domingo, 9 de diciembre de 2012

Arena tricolor, n'A Charge do Dias

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Às dez da manhã, enquanto Paulinho Copersucar espetava as linguiças para tira-gosto, vez que o churrasco no meio da rua só sai lá pelas duas da tarde, e o pessoal conversava animadamente, entornando os seus tragos, Lúcio Peregrino tratou de apresentar as notícias do notibuc. A turma silencia, o noticiário é de lei, todos os dias.
- Na sexta-feira grupo automobilístico alemão Mercedes presenteou o papa Bentão do Santo Ofício com dois novos modelos de "papamóvel", dotados de altas tecnologias e comodidades. Não se sabe a razão de dar para o vampiro...
Pula essa droga, diz Jezebel do Cpers.
- Luís Fernando Veríssimo passa bem, já lê, assiste tevê e fala pouco, como sempre.
Opa, eis uma boa notícia, diz Jussara do Moscão. Hoje é domingo, Lucinho, por favor siga nesse tranco, só com notícias boas.

Então vou primeiro aos esportes, responde Lúcio, e segue.

- Hotel de Nagoya, onde a delegação do Corinthians está hospedada, coloca placa de advertência na entrada: "Proibida a entrada de corintianos, aqui não é lugar para baderneiros".

- Presidente do Inter manda carta aos gremistas, cumprimentando-os pela inauguração da Arena tricolor: "Parabéns, Grêmio! Tua nova casa é linda". Aqui o nosso amado presidente teve o primeiro ataque de riso. A secretária lhe trouxe água com açúcar. Prosseguiu: "Quer dizer, vista de fora", e exclamou: "Patifes, não nos convidaram nem para assistir, e dizer que nós os convidamos para jogar na inauguração do Beira Rio, tomara que percam na estreia do muquifo!".

Pera aí, não acredito que não convidaram a direção colorada, não cometeriam uma baixeza dessas - diz Clóvis Baixo.

- Pois parece que não convidaram mesmo. Mas o presidente do Inter se vingou, prosseguiu: "Felicidades, Grêmio. Sei que será um grande acontecimento. Eu também vou ter a minha festa, dentro de um ano e pouco. Estou me preparando para receber o mundo...". No Beira Rio vai ter Copa do Mundo, e lá necas. Com esta o homem rolava no tapete da sala da presidência, o ataque de riso foi fulminante, não conseguia parar, foi levado para o hospital, o médico de plantão tranquilizou a todos: "Nessa até eu riria, ele precisa só de uma dose de uísque, água com açúcar só piora", e foi lá mexer na sua mochila, médico que se preze sempre tem remédio em cantil. Enquanto isso, um assessor é que terminou a carta aberta. O assessor também se exaltou e lascou no final: "Amanhã vocês vão ver, seus viados de merda, no greNAL Sub-17".

Lúcio ainda esclarece: - É hoje o grenal, pessoal, em Gravataí, decide o Campeonato Brasileiro da categoria. Mas na hora de divulgar a carta resolveram apagar a última passagem escrita pelo assessor.

- Que gente, diz Silvana Maresia.

- Não tem vergonha, Lúcio? Tu está ficando igualzinho ao Carlos Adeva, inventando coisas - diz rindo Jezebel.

- Que gente nada, Sil, não conhece meu povo - diz Lúcio. - Do hospital o presidente do Inter telefonou para casa e pediu à patroa para arranjar baldes de gelo e uísque e champanhes, cervejas geladérrimas, além dos amigos de sempre iria levar junto um jovem médico, adivinhem quem? Mr. Hyde, obviamente. 

Todo o bar se põe a comentar a notícia, orgulhosos pelo companheiro médico, se Hyde já era famoso ficou mais, mas Lúcio não dá folga:
- Governos do PSDB prejudicam o povo, ao recusarem a redução da conta de luz proposta por Dilma. É tiro no pé, tomara que se fodam.
- Lá vem ele de novo... - diz Jussara.
- Polícia Federal indicia 23 supostas pessoas na suposta Operação Porto Seguro, supostos criminosos por suposta formação de quadrilha, suposta corrupção, suposto tráfico de influência e suposta falsidade ideológica, entre essas a suposta companheirona do Lula por supostos 19 anos, a Rosemary, que supostas más-línguas dizem ser suposta amásia do chefe, mas Lula diz que não sabe quem é, nunca a viu mais gorda, e...
Ah, não - torna Jebezel -, pula essas nojeiras, cara.
Não sou eu quem faz as notícias, Jêze, eu só dou uma arrumadinha - responde Lúcio, e segue.
- Dezenas de milhares de palestinos se reuniram ontem (8), na praça Katiba, na Cidade de Gaza, para participar da celebração do 25º aniversário da criação do Hamas, que controla o enclave palestino desde 2007. O ponto culminante da cerimônia seria um churrasco de Benjamin Netanyahu, porém o líder judéio não foi encontrado para deitar no moquém - uma espécie de churrasqueira, Gustavo, adianta-se Lúcio.
- Após dez chopes no Chalé da Praça XV, o Sr. Contralouco ontem à noitinha entrou num templo caça-níquel lotado e arranjou confusão com os gorilas de preto, pois a cada vez que o pastorgato gritava Aleluia, o referido cidadão respondia Saravá a plenos pulmões.
- Quem te contou, meu chapa? Na carinha que a mamãe beijou os putos não bateram, mas eu bati na deles - diz o Contralouco.
- A notícia anterior não é a principal diabrura cometida pelo ilustre camarada, porém a outra não convém espalhar.
Jezebel sacode a cabeça, como quem diz não adianta, não toma juízo.
- PT diz que, além rasgar seu Código de Ética, não expulsando os lalaus do mensalão, ainda vai condecorá-los e também pagar...
- Não!, chega de notícias - exclama Jezebel - no que é acompanhada por todas as mesas.
Vamos escolher as obras do dia, diz Aristarco.
Vieram em dose dupla, para compensar a falta de ontem.
Ficaram com o Zop. Como Gustavo Moscão não entendeu a charge, Carlinhos Adeva usou da palavra para defender a escolha: - Alude, o grande Zope, ao otário da revista de extrema-direita Veja, que chamou Oscar Niemeyer de "meio idiota", logo que soube do seu falecimento, minutos após ocorrido. O animal não sabe escrever - rodaria em concurso de redação do ensino fundamental - mas derrama litros de fel nas palavras que consegue juntar.
Com o mestre Aroeira. Já informado, Gustavo entendeu de cara.


Com o cearense Newton Silva.



E com o Nani.



Miss Leilinha Ferro não quis dobrar a sua participação. Ficou com o Cazo, do Comércio do Jahu (Jaú, SP).
(A coluna A Charge do Dias leva esse título pelo seu idealizador, o mestre Adolfo Dias Savchenko, que um belo dia se mandou para a Argentina, onde vive muito bem. Sucedeu-o na coordenação a jovem Leila Ferro, filha do Terguino, quando os boêmios amarelaram na hora de assumir o encargo. Antes eram dois butecos, o Beco do Oitavo e o Botequim do Terguino, que há poucos dias se..., bem..., se fundiram (veja AQUI), face a dívidas com o sistema agiotário, como eles dizem. O novo bar manteve o nome de um dos butecos: por sorteio ficou Botequim do Terguino, agora propriedade dos ex-endividados António Portuga e Terguino Ferro)
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viernes, 7 de diciembre de 2012

Romário e se eu pego um cara desses, n'A Charge do Dias

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Um calor dos infernos em Porto Alegre. Ao anoitecer a turma do botequim entorna repolhudas supergeladas. O Contralouco chega excitado, contando que à tarde teve um desentendimento  com o gerente da agência de agiotagem, como se referem aos bancos. De "agência bancária" o pessoal chama ao escritório do Isaac Financista, que empresta dinheiro como pessoa física, com garantia de Nota Promissória, mas com juros muito inferiores.
 
- Como assim, desentendimento? - pergunta Tigran Gdanski.
 
- Meti a mão na cara do filho da puta! - responde o Contralouco.
 
- Ai, ai, ai, mais um processo na justiça - diz Jussara do Moscão.
 
Lúcio Peregrino, que furungava as notícias do notibuc, ao ouvir a palavra justiça decide dar início à atualização diária. Anuncia: - Atenção, pessoal, notícias do notibuc!
 
- Don Carlito Cachoeira é trancafiado. O juiz Alderico Rocha Santos, estudioso, é brasileiro macho, odeia impunidade, vindo de boa mãe e bom pai, não se entrega, manda a PF enjaular novamente o meliante. Há um Tribunal Superior do Tourinho, uma vergonha (nestas o velho porra do advogado GOD não se manifesta) que de há muito insiste em soltar o criminoso, mesmo estando condenado a mais de 39 anos de prisão, de quebra botando a culpa no Alderico, que fica bangu, ameaçado, mas o bravo juiz não se intimida.
 
Clóvis Baixo propõe um brinde ao juiz Alderico. Todos em pé. Tintim. - Se for assassinado, grita lá do fundo Walter Schiru, espero que as autoridades tenham uma ideia de quem foi.

Silêncio no bar.

Lúcio prossegue.
 
- Baixinho Romário dá entrada no pedido da CPI da CBF, com assinaturas de sobra. A CBF começa a comprar deputados para a retirada das assinaturas.
 
- Se eu pego um deputadinho desses, diz o Contralouco.
 
- O governo argentino esbarra num juizeco, que concede liminar ao grupo Clarín, que não deseja a desconcentração no setor de comunicações. O Clarín é a Globo deles. Esse juiz há tempos vem sendo acusado de ser cupincha do Clarín.
 
- Se eu pego um juiz desses, diz o Contralouco.
 
- Numa iniciativa sem precedentes, a deputada Luiza Erundina superlota o Congresso Nacional na emocionante cerimônia que devolveu, simbolicamente, os mandatos dos 173 deputados cassados pela ditadura. Todos os que ainda estão vivos - apenas 18 - compareceram, os demais foram representados por familiares. Entre os que compareceram, o grande Plínio de Arruda Sampaio, nosso candidato na última eleição presidencial. Disse Luiza: "Hoje é um dia de celebração, algumas tristes, outras alegres. Ou a gente passa a limpo aquela história e encaminha um processo de reparação e justiça ás vítimas ou a nossa democracia estará inacabada, incompleta".
 
A um gesto de Wilson Schu, todos os boêmios se levantam. Ele puxa: ao Brasil. Ouviu-se na Amazônia a resposta em uníssono:  ao Brasil! Tintim.
 
- Joaquim Barbosa quer que os deputados federais condenados pelo Mensalão percam imediatamente os mandatos parlamentares. Adivinhem quem não quer.
 
Todo mundo: Complikowski!
 
- Muito bonito, imaginem: o cara condenado a 10 anos de cana por afanar o povo, e seguindo lá na Câmara, bem belo, com as mordomias de representante desse mesmo povo - diz Mr. Hyde.
 
- Se eu pego um cara desses, diz  o Contralouco. Não sabemos se se referiu aos deputados ou ao Complikowski.
 
- Dilma manda os ingleses do The Economist tomar no rabo, andaram se metendo em assuntos que não são da sua conta.
 
- Se eu pego..., começa a dizer o Contralouco, e a turma completa "um cara desses".
 
- Comoção no enterro do grande comunista Oscar Niemeyer. O povo acompanhou a Banda de Ipanema interpretando Carinhoso e Cidade Maravilhosa.
 
Todos novamente em pé. Lúcio: ao Oscar. Ao Oscar!
 
Alguns minutos de conversas esparsas pelas mesas. O Contralouco pede ao Lúcio que lhe faça um twitter, quer ser o primeiro a mandar o Papa catar coquinhos pelado, com um orangotango de surpresa vindo por trás em ponto de bala, sem gel. Mamma mia, não podemos reproduzir isto, o blog é familiar. Pombas, gente, o que é isso? Relaxem, o pobre do Bentão do Santo Ofício merece um julgamento decente.
 
Leila Ferro intervém, evitando, por ora, a criação do @Contralouco. Pede as obras do dia.
 
Vão em dose dupla, para compensar o dia de ontem. Começaram com o Nani, sempre fiel aos fatos.
 
 
 
Com o Sinfrônio, do Diário do Nordeste (Fortaleza, CE).
 
 
 
 
Com o Sid, do Metro1.
 
 
 
 
E com o Simanca, de A Tarde (Salvador, BA).
 
 
 
 
 
A senhorita Leila Ferro escolheu uma só. Cazo, do Comércio do Jahu (Jaú, SP).
 
 
 
 
(A coluna A Charge do Dias leva esse título pelo seu idealizador, o mestre Adolfo Dias Savchenko, que um belo dia se mandou para a Argentina, onde vive muito bem. Sucedeu-o na coordenação a jovem Leila Ferro, filha do Terguino, quando os boêmios amarelaram na hora de assumir o encargo. Antes eram dois butecos, o Beco do Oitavo e o Botequim do Terguino, que há poucos dias se..., bem..., se fundiram (veja AQUI), face a dívidas com o sistema agiotário, como eles dizem. O novo bar manteve o nome de um dos butecos: por sorteio ficou Botequim do Terguino, agora propriedade dos ex-endividados António Portuga e Terguino Ferro)

miércoles, 5 de diciembre de 2012

Tigre x São Paulo, n'A Charge do Dias

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Dez da manhã e já tínhamos a primeira charge do dia. Ficaram de enviar as outras mais tarde. Por alguma razão os colorados do botequim - a imensa maioria dos empinantes - se transformaram em anti-são-paulinos (ou seria antissão-paulinos? Por favor, não me torrem, fui pelo instinto, discutiremos o hífen em outra oportunidade), e isso não é de hoje. Como os gremistas de há muito também não morrem de amores pelo grande clube paulista, é provável que à noite haja unanimidade na torcida do contra.
 
Aqui metemos a colher: a rivalidade é saudável, os boêmios não brigam por futebol, jamais. Vez que outra dão uns cascudos nos políticos e seus aspones, estripam alguns, raramente, mas não passa disso. De todo modo, aqui somos do tempo em que contra clubes de fora do Brasil a gente esquecia as mágoas locais, éramos todos brasileiros. Enfim... Viva!, São Paulo!
 
Clóvis Baixo argumenta:
 
- De fato, o Club Atlético Tigre - El Matador - é muito modesto se comparado ao clube dos ricos da cidade mais rica do estado mais rico do Brasil. Jogarão em La Bombonera porque o pequeno estádio de Victória não atende aos requisitos exigidos pela FIFA, aqueles bandidos que só pensam em dinheiro. Os paulistas já sabem de um dos pontos fortes do Tigre: a bola aérea. Porém estão esquecendo o mais importante: ninguém chega a uma final dessas por acaso, deixando para trás uma lista de grandes equipes. E tem a raça argentina...
 
Quem viver, verá, amigos, hoje às 22 h, até em tevê aberta. O Contralouco apostou em 5 x 0 para o Tigre. Talvez ele esteja exagerando um tantinho.
 
A charge é do Amorim. À noite será preciso entrar na jaula.
 
 
 
 
Wilson Schu diz que pensa em ir até o Passo D'Areia, o estádio do Zequinha de Porto Alegre, onde às 20:30 h os times de Grêmio e Vitória da Bahia, no jogo de volta (na ida deu Vitória, 1 x 0) decidem vaga para a finalíssima da Copa Brasil Sub-20 de futebol, quem passar encara o Galo Mineiro. Os colorados de pronto viraram torcedores do Leão da Barra, mas não se animaram muito com a ideia de ir ao estádio, vai estar assim de gremistas. Schu arremata, não sem uma ponta de tristeza: "O jogo não será no Olímpico porque a direção do Grêmio preferiu alugar o estádio para o show da Madonna".

Peraí, amigo, esses contratos de shows são assinados com meses, quando não anos, de antecedência, como os nobres dirigentes iriam adivinhar que os meninos chegariam à semifinal?
 
Lúcio Peregrino parte para as notícias do notibuc.
 
- Cerca de 150 pessoas participaram na noite de segunda-feira, em Curitiba, de um "ato público em defesa do PT e dos direitos democráticos" e em solidariedade ao ex-ministro José Dirceu. Deixa ver, 150... um pouco menos que 0,01% da população de Curitiba, depois...
 
- Pula, pula essa - exclama Mr. Hyde. - Pombas, ninguém quer saber desse sujeito.
 
- Jornalistas da Folha de S. Paulo levam o Grande Prêmio Esso de Jornalismo, a principal premiação do gênero no país, pela série de reportagens  "O jogo suspeito e a queda de Ricardo Teixeira", falando sobre os métodos de obter dinheiro do referido cidadão. No ano anterior a Folha também venceu, com uma série de reportagens sobre o enriquecimento do então ministro Antonio Palocci. Com prêmio Esso e tudo, ninguém está preso, seguem mandando e desmandando.
 
O Contralouco levanta e corre para o banheiro, nauseado.

- O engarrafamento iniciado pelo Sr. Contralouco na Av. Osvaldo Aranha, no dia 30, em frente ao auditório Araújo Vianna, chega à Rússia, uma tripa de 200 Km de carros parados.

O Contra, de lá do banheiro, finge que não ouve.

- Agora eu ia entrar na seção putaria, minha gente, a Operação Porto Seguro da Polícia Federal - diz Lúcio. - Mas vamos deixar pra lá, o Contralouco não suportaria, é muito pior do que parecia ontem.
 
- Ainda bem - diz Tigran Gdanski. Eu também não iria aguentar. 
 
Tratam de escolher as demais charges. Ainda em dose dupla, para recuperar os dias perdidos.
 
Aroeira, de o Dia (Rio de Janeiro, RJ), segue floreando.
 
 
 
 
Simanca, de A Tarde (Salvador, BA). Aquilo que não falamos há pouco, da seção putaria, é por aí, pessoal - diz Lúcio.
 
 
 
 
Por fim, os boêmios decidiram dar um pulinho até a Espanha e ficaram com o Ramón, do El País (Madrid).
 
 
 
 
Miss Leilinha Ferro escolheu o Jorge Braga, de O Popular (Goiânia, GO).
 
 
 
(A coluna A Charge do Dias leva esse título pelo seu idealizador, o mestre Adolfo Dias Savchenko, que um belo dia se mandou para a Argentina, onde vive muito bem. Sucedeu-o na coordenação a jovem Leila Ferro, filha do Terguino, quando os boêmios amarelaram na hora de assumir o encargo. Antes eram dois butecos, o Beco do Oitavo e o Botequim do Terguino, que há poucos dias se..., bem..., se fundiram (veja AQUI), face a dívidas com o sistema agiotário, como eles dizem. O novo bar manteve o nome de um dos butecos: por sorteio ficou Botequim do Terguino, agora propriedade dos ex-endividados António Portuga e Terguino Ferro)

martes, 4 de diciembre de 2012

Amigo secreto, n'A Charge do Dias

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Lúcio Peregrino começou com as notícias do notibuc:
- Presidente nacional do PT diz que a roubalheira generalizada, incluindo o mensalão, ministros e tudo, "são exceções que não envolvem a estrutura partidária",  e...
Ouve-se protestos de todos os cantos do bar. Carlinhos Adeva enterra o assunto: - Francamente, Lúcio, alguém aqui se parece com o Pateta? Pateta é esse sujeito.
- OK, desculpe, gente, vamos em frente: o ministro Cardozão por pouco não foi demitido por Dilma, por ter sido o último a saber da Operação Porto Seguro, vez que a Polícia Federal tem o comando descentralizado e os policiais não precisam pedinchar autorização para a politicalha - logo tratarão de mudar isso. Agora Cardozão diz que Lula nada tem a ver com a sua amada Rose.
Novos protestos: pula, pula essa droga. - Quer estragar o dia?, diz Clóvis Baixo.
- Meio milhão de egípcios cercam o palácio, querem pendurar o seu presidente numa corda.
- Agora melhorou, diz o Contralouco, que a tudo ouvia lá da calçada, entrando no bar. - Se eu pego um cara desses.
- Lewandowski diz que... ah, não, este nem eu aguento, diz Lúcio.
Segue:
- Enfim, uma boa. Romário não quer nem saber: vai detonar a roubalheira da CBF através de Comissão Parlamentar de Inquérito. Quero ver os deputados ladrões não assinarem o pedido de instalação da CPI.
Dez a zero pro Baixinho, diz o Contralouco, depois dos Vivas de todo mundo.
- O modesto Tigres, da Argentina, pretende incendiar La Bombonera amanhã, com cinco gols de cabeça no São Paulo.
O Contralouco dá um salto da cadeira, imitando um tigre feroz e com gestos de crã no paulistas. Que gente.
Com essa, Leilinha Ferro interrompe e pede as charges do dia. Vão em dobro, para compensar a folga de domingo e a falha de ontem.
Depois de longos debates, vão em ordem alfabética, de cara com um tema que nenhuma poesia tem. Com o poético Aroeira, de O Dia (Rio de Janeiro, RJ):
Com o Duke, de O Tempo (Belo Horizonte, MG), atolando no Bentão do Santo Ofício:
Com o Newton Silva (Fortaleza, CE). Com esta a tigrada combinou de amanhã começar a preencher os volantes. Clóvis Baixo disse, bem sério: "Se eu ganhar sozinho vou doar tudo para o Inter". As gargalhadas da turma foram ouvidas na Síria.
E com o Pater, de A Tribuna (Belo Horizonte, MG). - Talvez o artista tenha pensado inicialmente em Minas Gerais, amigos, mas ele sabe que a obra é nacional - disse Jezebel do Cpers.
 A coordenadora Leilinha Ferro também veio em dose dupla. Com o Erasmo, do Jornal de Piracicaba (Piracicaba, SP).
E com o Sinovaldo, do Jornal NH (Novo Hamburgo, RS). A confraria festejou muito a escolha. Carlinhos Adeva expressou o sentimento do pessoal: "Se o Dungão estivesse na boca do túnel no domingo, a gente teria metido um saco neles".
(A coluna A Charge do Dias leva esse título pelo seu idealizador, o mestre Adolfo Dias Savchenko, que um belo dia se mandou para a Argentina, onde vive muito bem. Sucedeu-o na coordenação a jovem Leila Ferro, filha do Terguino, quando os boêmios amarelaram na hora de assumir o encargo. Antes eram dois butecos, o Beco do Oitavo e o Botequim do Terguino, que há poucos dias se..., bem..., se fundiram (veja AQUI), face a dívidas com o sistema agiotário, como eles dizem. O novo bar manteve o nome de um dos butecos: por sorteio ficou Botequim do Terguino, agora propriedade dos ex-endividados António Portuga e Terguino Ferro)

lunes, 3 de diciembre de 2012

A traição do PT

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Desta vez não somos nós, que nos filiamos ao PT em 1997 e antes de fechar um ano saímos correndo, cabelos em pé, como tantos outros companheiros ainda sairiam. Com um atraso de uns dez anos, desta vez quem fala é Mino Carta - deve-se reconhecer, entre tantas, essa qualidade no Mino: a paciência -, em editorial na sua CartaCapital.
 
 
A traição do PT
 
Por Mino Carta


Dizia um velho e caro amigo que a corrupção é igual à graxa das engrenagens: nas doses medidas põe o engenho a funcionar, quando é demais o emperra de vez. Falava com algum cinismo e muita ironia. Está claro que a corrupção é inaceitável in limine, mas, em matéria, no Brasil passamos da conta.
 
Permito-me outra comparação. A corrupção à brasileira é como o solo de Roma: basta cavar um pouco e descobrimos ruínas. No caso de Roma, antigos, gloriosos testemunhos de uma grande civilização. Infelizmente, o terreno da política nativa esconde outro gênero de ruínas, mostra as entranhas de uma forma de patrimonialismo elevado à enésima potência.
 
A deliberada confusão entre público e privado vem de longe na terra da casa-grande e da senzala e é doloroso verificar que, se o País cresce, o equívoco fatal se acentua. A corrupção cresce com ele. Mais doloroso ainda é que as provas da contaminação até os escalões inferiores da administração governamental confirmem o triste destino do PT. No poder, porta-se como os demais, nos quais a mazela é implacável tradição.
 
Assisti ao nascimento do Partido dos Trabalhadores ainda à sombra da ditadura. Vinha de uma ideia de Luiz Inácio da Silva, dito Lula, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo até ser alvejado por uma chamada lei de segurança nacional. A segurança da casa-grande, obviamente.
 
Era o PT uma agremiação de nítida ideo­logia esquerdista. O tempo sugeriu retoques à plataforma inicial e a perspectiva do poder, enfim ao alcance, propôs cautelas e resguardos plausíveis. Mantinha-se, porém, a lisura dos comportamentos, a limpidez das ações. E isso tudo configurava um partido autêntico, ao contrário dos nossos habituais clubes recreativos.
 
O PT atual perdeu a linha, no sentido mais amplo. Demoliu seu passado honrado. Abandonou-se ao vírus da corrupção, agora a corroê-lo como se dá, desde sempre com absoluta naturalidade, com aqueles que partidos nunca foram. Seu maior líder, ao se tornar simplesmente Lula, fez um bom governo, e com justiça ganhou a condição de presidente mais popular da história do Brasil. Dilma segue-lhe os passos, com personalidade e firmeza.CartaCapital apoia a presidenta, bem como apoiou Lula. Entende, no entanto, que uma intervenção profunda e enérgica se faça necessária PT adentro.
 
Tempo perdido deitar esperança em relação a alguma mudança positiva em relação ao principal aliado da base governista, o PMDB de Michel Temer e José Sarney. E mesmo ao PDT de Miro Teixeira, o homem da Globo, a qual sempre há de ter um representante no governo, ou nas cercanias. Quanto ao PT, seria preciso recuperar a fé e os ideais perdidos.
 
Cabe dizer aqui que nunca me filiei ao PT como, de resto, a partido algum. Outro excelente amigo me define como anarcossocialista. De minha parte, considero-me combatente da igualdade, influenciado pelas lições de Antonio Gramsci, donde “meu ceticismo na inteligência e meu otimismo na ação”. Na minha visão, um partido de esquerda adequado ao presente, nosso e do mundo, seria de infinda serventia para este País, e não ouso afirmar social-democrático para que não pensem tucano.
 
O PT não é o que prometia ser. Foi envolvido antes por oportunistas audaciosos, depois por incompetentes covardes. Neste exato instante a exibição de velhacaria proporcionada pelo relator da CPI do Cachoeira, o deputado petista Odair Cunha, é algo magistral no seu gênero. Leiam nesta edição como se deu que ele entregasse a alma ao demônio da pusilanimidade. Ou ele não acredita mesmo no que faz, ou deveria fazer?
 
Há heróis indiscutíveis na trajetória da esquerda brasileira, poucos, a bem da sacrossanta verdade factual. No mais, há inúmeros fanfarrões exibicionistas, arrivistas hipócritas e radical-chiques enfatuados. Nem todos pareceram assim de saída, alguns enganaram crédulos e nem tanto. Na hora azada, mostraram a que vieram. E se prestaram a figurar no deprimente espetáculo que o PT proporciona hoje, igualado aos herdeiros traidores do partido do doutor Ulysses, ou do partido do engenheiro Leonel Brizola, ­obrigados, certamente, a não descansar em paz.
 
Seria preciso pôr ordem nesta orgia, como recomendaria o Marquês de Sade, sem descurar do fato que algo de sadomasoquista vibra no espetáculo. Não basta mandar para casa este ou aquele funcionário subalterno. Outros hão de ser o rigor, a determinação, a severidade. Para deixar, inclusive, de oferecer de graça munição tão preciosa aos predadores da casa-grande.
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Santiago na Palestina, n'A Charge do Dias

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Deu lambança feia no Botequim nesta segunda-feira. A turma havia escolhido somente uma das obras e precisou pentear o cabelo.
 
Registramos a escolha do mestre Santiago.
 
 
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sábado, 1 de diciembre de 2012

Obra do diabo, n'A Charge do Dias

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-  "Cadelona", nomeada e protegida por um ex-presidente boca-mole, que deu a bunda para a direita, em gravação da ladroeira pela polícia diz que o seu protetor é um velho caquético - diz Lúcio Peregrino, lendo as notícias do notibuc.
O bar vai abaixo em risos.

- Isso na Macedônia -, complementa, e o bar desaba em gargalhadas.

Não entendi o motivo de tanto riso. Enfim... Ah, entendi, estavam se arriando no Roger, o "macedônio", que pintou na paisagem, depois de longo tempo sumido, algo a ver com suas estrepolias pelo mundo. No meu velório, certa vez, eu lá, bem belo, terno cinza novo, gravata azul o fino, deitado no caixão, cercado de flores e velas - e louco de sede, aguentando no osso -, ele empacou com uns egípcios e... mas isto já contei aqui. Para os passantes de agora, claro que o velório era de grupo, né.

- Ainda bem que pegaram só uma - diz Roger. - Lá na Macedônia tem mais dez mil pessoas nessa situação.

Sigo não entendendo o "velho" da expressão, pois caquético é desde moço, se é quem eu penso. Tá pesando... Ah, saio dessa, o que se passa na Macedônia os macedônios que resolvam.

Lúcio, de comum acordo com os boêmios, mandou mais meia-dúzia de notícias que gostariam de ver destacadas no blog. Mas hoje não, que me perdoem os amigos, quem quiser que se informe.

Os artistas trazem algumas delas.

Na habitual eleição das charges do dia, ficaram com:

Thomate, de A Cidade (Ribeirão Preto, SP). Esta, por unanimidade, será emoldurada e irá para a parede do Botequim, fazer companhia a dezenas de obras-primas e grandes sacadas que há por lá.

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Mestre Nani, este que, em um ano e pouco, possui umas trinta e picos na parede. Alguns boêmios reclamaram, dói muito, mas fazer o quê, a votação é por maioria. E a obra fala de bar, fechou todas. Com esta, contando a de outro dia, 30 e picos e mais duas na parede, com dor lancinante e tudo. Precisamos ter coragem com o espelho.



Miss Leilinha Ferro parou na beleza criada pelo Amorim, que também possui muitas ilustrando as paredes do bar.

Hoje os inconformados foram Jezebel e Tigran, que conseguiram uma extra. Pedem que a moçada que passa pelo blog se informe sobre o assunto, a meninada não sabe, talvez. Basta digitar as 5 letras no google. O horror vem de longe, dizem os coroas (nem tanto). Eu obedeço, aí está, de outro sensacional patriota, lutador pelo bem de todos, que também está pelas paredes.

Zop.



A coluna A Charge do Dias leva esse título pelo seu idealizador, o mestre Adolfo Dias Savchenko, que um belo dia se mandou para a Argentina, onde vive muito bem. Sucedeu-o na coordenação a jovem Leila Ferro, filha do Terguino, quando os boêmios amarelaram na hora de assumir o encargo. Antes eram dois butecos, o Beco do Oitavo e o Botequim do Terguino, que há poucos dias se..., bem..., se fundiram (veja AQUI), face a dívidas com o sistema agiotário, como eles dizem. O novo bar manteve o nome de um dos butecos: por sorteio ficou Botequim do Terguino, agora propriedade dos ex-endividados António Portuga e Terguino Ferro.