lunes, 5 de marzo de 2012

Marco Aurélio Garcia na Charge do Dias

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A turma do Botequim do Terguino fechou com o Zope. Tão cedo os boêmios não esquecerão Mme. - como disse Jussara Moscona - Jérôme Valcke.

Por falar nisso, é uma felicidade ver que Marco Aurélio Garcia, atual Secretário Especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, em alguns momentos é o velho Marco que conhecemos. Foi sucinto a respeito daquele verme: chamou-o de vagabundo e boquirroto, reiterando que com esse indivíduo não tem mais papo. Segundo o nosso amigo João, o "vagabundo" foi empregado em sua pior acepção, e boquirroto, no dicionário do mesmo João, significa moleque que leva recado para as chinas nos lupanares, no caminho contando a todo mundo o contido nos rabiscos.
Seu Marco, se você estivesse no churrasco do bar ontem iria ver o repertório da tigrada.




No Beco do Oitavo, após mensagem de total apoio aos pinguços do Botequim - se sentiram representados, os amigos escolheram a obra do Bruno Aziz, de A Tarde (Salvador, BA). Essa foi no ângulo, Bruno.



A senhorita Leila Ferro sabe o preço das coisas, pois além de estudar trabalha desde cedo. Arriscou-se a escolher a gigolatagem e acertou na pinha, com o Brum, do Jornal de Hoje (Natal, RN).



domingo, 4 de marzo de 2012

Inezita Barroso

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São Paulo deu ao mundo uma de suas maiores cantoras: Inezita Barroso, nascida Inês Madalena Aranha de Lima (4/3/1925, São Paulo, SP), que hoje completa 87 aninhos.

Aqui, já em idade avançada, com a belíssima toada Prece ao Vento, composta em 1954 por Alcyr Pires Vermelho, Fernando Luiz e Gilvan Chaves.

Saúde, Inezita!

Aldo Rebelo e a FIFA na Charge do Dias

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José Aldo Rebelo Figueiredo é um jornalista e escritor alagoano de 56 anos (Viçosa, 23/2/1956), que decidiu seguir a carreira política. Hoje é deputado federal por São Paulo. Milagrosamente, depois que um seu partidário foi acusado de meter a mão, tornou-se Ministro dos Esportes do Brasil.

Dizemos milagrosamente porque é muito raro se ver políticos honestos chefiando ministérios. Antes de ser Ministro, coube-lhe ser o Relator do Código Florestal, um rabo de foguete que ninguém, salvo notórios patrunfos, queria encarar, pois de um lado tínhamos bandidos fanáticos e de outro mocinhos fanáticos, o Brasil no meio. A função requeria um homem sério e corajoso, para sairmos vivos daquela guerra. Entre mortos e feridos, parece que nos salvamos todos, mas a luta continua.

Aldo Rebelo, na opinião, formada há muitos anos, dos habitantes desta palafita, precisava ser o Presidente da República, quem ler sobre a sua trajetória entenderá as razões. Biografia de estadista. Possivelmente isso jamais ocorrerá.

A FIFA, como todos sabemos, é uma CBF gigante, isto é, um gigantesco antro de roubalheiras, corrupção desmedida, uma máfia de fazer corar assaltantes de bancos. (A charge é do Mário Alberto, de 05/10/11, que mostra o gato daqui torcendo pelos de lá).

O secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, é um francês que já foi picão de marketing da entidade. Enrolou-se até o pescoço numa negociata em 2004, que rendeu uma multa astronômica para a máfia, mas a entidade não o demitiu, a pretexto de que o cara sabe fazer lucro. Disso estamos certos.

Pois agora, por ter alguns interesses inconfessáveis contrariados, a reboque da demora na aprovação na Lei Geral da Copa pelo congresso nacional, vem a FIFA, através de seu empregado fazedor de lucros, apelar para o insulto. Não à crítica elevada, categórica, mas insulto mesmo, em linguajar rasteiro.

Aldo Rebelo não hesitou, de modo ponderado, como é de seu jaez: com esse sujeito o Brasil não conversa mais.

Esse é o tema inicial dos debates que desde cedo se desenrolam no Beco do Oitavo e no Botequim do Terguino, nesta bela manhã de domingo. Logo que pudermos traremos os pensamentos dos boêmios, através das informações do nosso correspondente João da Noite, via nótibuc direto do palco dos acontecimentos.


Bem, 11:00 h e recebemos algum material. Com a palavra, João da Noite:

Novamente os pés de cana estão em Reunião Conjunta, hoje aqui no Botequim do Terguino. O Beco do Oitavo fechou e vieram todos para cá. Recém atearam fogo no tonel deitado no meio da rua, as carnes já estão espetadas lá dentro. Os espertinhos todos em mesas na calçada, a maioria na base de caipirinha de vodka, conversas animadas. Eu dou uma bebericada e uma olhadinha para a gostosa que passa no outro lado da rua, vai e vem faz tempo, me olha e sorri, a bandida, como se eu não soubesse que é casada.

Enquanto Leiloca organizava as obras do dia, com o Lúcio Peregrino comandando o nóti, acabaram voltando ao tema dos gatos pescando. O Carlinhos Adeva (o "Adeva" é para diferenciar do Carlinhos Piroca, a quem todos chamam somente de Carlinhos Pi), o advogado primo do Nicolau, chegou pelas nove e foi direto ao assunto: "Vocês esqueceram uma obra sensacional, seus babacas!", e apresentou a tal obra. Todos ficaram maravilhados, o outro Carlinhos exclamou: "Dez!". Tigran Gdanski: "Baita dentro!". Clóvis Baixo já ficou sugerindo colocar o retrato do artista nas paredes do buteco (ainda nem colocaram as outras). De fato, Salito, dez a zero.

É do Rico, do Vale Paraibano (São José dos Campos, SP).








E João da Noite, de noite atravessada, se engarrafou. Quando percebeu a dificuldade para encontrar as teclas do nóti, pediu aos especialistas na geringonça, Leiloca e Lúcio, para gravarem os debates dos empinantes. Não nos perguntem como conseguiram, mas eis que recebemos a gravação, de ótima qualidade.

Não rodamos o áudio porque há trechos proibidos para menores de 33 anos. Sabendo-se que a idade média do distinto público é 27 anos, já viu, né... Quando Marquito Açafrão percebeu que estavam sendo gravados, alertou o pessoal: "Olhaí, gente, cuidado com o que se diz!", ao que Mr. Hyde deu de ombros: "Ora, uma que Salito não é doido..., bem, é meio, mas não vai colocar a íntegra, estamos em casa, é reunião privada; outra é que só imagino o que deve ter dito em particular aquele puto do Jèrôme, se disse o que disse para todo mundo ouvir".

Pronto. Ali já estavam falando da prostituta ladrona, a FIFA.

Nicolau Gaiola demonstrou suas preocupações institucionais: "Só me falta o Aldo Rebelo comprar essa briga, coisa que nenhum desses cagados do congresso até agora teve peito, e a Dilma lhe tirar a escada".

Muitos boêmios ficaram temerosos só de pensar nessa barbaridade. Lúcio Peregrino externou o medo: "Deus nos livre, mas bem sabemos do que são capazes alguns dos seus aspones, de repente lhe fazem a cabeça, os vendidos".

O Contralouco não gostou do que disse o Baixinho Romário: "Ora, ondié que o Romário anda com a cabeça, chamar o cara de 'mal-educado'? Mal-educado é o cacete!, é um moleque filho da puta!". Ai, ai, ai.

Tigran Gdanski concordou: "Pois é, se a mulher do Romário fosse costureira, por exemplo, e atrasasse a entrega de um vestido para o elemento sair à noite na França, e ele saísse dizendo para todo mundo que ela merecia um chute na bunda, o que o Romário faria? Eu matava. Nesse caso a costureira é a mãe Pátria de todos nós. Esse Jerôme poderia reclamar da nossa mãe, em alto nível, até processá-la por perdas e danos, mas chute ele que vá dar no rabo da mãe dele!".

Carlinhos Pi: "Quando desembarcar no Brasil, deveriam era mandá-lo de volta na hora, deve ter um jeito de acabar com o visto de entrada desse lalau".

E os ânimos foram esquentando. Em certo momento a Leiloca saiu espavorida lá para dentro, o verbo desceu a um nível insuportável. No áudio dá para ouvir até a voz das "vizinhas gostosas", fazendo coro aos palavrões. A Jussara do Moscão só repetia: "Pra viado filhinho de papai a gente não dá bola, pessoal, ele quer só aparecer".

O mestre Terguino Ferro saiu lá para fora levar uns tragos e umas linguiças de tira-gosto e aproveitou para meter a colher: "Acalmem-se, amigos, pois já mandei buscar a minha faquinha de capar vagabundo, deixa ele passar por Porto Alegre, deixa...". Gustavo Moscão saltou: "Eu só quero dar um soquinho mata-cobra nele!".

E paramos por aqui.

A obra eleita é do grande Pelicano, do Bom Dia (São Paulo, SP). 




Leila Ferro não esqueceu da sua. Uma graça, lendo a menina escrever: "Escolhi o fim da picada, tio Salito, amanhã vou levar pro Colégio e mostrar aos professores que falam em laicidade do estado". De fato, Leila, é o fim. É do Paixão, da Gazeta do Povo (Curitiba, PR).



sábado, 3 de marzo de 2012

Una aventura más

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É certo que a Argentina não é abolerada como a maioria dos países do hemisfério, ali temos o império do tango. Mas ainda assim é de se estranhar, na rede mundial, o sepulcral silêncio a respeito do autor de um dos boleros mais famosos e tocados no mundo, Una aventura más, do argentino Óscar Kinleiner.

Até no Brasil, o estranho do continente, o bolero foi gravado por muitos artistas. De cabeça nos surgem a Orquestra Tabajara, Roberto Yanés, Santo Morales, Luiz Airão, Nelson Ned e os Velhinhos Transviados. Pelas noites do Brasil já ouvimos até em ritmo de samba, e ficou lindo. Dalva de Oliveira gravou outra música sua, Volta ao Estoril.

Pela rede descobrimos somente que Óscar Kinleiner é um guitarrista e compositor argentino que começou a carreira com seu trio, tendo sua esposa Elbita como cantante. Inicou em 1946, na Rádio Litoral (Buenos Aires, Santa Fe ou Posadas?). Rodou mundo. Consta que em 2004 vivia em Buenos Aires.

O bolero deve ter sido composto entre 1946 e 1950. O grande cantor Hugo Romani o gravou em Buenos Aires em 01/08/1951. Em 1952 já tinha chegado nas vozes do lendário Trio Los Panchos.

E nada mais descobrimos. Quem souber de detalhes sobre vida e obra, por favor nos envie. (Em 27/11/2012 o estudioso Itan Mattos, de Niterói - RJ - em comentário à postagem, nos informa que Oscar nasceu em 07/02/1917, em Rosario, Provincia de Santa Fe, Argentina - Fonte: e-mail de “Club de Tango” – (Oscar B. Himschoot).

Una aventura más tem um quê inexplicável, que vem fascinando gerações pelo mundo todo. Mesmo com a letra de bolero cantinero, tem uma sugestão que parece de... alegria.

Aqui vai com o grande cantor salvadorenho Pablo Ríos (Juan Pablo Torres), el cantante del pueblo (Guadalupe, San Vicente, 26/6/1933 - San Salvador 9/1/2006).
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Os gatos vão pescar, n' A Charge do Dias

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Uma enxurrada de charges falando em pescaria inundou os butecos neste sábado, desde os mais longínquos recantos do país. No Botequim do Terguino o Gustavo Moscão disse que não estava entendendo.

O Contralouco, copo de caipirinha na mão imitando um microfone, contou-lhe parte da história, aludindo ao esporte predileto do Moscão, o boxe: "Senhooooooras e senhoooooooores: deste lado, com 1,80 m, pesando 100 Kg, 100 lutas ganhas por nocaute no cansaço de rezas, o famoso... Angorá do Bispo! Deste outro lado, com 10 cm, pesando 60 gramas, o tolinho dos mares, ele, o... Sardinha!".

Gustavo Moscão ficou resmungando: "Agora que não entendi nada mesmo, o Contra pirou ou já tá bêbedo".

Pressionados por Leila Ferro, os boêmios passaram logo para a escolha da obra do dia. Queriam colocar todas, mas tiveram de optar por apenas uma.

J. Bosco, de O Liberal (Belém, PA).




No Beco do Oitavo não foi preciso teatralização, todos entenderam bem demais. Fecharam com o Simanca, de A Tarde (Salvador, BA).



A senhorita Leila não tira da cabeça o Lula careca, "ares de ricaço, com aquele chapéu ridículo". Escolheu a obra do Nani.



O boêmio João da Noite, para regozijo dos empinantes, que o admiram e adoram, desde cedo andou para lá e para cá, do Beco para o Botequim, do Botequim para o Beco, entornando uns merengues bem escolhidos. Sempre que cruzava pela Leiloca, enchia a menina de elogios. Ao final, suplicou e conseguiu arrancar "uma chargezinha, só uminha". Ninguém resiste ao lero do João.

Do Amarildo, da Gazeta Online (Vitória, ES).


viernes, 2 de marzo de 2012

Rhapsody in Blue

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Uma das grandes obras de George Gershwin (Jacob Gershowitz - Nova Iorque, 26/9/1898 - Hollywood, Califórnia, 11/7/1937), no original de 1924, com a banda de Paul Whiteman. É jazz? Eterna discussão. 

UHÚÚÚÚ!! GOSTOSA!!, n'A Charge do Dias

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Os boêmios do Beco do Oitavo exasperam-se com os acontecimentos, dia após dia. Nicolau Gaiola estranhou os artistas não terem misturado gatos com peixes, mesmo que neste caso, diferentemente do dito popular "Um olho no peixe e outro no gato", o gato possa tudo.

Lúcio Peregrino questiona: "Tudo isso pelos votos dos Selvagens ao Pé do Mosteiro, hein, Dilma? Espero que valha a pena, embora algo me diga que estás alimentando um monstrengo muito perigoso". Aqui temos certeza disso, Lúcio.

Já a querida velhoca Jezebel preferiu se concentrar no seu martini, apenas levantou a cabeça e disse: "Melhor ficar quieta, se não me estraga o fígado".  Bem, ...esta mania de ir mudando de assunto... íamos tratar da charge do Dias.

O Beco escolheu a obra do Fausto, do Jornal Olho Vivo (Guarulhos, SP). 




Já os empinantes do Botequim do Terguino riem muito com esta série do Aroeira, de O Dia (Rio de Janeiro, RJ). Por demais brejeiro, o nobre artista.
Só depois vem a náusea.




A senhorita Leila Ferro é jovem mas enxerga longe, e não esquece daquele palhaço que dizia que o sistema de saúde brasileiro é de primeiro mundo. Como recordou Mr. Hyde: "Foi acabar de falar, o Lula pegou uma peste e se borrou todo, correndo com as calças escorrendo para os hospitais dos banqueiros".
Calma aí, gente, a Leiloca é muito novinha, cuidado para não envenarem o coração da menina.

Bem, a Leiloca escolheu a obra do Mário, da Tribuna de Minas (Belo Horizonte, MG).





Capa: João da Noite: Certos "aliados" do Lulalalé chegam a dar nojo. Falando a um general, eis o que disse Ivo Cassol, um senador (sabe-lá onde comprou o mandato) múmio daquilo chamado PP: "De pessoas que só querem ganhar salário, não querem produzir, nós já estamos com o saco cheio. Então, por isso nós precisamos que vocês atuem, como atuavam na época da ditadura, e dê-lhe tiro e dê-lhe grito, mas com solução."  Nós quem, cara-pálida?

jueves, 1 de marzo de 2012

Toña, La Negra: Azul

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A cantante é Toña, La Negra - Maria Antonia del Carmen Peregrino Álvarez (Veracruz, México, 17/10/1912 – Cidade do México, 19/12/1982).

O bolero é Azul, um clássico de Agustín Lara - Ángel Agustín María Carlos Fausto Mariano Alfonso del Sagrado Corazón de Jesús Lara y Aguirre del Pino (Tlacotalpan, 30/10/1900 - Cidade do México, 6/11/1970). Aliás, todas as composições de Agustín Lara se tornaram clássicos mundiais.


Crivella n'A Charge do Dias

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O Beco do Oitavo, também com o voto da Jezebel, escolheu a obra do Zope.



O Botequim do Terguino fechou com o... Zop. Só dá Zop!



A senhorita Leila Ferro escolheu ao Duke, de O Tempo (Belo Horizonte, MG).


A Lei Geral do Copo n'A Charge do Dias

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Quando os boêmios apreciaram as obras de hoje, foram tomados de intensa emoção. Em reunião extraordinária no Botequim do Terguino combinaram uma edição especial da Charge do Dias, neste 1º de março, com a concordância da coordenadora Leila Ferro. Duas obras em edição especial.

Na sessão conjunta houve diversas proposições para se pendurar os retratos dos artistas Sponholz e Renato nos botequins (Beco do Oitavo e Botequim do Terguino), em reconhecimento ao respeito e incentivo demonstrados pelos mesmos aos butecos e aos empinadores do bem. Propostas aprovadas por um clamor ruidoso e entusiasta. Andam procurando fotos na internet.

Do Sponholz (Jornal da Manhã, Ponta Grossa, PR), com dez estrelas, a máxima honraria:



Do Renato (A Cidade, Rio Preto, SP), com sete, com os boêmios chegando (tarde) em casa: