros, OAB-RJ, Rio, 1983; “O Problema do Ensino Jurídico”, Centro Acadêmico Afonso Pena, Faculdade de Direito da Universidade de Minas Gerais, Belo Horizonte, 1983; “A Crise Institucional Brasileira” (painel com os Professores J.J. Calmon Passos e Celso Antônio Bandeira de Mello), OAB-RJ, 1984; “A Soberania Nacional no Contexto Internacional”, presidência de painel do Congresso Nacional dos Advogados Pró-Constituinte, OAB, São Paulo, 2-8-83; “O Advogado e a Defesa dos Direitos Sociais”, XII Encontro dos Advogados de Pernambuco, Recife, 11-11-1983; “A Advocacia na Conjuntura da Crise Institucional Brasileira”, Faculdade de Direito da Universidade Federal de Alagoas, Maceió, 16-3-1984; “O Ministério Público”, Escola Superior de Guerra, Rio, 30-5-1985; “Atualidades e perspectivas constitucionais do Ministério Público”, conferência inaugural da Escola Superior de Aperfeiçoamento do Ministério Público de Santa Catarina, Florianópolis, 17-6-1985; “A Nova República e suas relações com os empresários”, seminário do Encontro de Empresários, Fundação Dom Cabral (Universidade Católica de Minas Gerais), 11-7-1985; “O Bacharel em Direito: formação e perspectivas profissionais”, Universidade Gama Filho, Rio, 30-8-1985; “O Ministério Público e a Criminalidade econômica”, Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 6-9-1985; “OAB, Sociedade Civil e Processo de Democratização”, Reunião dos Presidentes da OAB, Maceió, 16-3-1984; “A advocacia em tempo de crise”, II Encontro dos Advogados do Estado de São Paulo, OAB/SP, 4-9-1984; “Constituição e Constituinte”, Escola Superior de Guerra, Rio, 9-6-86; “Constituinte e Poder Judiciário”, painel com o Ministro Miguel Seabra Fagundes, Semana da Constituinte, OAB/Paraíba, Campina Grande, 1986; “A Representação por Inconstitucionalidade”, Escola Superior de Advocacia da OAB/RS, Porto Alegre, abril de 1986; “A democratização do Poder Judiciário”, Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 6-4-1987; “O Controle de Constitucionalidade das Leis”, Centro de Estudos da Procuradoria-Geral do Estado do Rio de janeiro, Rio, 24-7-1987; “A Corte Constitucional no Brasil: avanço ou retrocesso”, Ciclo de Estudos do Governo da Paraíba, João Pessoa, 1987; “Perspectiva do controle de constitucionalidade no Brasil”, Ciclo de Estudos da Secretaria de Justiça do Estado do Maranhão, São Luís, 21-11-1987; “Inovações do sistema brasileiro de controle da constitucionalidade”, Semana do Advogado, OAB-MG, Belo Horizonte, 11-8-1988; “Em defesa do sistema misto de controle da constitucionalidade no Brasil”, Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná e Instituto dos Advogados do Paraná, Curitiba, 1988; “O Ministério Público”, II Fórum Jurídico Brasileiro, Fundação Dom Cabral (Universidade Católica de Minas Gerais), Belo Horizonte, 20-9-1988; “O Estado-membro na nova Constituição”, Centro de Estudos da Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro, 18-11-1988; “A criminalidade econômica e financeira”, palestra em seminário sobre o mercado de capitais para magistratura e membros do Ministério Público, patrocinados pela Comissão Nacional das Bolsas de Valores - CNBV, Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, 1985/1987; “Judiciário, Ministério Público e Advocacia”, painel, Semana da Constituição, OAB/PI, Teresina, 21-10-1988. Desde 1995, tem dedicado dezenas de palestras aos temas da reforma do Poder Judiciário — particularmente a defesa da proposta da “Súmula vinculante” — e aos problemas da convivência dos sistemas concentrado e difuso de controle da constitucionalidade de normas, no Brasil. Em maio de 1987, participou da Representação do Brasil no Convegno Internazionale sobre L’Avvocatura nel principali ordinamenti contemporanei, patrocinado pela Avvocatura Generale dello Stato da República Italiana, em Roma, onde apresentou comunicação sobre Il Sistema Brasiliano del Controllo della Costituzionalità delle Leggi: una Simbiosi Instituzionale da Preservare. Possui as seguintes condecorações: Ordem Rio Branco (Grã-Cruz); Ordem do Mérito das Forças Armadas (Grande Oficial); Ordem do Mérito Aeronáutico (Grande Oficial); Medalha da Inconfidência (Grã-Cruz); Ordem do Mérito de Brasília (Grã-Cruz); Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho (Grã-Cruz).

Aposentou-se, a pedido, em 17 de agosto de 2007, por decreto de 23 de agosto, publicado no DOU de 24 do mesmo mês.