domingo, 23 de diciembre de 2012

Grupo Puro Acaso

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Outro dia, em 28/nov/2012, um dos componentes do grupo deixou um recado neste blog, em Miltinho e Zeca Pagodinho.

Para além de chamar a atenção pelo bom-gosto do rapaz que deixou o recado, em nome do grupo, assinado, embora tenha sido uma pessoa.

Muito amoroso. Pouca gente "perde tempo" em deixar recado, muito pouca.

Não que os demais não o sejam, mas ele é que pegou.

Isso merece um samba de vocês neste humilde blog.

Tintim.

Salito.

(Muito cuidado nas festas, boêmios-meninos, eheheh, hei de conhecê-los um dia, um chope pra distrair. Valeu)
 



 
 
 
 

Mentiras brutas

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Hoje, que este blog desde o início do mês explodiu em acessos (fora de tempo?...) na postagem sobre Tito Madi (AQUI), abrimos a sessão musical com ele.
Não dedico a ninguém. Quem mente não merece. O pior, como todos sabemos, é que tem gente que mente e não percebe.
Põe a culpa nos outros, Dolores?
Comemoro estar vivo. Quem errou fui eu.




sábado, 22 de diciembre de 2012

Cai o Rei negro, n'A Charge do Dias

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Pela manhã, em mesas na calçada do botequim, os boêmios acompanharam pela internet o combate entre os indianos Parimarjan Negi (19 anos, rating 2.641) e Krishnan Sasikiran (31 anos, rating 2.676), direto de Nova Delhi. Tigran Gdanski colocou o tabuleiro grande na mesa do meio, que era atualizado a cada movimento feito lá na Índia (a partida está no tabuleiro do blog).
Aristarco de Serraria comentou o final: - Partidaça do guri. É a velha história: dama é dama, se deixar a madame se soltar é desastre na certa.
Gustavo Moscão, que reconhece apenas saber como se movem e capturam as peças, perguntou: - Ué, por que terminou?
Com a turma em pé diante do tabuleiro, Tigran explicou:

- Olhe aqui, Gustavo: depois da matança que a dama branca promoveu, agora ela se mata levando a rainha inimiga: o rei negro move e leva xeque novamente, com a tomada do peão em f5, forçando a troca das damas, aí adeus, fica torre e cavalo contra bispo, aliás, as brancas nem precisariam de torre e cavalo, pois o peão de d6 é incontrolável.

Ah...

Antes Lúcio Peregrino havia tentado ler as notícias do notibuc. Na primeira, dando conta de que Joaquim Barbosa se recusou a enjaular os mensaleiros imediatamente, recebeu uma vaia que foi captada em Saturno, estremecendo seus anéis. Por algum tempo ficarão de mal com o ministro. Com essa desistiram de notícias, ninguém quer se incomodar no sábado.
E lá, entornando seus aperitivos, passaram logo à eleição das charges, por ontem e por hoje.
Mesmo irritados com o ministro, ainda assim ficaram com o Bruno Aziz, de A Tarde (Salvador, BA).
Da mesma forma, não podem nem ouvir falar em certos maias, mas abraçaram a obra do Amarildo, da Gazeta Online (Vitória, ES).
O Passofundo bem captou os sentimentos realistas dos empinantes.
Decidiram emoldurar e mandar para a parede do bar a do Tiago Recchia, da Gazeta do Povo (Curitiba, PR).
Leilinha Ferro hoje demonstra excelente humor, prova está que ficou com o Paixão, da Gazeta do Povo (Curitiba, PR).
Também escolheu o Adilson, aqui dizendo que a obra lembra as cidades do Brasil, a começar por São Paulo.
(A coluna A Charge do Dias leva esse título pelo seu idealizador, o mestre Adolfo Dias Savchenko, que um belo dia se mandou para a Argentina, onde vive muito bem. Sucedeu-o na coordenação a jovem Leila Ferro, filha do Terguino, quando os boêmios amarelaram na hora de assumir o encargo. Antes eram dois butecos, o Beco do Oitavo e o Botequim do Terguino, que há poucos meses se..., bem..., se fundiram (veja AQUI), face a dívidas com o sistema agiotário, como eles dizem. O novo bar manteve o nome de um dos butecos: por sorteio ficou Botequim do Terguino, agora propriedade dos ex-endividados António Portuga e Terguino Ferro)

Para quem se interessa, a Espanhola, Morphy, Breyer, Zaitsev híbrida (o que complicam...), C95.

1. e4 e5 2. Nf3 Nc6 3. Bb5 a6 4. Ba4 Nf6 5. O-O Be7 6. Re1 b5 7. Bb3 d6 8. c3 O-O 9. h3 Nb8 10. d4 Nbd7 11. Nbd2 Bb7 12. Bc2 Re8 13. Nf1 Bf8 14. Ng3 g6 15. b3 Rc8 16. a4 c6 17. Bg5 Bg7 18. Qd2 Nf8 19. axb5 cxb5 20. d5 Qc7 21. c4 N8d7 22. Rec1 bxc4 23. bxc4 Nc5 24. Be3 Ra8 25. Bxc5 Qxc5 26. Ra5 Qc7 27. c5 dxc5 28. Ba4 Bf8 29. Bxe8 Rxe8 30. Ra2 Bc8 31. Qa5 Qb8 32. Nd2 h5 33. Ngf1 h4 34. Ne3 Nh5 35. Rb1 Qd6 36. Ndc4 Qe7 37. Rb8 Nf4 38. Kh2 Nd3 39. d6 Qe6 40. Qc7 Nf4 41. Rd2 Nxg2 42. Kxg2 Qxh3+ 43. Kg1 Bg4 44. Rxe8 Bf3 45. Rxf8+ Kxf8 46. Qe7+ Kg8 47. Qe8+ Kh7 48. Qxf7+ Kh6 49. Nf5+ gxf5 50. Qf6+ 1-0

jueves, 20 de diciembre de 2012

Nostradamus, os maias e Lulocchio, n'A Charge do Dias

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- Amigos, vamos logo para as notícias do notibuc -, diz Lúcio Peregrino.
 
- Vou dar uma volta -, diz Nicolau Gaiola, que há muito não suporta notícias sobre os pilantras da políticagem.
 
- Pera, não vá ainda, vou começar com amenidades - responde Lúcio, para retê-lo.
 
Nicolau senta-se novamente. Aí Lúcio dá pela falta do Contralouco.
 
- Cadê o Contra?
 
- Foi ali no posto do correio -, diz Wilson Schu. - Ele não demora, disse que ia mandar um cartão de Natal para ele mesmo, dirigido ao Palácio do Planalto, "Ao ilustre ministro Bruno Contralouco, o único honesto, sincero e destemido, e, por isso, matando cachorro a grito. Aos cuidados de Madame Min".
 
- Boa coisa não deve ter escrito dentro -, diz Mr. Hyde. - Se a Dilma não o reconhecer pela caligrafia, uma hora destas os agentes da ABIN invadem o bar.
 
- Se vierem, que venham de bastante, para ter graça, e que sejam machos, venham desarmados como eu  -, diz o Contralouco, entrando no botequim. - E salta um rabo-de-galo, Portuga!
 
- Ai, ai, ai, rabinho a esta hora... Bom, às notícias -, encerra Lúcio. E começa:
 
"A norte-americana Olivia Culpada foi eleita Miss Universo 2012, ontem, na cidade do vício, Las Vegas, em flagrante roubo à filipina Janine Tugonon".
 
- Bah, falou em amenidades mas veio com abobrinha -, reclama Nicolau. Lúcio vai em frente:
 
"No jogo dos astros em favor dos pobres, do franco-argelino Zinedine Zidane x Ronaldo Gorducho pau no cu que desmaiou na Copa frente ao atleta comunitário, ontem à noite a Arena Tricolor recebeu 60 mil pessoas, mais que na inauguração. Mesmo sendo um amistoso festivo, a mal-educada torcida do Grêmio só queria vaiar os jogadores do Inter que também foram colaborar com a própria imagem, porém Leandro Damião fechou-lhes a boca, fazendo o gol da vitória de 3 x 2 para o time do Gorducho marqueteiro".
 
- Por que esse Ronaldão não desaparece, hein, gente? - Se mata, casa com um travesti, sei lá, some da minha frente - pergunta Clóvis Baixo.
 
- Agora explora meninos, se diz empresário -, responde Chupim da Tristeza.
 
- Eta, povinho -, diz o Contralouco.
 
"Por falar em gorducho: a Globo deixará fora do ar até 4 de março o programa de incultura do José Soares. Em compensação, o programa-lixão do faustão seguirá firme na destruição de cérebros".
 
- Eta, povinho -, diz o Contralouco.
 
- Tá, deu, chega de porcaria, vai logo ao que interessa, vou tentar aguentar -, esperneia Nicolau.
 
"Nostradamus, há 460 anos, tomando chope na Costa Azul, previu: “No alvorecer do segundo milênio um homem de ébano, que será rei no terceiro mundo, aprisionará meliantes conhecidos como mesadeiros, uma terrível horda de vagabundos que virá roubar os tostões de prata do povo, enquanto se refrescam. O chefe dos mesadeiros não será encontrado, e em seu lugar o pária e apotecário,  Дирсеy Josefino, será enforcado”.

- Oba, essa me interessa -, diz Jezebel do Cpers. - Vou consultar a vidente Mãe Dinádegas a respeito.

"Uma semana depois de virem a público as acusações do Marcos Valério, chamando-o de comparsa dos mensaleiros, o ex-presidente Lula afirmou que não será derrotado por 'algum vagabundo' em uma sala com 'ar-condicionado'. O ilustrado político ficou bom em português, quando se trata de sujeito oculto e de ambientes refrescantes. Mais um pouco e vai dizer que os caras possuem equipamento de som e ele não".

- Nostradamus não erra -, diz Jezebel.

- Até logo, pessoal, volto mais tarde -, diz Nicolau, se mandando.

"Marcus Valerius, o Boyzinho, afirmou em seu depoimento à Procuradoria-Geral da República em 24 de setembro que o dinheiro da pilantragem – desta vez com a Portugal Telecom chinesa - também foi usado para pagar a dupla de sertanojos Zezé Di Camargão e Lucianeco, além do encantador de analfas Nizan Guanaes, que fizeram campanha pro Lulalelé. O pagamento aos patriotas foi feito em depósitos em contas no exterior. Eles negam, obviamente, imagine, só mesmo uma mente doentia para ter essa criatividade... Marcos Valério só pode estar louco: segue tremendo de medo de ser assassinado, parado no farol, em assalto do motoqueiro fantasma".

- Pessoal, como vocês sabem, sou médico, suporto ver sangue, fezes, tumores, mortes, desespero... mas chega dessas notícias, tá me dando ânsia de vômito -, diz Mr. Hyde. - Portuga, pelamor de Deus, me dá uma gelada, larguei da dyabla verde.

Ufa.

As conversas se desviam para a eleição do Rindo da Raça, - uma espécie de Framboesa de Ouro, só que muito mais áspero - que será realizada no botequim e divulgada no último dia de 2012. Para o troféu Corno Patético há muitos concorrentes, mas parece que Silvio Berlusconi - o Mussolini dos podres da Itália - tomou a dianteira. Quem propôs foi Aristarco de Serraria:

- Para o Corno Patético vou antecipar o meu voto: é o ricaço Berlusconi, o caquético bateu o recorde mundial de babaquice, aos 76 anos, quando falou da sua noivinha de 27: "Ela me ama muito, muito, somos o casalzinho perfeito".

- Para o Canalha Desaforado também eu tenho candidato - disse o Clóvis: "É o Mark Putenberg, dono do feicebuc, pelo desaforo de poder vender tudo o que for postado na sua máquina de roubar dinheiro: de fotos a qualquer outro contéudo, além de usar os perfis para simular compartilhamentos patrocinados, isto é, fazer de conta que o usuário está subscrevendo as picaretagens dos anunciantes".

- Eta, povinho -, diz o Contralouco. 

Até o dia 31 assunto não vai faltar. Há ainda os troféus Tiro no Pé (o petista Marco Maia tem grandes chances), Chupa Pus, Gato Gordo, Sentei na Estaca e outros, que a memória no momento nos esconde.

- O troféu Grande Engodo acho que darei novamente ao congresso e ao governo, passando pelo ministério dado a qualquer filhinho de pápi. O da Educação. Entregarei ao merecedor que leva a culpa: o povo - diz o Contralouco.

- Eta povinho! -, o imita a professora Jussara do Moscão.

Leilinha Ferro se aproxima das mesas e pede as charges do dia. Hoje em dose tripla, por ontem, que faltaram, e por amanhã, que nunca se sabe, afinal os maias de antanho não eram otários como os de hoje em dia.

Abriram com a repetição de uma obra do Nani, fora de concurso, de 9/nov/2012, torcendo para que o venerável artista esteja com a razão, isto é, que o maia seja gay.

  


Por falar em Maia, sobre o indivíduo foi a primeira obra eleita. Com o Fausto, do Jornal Olho Vivo (Guarulhos, SP).

 


E novamente com o candidato ao troféu Tiro no Pé (se não levar um pior). Com o Flávio.




Com o Newton Silva (Fortaleza, CE).

 

 
Com o Nani. Só dá Nani. E só dá Maia, o suicida. O que faz a "amizade", diz Marquito Açafrão. Disse amizade com estranha entonação, vá se saber.






E com o Sponholz, do Jornal da Manhã (Ponta Grossa, PR). Walter Schiru, de chegada, saiu-se bem ao estilo gaúcho: "Ele vai ver Papai Noel é no apagar da vela".
 
 


Leilinha Ferro não quis nem saber e veio logo com o Boopo, do jornal Tribuna de Amparo (Amparo, SP). A menina anda por aqui, diz que não pode mais nem ouvir falar do sujeito. - Apesar do asco, entendo que esta obra do Boopo deve figurar entre cinco melhores do ano, diz Jucão da Maresia.
 
 


E com o Marco Aurélio, de Zero Hora (Porto Alegre, RS).


 
(A coluna A Charge do Dias leva esse título pelo seu idealizador, o mestre Adolfo Dias Savchenko, que um belo dia se mandou para a Argentina, onde vive muito bem. Sucedeu-o na coordenação a jovem Leila Ferro, filha do Terguino, quando os boêmios amarelaram na hora de assumir o encargo. Antes eram dois butecos, o Beco do Oitavo e o Botequim do Terguino, que há poucos meses se..., bem..., se fundiram (veja AQUI), face a dívidas com o sistema agiotário, como eles dizem. O novo bar manteve o nome de um dos butecos: por sorteio ficou Botequim do Terguino, agora propriedade dos ex-endividados António Portuga e Terguino Ferro)



 
 





















 

martes, 18 de diciembre de 2012

O Prefeito de Porto Alegre, a CPI e a bondade do banqueiro, n'A Charge do Dias

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João da Noite reapareceu, depois de meses sumido. Sumiço que supõe-se por causa da deusa esquecida (AQUI). Entrou no botequim cantando: "Mas tudo passa, tudo passará... E nada fica, nada ficará", com um largo sorriso. Os boêmios correram a abraçá-lo.

A turma, até ali, conversava na base de água mineral, recuperando-se do foguetaço que começou sábado, quando aderiram ao bando de loucos do Corinthians, e acabou domingo à noite. Agora falam do fiasco uns dos outros.

Depois das manifestações de praxe, que se diz quando se reencontra um velho amigo, no caso ninguém menos que o futuro prefeito de Porto Alegre, mas sem perguntas a respeito da bugra loira - perceberam que o sorriso do João era um pouco forçado -, chegou a vez de se arriarem no Clóvis Baixo.

Ao anoitecer de domingo Clóvis pegou no sono sentado em mesa da calçada. Quando quiseram levá-lo para dentro do bar, para descansar em cama improvisada com cadeiras, ele resmungou: "Virgínia, que droga, não desliga a tevê, tou vendo".

Depois as histórias do Contralouco - hoje ainda ausente -, uma parte narrada aqui no sábado, quando saiu com a sua estrela da manhã. Reapareceu no domingo, de pé no chão e trajando o short apertadinho, branco e preto, da sua nova amada, ainda sem camisa e de gravata azul quase preta.
João da Noite pediu uma cerveja ao Terguino, e a turma resolveu largar da água mineral, seguiu-se uma fila de "uma pra mim também".

Carlinhos Adeva, o diretor jurídico do Partido dos Boêmios (em constituição) surge na porta e corre abraçar ao João da Noite. João se levanta no momento em que Carlinhos voa, segurando seu pescoço e caindo de lado no seu colo, berrando impropérios de boas vindas. Depois diz que vai fechar o escritório de advocacia até fins de janeiro, devido ao recesso dos de toga.

Mr. Hyde chegou em seguida, e depois de outra barulhenta festa ao João, diz que é por sua conta todas as cervejas que o João conseguir beber entre hoje e amanhã à meia-noite. O sacana do Terguino sai de lá do balcão e vem para as mesas reunidas no centro do bar, pára e faz as contas: "Aqui o João tem crédito enquanto eu não quebrar, mas já que falou, deixa ver, dois dias..., se o João ainda é o nosso João, hummm... 100 cervejas, à 7 paus - tou dando desconto pela alegria de vê-lo -, 700 reais".

Mr. Hyde não se dá por achado: "Quando falei pensei em mil reais, então pode somar a comida também".

João da Noite reclama: "Hyde, tua bondade não é menor que a tua percepção: de fato, estou duro. Meu único bem neste final de ano é o punhal de osso que ela me deu. Mas tudo passa...".

Todos oferecem a casa para ficar, e dinheiro para recomeçar a vida. João diz: "Gratíssimo, mas não carece, irmãos, já estou hospedado na palafita do Sala". 

E assim começou a última terça-feira que antecede o Natal.
O ator e teatrólogo Nicolau pensou ter visto uma pontinha de amargura na voz do João, então muda o rumo das conversas, pedindo ao Lúcio Peregrino as notícias do notibuc.

Lúcio, como sempre, pede que não haja interrupções. "Apenas ouçam, mais tarde discutem, querendo":

- O Relatório da CPI do Cachoeira, elaborado pelo bundão Odair José, do  PT, é recusado pelos componentes da Comissão Parlamentar de Inquérito. Como consolação, o destaque do demo arenístico Ônix, aprovado pela maioria, mandará os dados da CPI para o Ministério Público. Se o Ministério Público for a fundo, põe uns cinco mil na cadeia, Delta, deputados, funcionários públicos, governadores, ministros, ex-presid..., ah, desculpe, pessoal, não sei porque comecei isto, se nem eu aguento mais esta nojeiras. Blogs sustentados pelo PT e PMDB festejam. Enfim, está dada a notícia: não vai dar em nada, como se sabe desde o começo. Filhos da puta.

E Lúcio derrama lágrimas, pede licença e vai ao banheiro.

Gostei do "Odair José", diz Mr. Hyde, com a sua gargalhada de monstro.

Lúcio volta, numa boa. Retoma:

- Finalmente o ministro da Justiça, o namorido Cardozão do PT, dá uma dentro, parabéns, disse que: "As decisões do Supremo Tribunal Federal, desde que transitadas em julgado, diz a Constituição, valem como lei e têm que ser cumpridas, independente das avaliações que as pessoas possam subjetivamente fazer sobre elas". Com essa o otário do Marco Maia vai ter que enfrentar a invasão da Câmara dos Deputados, pelo povo, sozinho.

"Bom lance do Cardozo, vê-se que é um rapaz consciente", diz Jussara do Moscão.

- Rainha da Inglaterra declara que não toca siririca há quarenta anos. Deve ser mentira do tablóide.

"Tem coisas que nunca vou entender. O que interessa a alguém a siririca ou punheta alheia. Bem, já mataram a princesa Diana assim, que mundo...", diz Jezebel.

(Acho bom que seja de um tablóide, amigo Lúcio, caso contrário vai lendo a próxima notícia: Salito preso por difamar chefe de estado estrangeiro)

- No recesso do judiciário, Joaquinzão, em decisão monocrática, vai fincar os mensaleiros na cadeia. Monocrática que dizer solito, amigo Gustavo Moscão.

- O gagá Berlusconi, de 76 anos, diz que a noivinha de 28 é só para constar, vez que é doido por luxúria, ele só assiste, com coceira noutro lugar. Lucinho das putiangas, este que vos fala, recusa o milionário convite para comer a referida, não gosta de velho tarado olhando.

- O povo quer saber a quantas anda o julgamento do mensalão do PSDB, ainda está em 1ª Instância? Implora-se que algum jornal conte em detalhes, com manchetes na merda do Jornal Nacional.

- No Brasil, que possui um terço das armas do povo americano, mata-se o triplo a tiros. Nove vezes mais (esta continha quem fez foi Lucinho das Putiangas, de cabeça, neste exato momento, os jornalecos do Brasil desconhecem matemática do fundamental). Para cada 100 que matam lá, matamos 900 aqui. A diferença é que os pés-grandes gostam de atirar em criancinhas, enlouquecem, tão bom é o sistema que seus filmes querem nos impingir. Enquanto que aqui é a ignorância, polícia atira em pobre, remediado atira em pobre, rico atira em pobre, pobre atira em pobre, ainda não aprendemos a atirar em políticos. A besteira foi proibir homens de bem de ter arma, enquanto as fábricas mandam as armas para o exterior, aqui pertinho, e entram frias por menos, para os bandidos. Fora as suecas e israelenses, russas... 

"Deu, Lúcio, chega de notícias", diz a mestra Jezebel do Cpers.

"Pombas, agora que vem as do futebol", diz Lúcio. "Só uminha então".

- Emerson Sheik, na festança do Corinthians, do alto do carro de som, manda um abobado do Santos, que vinha há dias provocando, chupar aquilo.

"Puxa, como pode um atleta profissional que canta o hino nacional torcer contra os companheiros do Brasil, colegas de trabalho, esquecendo a pátria", estranha Jussara.

"A ignorância, a triste escuridão, explica", responde Aristarco. "Esse pessoal é conhecido não exatamente pelo cérebro ou amor à pátria".

Antes das charges do dia, Clóvis Baixo resolve contar a piada do banqueiro. Mal começou e Carlinhos Adeva já disse, como sempre: "Putz, piada velha".


"Certa tarde, um famoso banqueiro ia para a sua mansão de piscinas e quadras de tênis, sozinho em sua limusine (naquele dia os quatro helicópteros deram defeito), tomando uísque 24 anos, no meio dos doze carros, seis à frente e seis atrás, com seguranças armados - armas estrangeiras - até os dentes, quando viu dois homens à beira da estrada, ajoelhados, comendo grama.
A proximidade do Natal tocou seu coração. Ordenou ao seu motorista que parasse e, saindo (depois dos 48 seguranças), aproximou-se e perguntou, mostrando sua rara inteligência de Pedro Bó:
- Porque vocês estão comendo grama, irmãos brasileiros?
- Não temos dinheiro para comida - disse o pobre homem que aparentava ser o mais velho. - Por isso temos que comer grama.
- Bem, então venham à minha casa e eu lhes darei de comer - disse o banqueiro.
- Obrigado, mas tenho mulher e dois filhos comigo. Estão ali, debaixo daquela árvore, os restos que pegamos no lixo era pouco, demos a eles, não dava para todos, por isso estamos grameando.
- Que eles venham também - disse o banqueiro mansamente. E, voltando- se para o outro homem, disse-lhe:
- Você também pode vir.
O homem sem dentes, com a voz sumida respondeu:
- Mas, bondoso senhor, eu também tenho esposa e seis filhos comigo.
- Pois que venham também. - respondeu o banqueiro. - Mas deixem panos e tudo, meu carro está limpo. E entraram todos no enorme e luxuoso veículo.
Uma vez a caminho, o mais velho olhou timidamente para o banqueiro e disse:
- O senhor é muito bom... Obrigado por nos levar a todos.
O banqueiro respondeu:
- Meu caro, não tenha vergonha, fico muito feliz por ajudar. Vocês vão ficar encantados com a minha casa... A grama está com mais de 20 centímetros de altura.

Protestos das mulheres. Clóvis sai de fininho falar com alguém lá na frente do bar.

Leila Ferro pede as obras do dia. João da Noite ganha o direito de escolher uma a solas. E escolhe:

Fica com o Aroeira (Rio de Janeiro, RJ).


E os empinantes partem para as eleições das quatro, novamente quatro pela falta de ontem. Apurada a urna (4 rodadas), ficaram com:

William.



Sponholz (Jornal da Manhã, Ponta Grossa, PR).

Amorim, do Correio do Povo (Porto Alegre, RS). Olhaí os banqueiros...


E com o... Sponholz, do Correio do Manhã (Ponta Grossa, PR). Só dá Sponholz.

Leilinha Ferro, que tem direito a uma escolha a solas, devido ao cargo de coordenadora da coluna, também veio em dose dupla.

Com o Duke, de O Tempo (Belo Horizonte, MG).


E com o Pater, de A Tribuna (Vitória, ES).



(A coluna A Charge do Dias leva esse título pelo seu idealizador, o mestre Adolfo Dias Savchenko, que um belo dia se mandou para a Argentina, onde vive muito bem. Sucedeu-o na coordenação a jovem Leila Ferro, filha do Terguino, quando os boêmios amarelaram na hora de assumir o encargo. Antes eram dois butecos, o Beco do Oitavo e o Botequim do Terguino, que há poucos meses se..., bem..., se fundiram (veja AQUI), face a dívidas com o sistema agiotário, como eles dizem. O novo bar manteve o nome de um dos butecos: por sorteio ficou Botequim do Terguino, agora propriedade dos ex-endividados António Portuga e Terguino Ferro)