miércoles, 4 de julio de 2012

Esperando a decisão Corinthians x Boca Juniors

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Nos momentos que antecedem a histórica - todas as decisões de Libertadores são históricas, inolvidables - peleja entre Corinthians e Boca Juniors, nada melhor que cervejinha gelada e samba do bom no prato. 

Hoje Anescarzinho do Salgueiro (Anescar Pereira Filho) completaria 83  anos, se vivo fosse. O samba Água do Rio é dele (com Noel Rosa de Oliveira). Tintim, Anescar, onde  estiver.

Mais tarde é de lei passar dar um abraço no portuga do Porto no Beco do Oitavo, que hoje fecha 55 anos desde que veio ao mundo lá em Paredes de Baixo (Freguesia de Gove, Concelho de Baião, Distrito de Porto, Portugal). Alô, pessoal de Paredes de Baixo, o patrício é amado aqui no Sul do Brasil, pela simplicidade, firmeza de caráter, decência e  honradez.

Tintim, Antonio Augusto Peixoto Magalhães!


A rede: a arma dos escravos de Darth Vader

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Foi somente um round, os norte-americanos não vão desistir. No fim, o ACTA é o primeiro passo para nos calar. A rede é uma "arma"  contra a qual os seus canhões são inúteis. Não é por nada que não vão descansar enquanto não sentarem Julian Assange e o soldado Bradley Manning, este se sobreviver à tortura, numa cadeira elétrica.
Resistiremos.


Parlamento Europeu barra lei antipirataria

Das Agências internacionais

Agora acabou de vez: nesta quarta-feira, 4, o tratado antipirataria ACTA (Acordo Comercial Anticontrafação) foi rejeitado de forma definitiva pelo Parlamento Europeu. O ACTA foi assinado em janeiro por 22 dos 27 governos da União Europeia, assim como por Estados Unidos, Japão, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Cingapura, Coreia do Sul, Suíça, México e Marrocos.

Das Agências internacionais
A vitória foi esmagadora: 478 votos contra e apenas 39 fotos a favor, além de 146 abstenções. Alguns membros do parlamento seguravam cartazes com a mensagem “Olá, democracia. Adeus, ACTA”.

Segundo críticos, a fim de proteger os direitos autorais, o ACTA ameaçaria a liberdade de expressão na internet.

Em debate ocorrido na terça-feira, 3, algumas comissões apoiadoras do acordo pediram para que a votação final no Parlamento fosse adiada. No entanto, o britânico David Martin, relator da sessão, disse: “Fomos capazes de construir uma forte maioria e cancelamos o pedido de adiamento”.

“É um dia histórico na política europeia”, escreveu Martin em seu blog. Com o voto contrário do Parlamento, ao menos 22 dos 27 países membros da União Europeia não podem ratificar o tratado em sua legislação local. No início do mês passado, os cinco comitês integrantes do Parlamento já haviam rejeitado o tratado internacional.

O Parlamento europeu foi apoiado por cerca de 2,8 milhões de cidadãos europeus pelo mundo, que assinaram uma petição solicitando que o órgão rejeitasse o acordo. Além de manifestações nas ruas, muitos cidadãos entraram em contato com membros do Parlamento por telefone ou e-mail.

O tratado é acusado de servir apenas a interesses de grandes corporações, ameaçar a liberdade de expressão e estimular uma cultura de vigilância e suspeita. Um dos pontos mais polêmicos era, segundo seus opositores, a possibilidade de que as empresas provedoras de acesso à internet comunicassem aos titulares dos direitos das obras os endereços IP dos internautas suspeitos de realizar downloads ilegais.

Fora da União Europeia, o ACTA ainda pode ser aprovado nos Estados Unidos e em países como a Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Japão, Marrocos, Cingapura e Coreia do Sul, onde o tratado recebe forte apoio. A proposta foi desenvolvida em 2007.









Boca Juniors e boi-de-piranha na Charge do Dias

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Os boêmios do Beco estão mesmo enojados com as atividades de certas pessoas. O portuga (não esqueçam, pessoal, é hoje o seu aniversário) comentou tranquilamente que à noite o buteco vai superlotar por conta do jogo entre Corinthians e Boca Juniors, e ficou com cara de sonso com as respostas que recebeu.

Gustavo Moscão: "Aquele bosta oportunista e sem caráter que se foda".

Lúcio Peregrino: "Tomara que aquele pé-frio de merda tome bem dentro daquele lugar".

Mr. Hyde: "O Boca vai ganhar de um a zero, gol de falta do Riquelme aos 47 do segundo tempo, só quero ver a cara daquele bundão".

Carlinhos Adeva: "Melhor ainda será ver o seu candidato do ENEN furado levar uma surra na eleição".

E se vieram com o estribilho do hino:

Boca es nuestro grito de amor.
Boca nunca teme luchar,
Boca es entusiasmo y valor,
Boca Juniors... a triunfar.

Que gente.

Dá-lhe, Boca!

Ficaram com o Marco Aurélio, de Zero Hora (Porto Alegre, RS).




No Botequim do Terguino ainda se surpreendem com a cara-de-pau da quadrilha. O Contralouco: "Agora estão na fase das infantilidades. O que faz o desespero, cometem horrores e depois não querem pagar, insistem em subestimar o país inteiro".

Aristarco de Serraria: "A cada dia se atolam mais..."

Jucão da Maresia: "O que será que prometeram ao fanático?, deve ser muita grana" 

O Nego Janjão apareceu acompanhado do Jandir Barbalho,  habitué do bar Casa do Cachorro, este vestindo a camiseta do Boca. Foi o que bastou para montarem  na hora o buquiméqui do jogo. Só duas pessoas apostaram no Curíntiã, Clóvis Baixo e Leilinha Ferro. "Traidores", disse Wilson Schu. O Baixo disse que "nada tem a ver com o Lulalelé, esse cara morreu pra mim, é  que tenho um tio corintiano, muito meu amigo". Leila Ferro nada disse.

Escolheram a obra do Renato, de A Cidade (Ribeirão Preto, SP).




Leilinha Ferro, sempre reservada, ficou com o Sponholz, do Jornal da Manhã (Ponta Grossa, PR).



  

martes, 3 de julio de 2012

O PT que o Chico de Oliveira enterrou, na Charge do Dias

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Dentro de um ano, ou dois, pela graça de sermos "amigos" de Mr. Gugle e de seu amante, o Gemeil, e da chefona CIA que recebe os dados, os amigos lerão a matéria do dia, abaixo, que não aparece em robôs de busca, eu não pago. Se entraram, milagre, apostem na loteria, vai dar. E não esqueçam de jamais comprar nada de propaganda que surge neste blog, é tudo mentira, engodo.


Pela manhã o Beco do Oitavo não abriu - agora é o Portuga quem anda com problemas com os sanguessugas do Itaú, de modo que os boêmios do Beco se enfiaram todos no Botequim do Terguino. O dono do botequim, o senhor Terguino Ferro, se disse honrado com o bar cheio de tantas personalidades, mas lamentou a sorte do congênere e propôs uma vaquinha para ajudá-lo a sair do aperto.

Enquanto a lista do ajutório corria, o assunto, obviamente, continuou sendo o Chico de Oliveira. O Contralouco foi sintético, com o braço em banana: "Aqui pra eles. Ôrre bem feito!". O filósofo Aristarco de Serraria disse ter assistido em casa a entrevista, e que depois tomou todas.

Caiu como uma bomba a notícia, trazida pelo Carlinhos Adeva, de que o Palocci vai receber cento e tantos mil reais de atrasados do governo, pela quarentena após ser corrido pela sociedade. "Tadinho, sair  do governo atrapalhou as consultorias de  boca que dava quando estava dentro", disse Jezebel. O Gustavo Moscão é mesmo ingênuo: "Deixa o cara, as coisas devem andar difíceis agora que tá na cadeia. Tá na cadeia, né?". A estrondosa gargalhada do bar inteiro foi ouvida em Júpiter.

Miss Leilinha Ferro, filha do Terguino e coordenadora da coluna a Charge do Dias, cercada de atenções pelos empinantes, doce comunhão que só se vê aos domingos, decidiu liberar tudo.

Hoje vão sete obras dos astros do traço e do pensamento, escolhidas por maioria simples pelos habitués dos dois bares e quatro jovens estudantes do acaso (estudam na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e entraram no Botequim para tomar um café).

Em desordem:

Paixão, da Gazeta do Povo  (Curitiba, PR).





Erasmo, do Jornal de Piracicaba (Piracicaba, SP).




Pater, de A Tribuna (Vitória,  ES).



Duke, de O Tempo (Belo Horizonte, MG).




Enio, da Gazeta de Alagoas (Maceió, AL).




Pelicano, do Bom Dia (São Paulo, SP).




E como a maioria é colorada, sob protestos dos quatro estudantes (todos gremistas) e mais alguns gatos pingados, também elegeram outra obra do Duke, agora no Super Notícia (Belo Horizonte, MG).



Sinto, seu Chico, que o senhor, que tu, junto com o PT enterrou parte importante  demais do seu  coração, um coração maior, lindo. um que não pensa só em si. Não está só, o meu nem conta, foram muitos corações bons de brasileiros. Ainda estão por aí.
Não desistirei!, grita o meu.
Vou por ele.

Chico de Oliveira no Roda Viva: O Buteco Pensa

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Dentro de um ano, ou dois, pela graça de sermos "amigos" de Mr. Gugle e de seu amante, o Gemeil, e da chefona CIA que recebe os dados, os amigos lerão a matéria do dia, abaixo, que não aparece em robôs de busca, eu não pago. Se entraram, milagre, apostem na loteria, vai dar. E não esqueçam de jamais comprar nada de propaganda que surge neste blog, é tudo mentira, engodo.


O Beco do Oitavo é cultura. Ontem à noite teve sessão especial pela tevê, ideia de João da Noite, inaugurando  "O Buteco Pensa", evento que ocorrerá  todas as segundas-feiras, com o incentivo de "as cervejas são por minha  conta, pessoal", dito pelo João. Ao final, ninguém permitiu que ele pagasse coisa alguma, Tigran Gdansk resumiu: "Nós é que te devemos, JN, ouço você dizer essas coisas desde 1998, mas não imaginava...".

O artista, tão famoso quanto simples, foi o sociológo Chico de  Oliveira (Francisco Maria Cavalcanti de Oliveira, Recife, 7 de novembro de 1933),  emérito da USP, um dos fundadores do PT e do CEBRAP.

Programa de fato muito especial, a começar pela TV Cultura e seu Roda Viva. Marquito Açafrão, que odeia tevê, disse que é a única que consegue assistir sem estragar o fígado. E o Chico lá no meio da roda viva, 79 anos, bonezinho azul, bem-humorado, imensa dignidade, uma fortaleza dentro da sua modéstia.  Um homem eticamente cristão.

Para o Chico, o Brasil segue sendo aquele ornitorrinco. O Gustavo Moscão não entendeu direito essa de ornitorrinco, mas a professora Jussara, sua mulher, não teve dificuldades em lhe explicar: "Pássaro e réptil, amor. Uma conjunção de progresso e atraso, o Brasil é... uma coisa".

Sobre a promiscuidade dos canalhas, Chico disse que a aliança com Maluf é o fracasso do PT. "Do PT, pois do Maluf  não dá pra dizer, Maluf sempre foi um fracasso". Isto caiu como uma luva para a sua máxima de que a riqueza, pelo menos nos moldes em que a temos, só produz mediocridades.

Os boêmios todos exclamaram, a uma só voz, como por encanto: eike batista! Um grito de profundo desprezo, de dor pela ignorância, de nojo...

"No Brasil sindicalistas nunca foram de esquerda, foram empurrados para a esquerda pela sociedade democrática que ansiava por democracia".

"O Lula é um oportunista, não tem caráter. Certa vez disse que detestava ser famoso e pobre, que preferia ser um rico anônimo".

Naquele instante havia gelo no ambiente, 23 boêmios e a tripulação do bar muito sérios, atentos. Quando o Chico de Oliveira disse o que todos sabem, que o Lula é um oportunista e sem caráter, todos saltaram, aos furiosos gritos de libertação: "Viu, eu não disse!", entre referências menos nobres ao casca dura que parimos na escura noite dos milicos.

Essa a razão de o PT ter sido invadido por aspones, consulpones, mensaleiros, cuequeiros e outros bichos, quedou-se claro. "Um bálsamo ouvir isso de quem, por ter sido enganado, ajudou a enganar o povo.  Um homem que admite que errou, diz que errou antes que o cobrem, não um cara de cadela como os outros", disse em lágrimas João da Noite, o bar calou.

Ainda João: "Os traidores das nossas ilusões não passam de uma tropa de ignorantes que almejavam somente 'riqueza', material e a qualquer preço, como pudemos embarcar nessa?"

Alguns choraram de arrependimento e impotência. A via sacra seguiu, com os jornalistas interrogando o homem. 

Um dos entrevistadores ponderou: "Mas o Lula vai passar para a história como um grande presidente...". Pura provocação, o perguntador sabe muito bem do delírio das massas manipuladas.

Chico: "É, a renda das massas se elevou, como os lucros dos banqueiros. Tio Hitler também era amado pelas massas...".

Sobre Dilma: "Tem enorme dificuldade de governar porque Lula não deixa". Para ilustrar o oportunismo e  o mau-caráter, recordou a herança maldita dos ladrões que deixou de presente para a dama.

Pessoalmente, que também assisti, num hotel do interior de São Paulo, o seu Chico tinha mais a dizer sobre o Lula. Percebeu-se que Chico não é nenhum gritão atrás de holofotes, como aqueles. E note-se que nenhum jornalista citou nominalmente José Dirceu, nenhuma pergunta direta. Por  quê? Vá se saber.

Após o programa seguiram-se horas de discussão entre os boêmios, a maioria se embriagou forte. Lúcio Peregrino: "Hoje eu preciso me emborrachar, meu coração não aguenta".

Estamos longe, muito longe, da redenção. Mas um dia, daqui a algumas décadas...

Viva o Brasil.

Salito.

PS. às 17 h: As mal-traçadas foram de memória, ontem estávamos em um local onde seria impossível gravar a entrevista. Mas agora vimos que já está no iutiúbe. Assistam, amigos. Pedimos perdão se a nossa memória se equivocou em algo.



lunes, 2 de julio de 2012

A CPI do Carlinhos Cachoeira

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Dentro de um ano, ou dois, pela graça de sermos "amigos" de Mr. Gugle e seu amante, o Gemeil, e a chefona CIA, os amigos lerão a matéria do dia, abaixo, que raramente aparece em robôs de busca, eu não pago. Se entraram, milagre, apostem na loteria, vai dar. E não esqueçam de jamais comprar nada de propaganda que surge neste blog, é tudo mentira, engodo.



A pizzaria vai de vento em popa, bem como eles queriam, como se depreende da matéria a seguir.


Embate político pode levar CPI a ter dois relatórios

Caio Junqueira, do Valor Econômico

As antagônicas linhas de apuração adotadas pelos protagonistas da CPI do Cachoeira faz com que seus integrantes já apostem na existência de dois relatórios finais. O oficial, escrito pelo relator, Odair Cunha (PT-MG), e o alternativo, elaborado pela oposição e pelos deputados considerados "independentes".

Isso, aliado à intensa polarização política e à existência de dezenas de empresas envolvidas, faz com que a comissão cada vez mais se pareça à CPI do Banestado, que investigou em 2003 e 2004 um esquema de remessas ilegais de dinheiro a paraísos fiscais por meio de contas CC5. Foram mais de 412 mil operações feitas por pessoas físicas e jurídicas entre 1996 e 2002. Acabou, contudo, depois de muita briga e com dois relatórios, um petista, outro tucano.

Na CPI do Cachoeira, o que pode levar a esse cenário é a diferença de foco na análise dos dados que chegam à comissão. O relator está mais preocupado com o destino do dinheiro da organização criminosa do empresário Carlinhos Cachoeira. Combina essa linha com o objeto da comissão, a apuração de práticas criminosas desvendadas pelas operações Vegas e Monte Carlo para, desse modo, dificultar qualquer apuração que fuja de Goiás e do seu governador, Marconi Perillo (PSDB).

Já a oposição e os "independentes" querem mais descobrir a origem desses recursos do que seu destino. Daí porque miram seus alvos para a construtora Delta e os eventuais contratos superfaturados realizados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em um segundo momento, esperam conseguir ligar o dinheiro irregularmente levantado nessas ocasiões com seus receptores: as campanhas eleitorais, especialmente as de petistas e aliados.

O trabalho para se chegar a esses objetivos, porém, é árduo. São centenas de planilhas, quilos de documentos e arquivos. E nem todos estão dispostos a vasculhá-los. Os que estão precisam optar por uma linha sob pena de se perderem ou deixar de lado o viés político que incorporaram.

Odair Cunha, na condição de relator, montou a maior equipe e, ao mesmo tempo, impediu que ela fosse compartilhada, pois barrou a criação de sub-relatorias. O trabalho é comandado por Marcos Rogério, assessor da liderança do PT. Junto com ele, uma equipe de funcionários públicos oficialmente requisitados pela comissão, mas que trabalham com exclusividade para o relator.

Ela contém pelo menos dois integrantes de importantes órgãos direta ou indiretamente ligados à fiscalização, como Advocacia-Geral da União (AGU), Banco Central (BC), Controladoria-Geral da União (CGU) e Tribunal de Contas da União (TCU).

Só da Polícia Federal (PF) foram três delegados. Cairo Costa Duarte, designado em 2009 chefe do serviço de análise de dados de inteligência policial do setor da PF que combate o tráfico de drogas; Alexandre Isbarrola, especializado em combate ao crime organizado; e Christian Wurstern, com experiência em combate a crimes de lavagem de dinheiro no Sul do país.

Tão grande é a equipe subordinada ao relator que foi necessário disponibilizar espaço extra no Congresso Nacional. São duas salas, uma na Gráfica do Senado, conhecida como "sala de investigação"; e outra na Secretaria Especial de Informática do Senado (Prodasen). Para entrar nelas, só com autorização especial.

No campo adversário, a maior equipe é a do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), comandada por um antigo desafeto petista: Amadeu Cunha Campos. Servidor do Senado, foi o principal auxiliar da oposição nas CPIs do governo Luiz Inácio Lula da Silva.

O funcionário, por esta razão, passou a ser visto, no PT, como adversário e, quando a chefia do departamento em que ele trabalhava foi trocada, em 2010, a nova direção o informou que ele passaria a trabalhar apenas "on demand". Ou seja, com o que lhe requisitassem. Ele rejeitou a proposta. Passou, então, pelos gabinetes do senador Demóstenes Torres (GO) e do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) antes de retornar às CPIs com Alvaro Dias. É apontado como detentor de um dos maiores bancos de dados da Casa, levantados a partir de suas atuações em comissões de inquérito como a do MST, do Apagão Aéreo, dos Cartões Corporativos, das ONGs e a dos Correios.

O foco de seu trabalho é comprovar que as empresas de fachada ligadas a Cachoeira são fornecedores fictícios da Delta, que simula o recebimento de prestações financeiras, emite notas fiscais frias e repassa recursos a elas. E, mais do que isso, que todo esse dinheiro provém do governo federal. A equipe de Amadeu é a segunda maior da CPI, com não mais que quatro pessoas. Bem menor do que a de Odair Cunha.

Outros especialistas são encontrados em outras equipes, como as do senador Randolfe Rodrigues (PSOL), Pedro Taques (PDT), Miro Teixeira (PDT), e do deputado Onyx Lorenzoni (DEM). "É como comparar um exército oficial do governo com 100 mil soldados contra uma equipe informal com 10 mil mercenários loucos para ganhar a guerra", diz um assessor no Congresso.

A falta de comunicação entre eles, porém, é um problema e contrasta com algumas das articulações que seus chefes fazem diariamente na CPI. Um sinal de que pode não haver unanimidade em um possível relatório alternativo. A razão é que, se for a fundo mesmo, a investigação pode chegar a correligionários em todos os Estados, tendo em vista o alcance da atuação da Delta. Assim, cada um prefere buscar seus próprios caminhos.

Algumas certezas, contudo, são comuns. Por exemplo, a de que as duas principais contas em que a construtora recebia os pagamentos dos recursos era a do BMG e da Caixa Econômica Federal. Já as contas em que ocorriam as grandes movimentações de recursos eram as do HSBC e do Bradesco.

Também são divididas as mais de 100 empresas que já tiveram seus sigilos quebrados ou estão em vias de serem quebrados em, basicamente, três grupos. As empresas "mãe", constituídas, com grande número de funcionários, e responsáveis por abastecer todas as contas. São elas a Delta e a Construtora Rio-Tocantins (CRT). Depois, aparecem as "fantasmas", sem endereço e empregados, como a Alberto & Pantoja Construções, a Brava Construções, a JR Prestadora de Serviços e a Misano Indústria, Comércio, Importação e Exportação de Veículos. Constam depósitos da Delta para cada uma delas. O terceiro subgrupo, o maior deles, é formado por empresas pelo menos "laranjas", que recebem dinheiro dessas empresas fantasmas. Outras tantas empresas, que simplesmente fizeram transações com qualquer uma dessas já aparecem em requerimentos ou nos discursos dos parlamentares, sob suspeição. Podem integrar o esquema, ou podem ter apenas vendido algo sem saber a origem do recurso.

De qualquer modo, a experiência não muito distante de uma CPI que misturou altas doses de tensão política com muitas empresas mostra que o resultado concreto pode ficar longe do desejável. Dos mais de 130 políticos de todas as esferas políticas que a CPI do Banestado supunha alvejar, nenhum foi pego. A CPI do Cachoeira pode seguir o mesmo caminho, com seus dois relatórios.

Propaganda eleitoral do contra, na Charge do Dias

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Dentro de um ano, ou dois, pela graça de sermos "amigos" de Mr. Gugle e de seu amante, o Gemeil gemedor, e a chefona CIA, os amigos lerão a matéria do dia, abaixo, que raramente aparece em robôs de busca, eu não pago. Se entraram, milagre, apostem na loteria, vai dar. E não esqueçam de jamais comprar nada de propaganda que surge neste blog, é tudo mentira, engodo.


Não obstante a promessa de frio, a semana começa com mais um lindo dia de primavera em Porto Alegre. Não há mais inverno, decididamente. No Beco do Oitavo os boêmios comemoram a chegada de julho, se deram conta de que vai começar a enganação. Elevam um brinde ao próximo dia 6, quando começa oficialmente a propaganda política. A senhorita Leila Ferro anota e transmite no mesmo correio eletrônico  que traz a Charge do Dias um recado da turma, dirigido a nosotros:

"Prezado Salito: rogamos, de joelhos, que nos permita utilizar o espaço do Ainda Espantado para as nossas propagandas. Contra, vamos fazer propaganda contra toda essa gente, ao tempo em que faremos propaganda a favor do Partido dos Boêmios, de olho em 2016, quando o partido da sinceridade estará devidamente constituído. Já vai avisando aí aos milhões de leitores: no Partido dos Boêmios não haverá essa de acordos com os inimigos, vamos a ferro!".

À vontade, pessoal, mas não vale insultos pesados, sabem como é, de processos nas costas estamos cheios, acaba estourando aqui na gente. Filhos da puta pode, desde que generalizem, isto é, desde que não seja dirigido especificamente a um dos... candidatos.

Ficaram com a obra do grande cearense Newton Silva, de quem esperam e certamente receberão ajuda na empreitada do contra.




No Botequim do Terguino os empinantes estão imbuídos do mesmo espírito agregador de seus irmãos do Beco. Lamentam que Carlinhos Adeva não seja juiz de algum tribunal superior, ao menos para lhes tirar da cadeia, em caso de algum imprevisto. Não temam, amigos, se o imprevisto é o  que pensamos, de se empilecarem e carregarem nas tintas na hora de elogiar os políticos, aqui saberemos cortar as verdades que não se pode provar.

Ficaram com o nobre paranaense Roque Sponholz  (Jornal da Manhã, Ponta Grossa, PR) que esperam também seja um grande companheiro, com suas inestimáveis  contribuições diárias (desde que com metralhadora giratória, e não atirando num lado só, como  lembrou o pinguço Chupim da Tristeza).



Leila Ferro escolheu a obra do mineiro-paulista-baiano Bessinha, esperando também que a metralhadora gire, ela que sempre está apontada para o lado oposto ao do Sponholz. 



domingo, 1 de julio de 2012

Marisa Monte

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Hoje a festa é na casa da Marisa de Azevedo Monte.

Aqui festejamos com a sua memorável "De mais ninguém", parceria com Arnaldo Antunes.

Tintim!


Cala a boca, Galvão!, na Charge do Dias

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Foi-se o tempo do Cala a boca, Galvão. Mr. Hyde pegou a tevê e a jogou no meio da rua, trovejando: "O povo da escuridão já não tem para onde correr!". Poucos boêmios estavam dentro do bar, quase todos lá fora. Os de dentro sem interesse maior no Espanha x Itália que tanto irritou o Hyde. A tevê ficou lá, toda arreganhada junto ao pé de oliveira, parece que recendeu o fedor de mofo. Igualzinha como quando estava ligada no bar.

A festa segue no Beco do Oitavo, um calor muito forte em Porto Alegre. Hyde traz sua cadeira e senta-se junto aos companheiros na rua. Ninguém comenta o seu gesto de quebrar a geringonça, mas ele sim. "Liguei num canal, o Galvão Bueno; no outro, o berrador da Band assessorado pelo caipirão analfa. Não há estômago que aguente, se eu não quebrasse aquela merda acabaria tendo um ataque e cortando os pulsos".

Lúcio Peregrino: "Não é apenas o futebol, são os donos do sistema, Hyde, o mofo vem deles, só pensam em raspar os bolsos dos miseráveis, dando nada em troca. O Brasil seria menos inculto só com o silêncio desses caras"

Tigran: "E eles vão largar o porco? Vivem disso, os sanguessugas..."

Hyde: "Pior. Antes teve entrevista com aquele Mano Menezes, uma besteira atrás da outra, incrível que tenham audiência com isso. Por alguma razão ele só dá para a globo as tais entrevistas exclusivas. Alguém sabe quanto esse sujeito ganha por mês, para jogar um amistoso de dois em dois anos, fingindo que é ele quem convoca e escala? Será que tem beira pra dirigente?"

Lúcio: "Um milhão e meio, o mesmo que deve ganhar o Galvão para emburrecer as pessoas desprotegidas, com a sua cultura de Ronaldo Caiado, em nome do tumor global; o outro tumor, a bandeirantes, não fica atrás, só paga menos".

Carlinhos Adeva: "Pessoal, puta vida, será que é possível pararem de falar de podridão? Querem estragar o domingo?"

Ufa. A turma do Beco escolheu a obra do Rico, do Vale Paraibano (São José dos Campos, SP). 


Na mesa onde estava o Contralouco, os empinantes do Botequim do Terguino também escolheram a sua obra. Do Nani.




Leilinha Ferro, depois de tudo o que ouviu, ficou pensando no fim do mundo. Com o Lute, do Hoje em Dia (Belo Horizonte, MG).