viernes, 20 de mayo de 2011

O tango em roupa esporte

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(Em 28/10/2012: só agora percebemos que os criminosos tiraram do ar o vídeo. Não cremos que Andres tenha algo a ver com isso, além de assinar papéis que significam condenação. É burrice dos assassinos por dinheiro, era propaganda do Andres, tango viejo, de 1936... Enfim, eles têm a força)

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Nostalgias (1936 - Juan Carlos Cobián y Enrique Cadícamo)




Andrés Calamaro Masel (Buenos Aires, 22/8/1981) é um músico que domina muitos instrumentos. Também cantor e compositor.

Andrés teve sucesso com muitos grupos musicais, mas amadureceu com o conjunto Los Rodriguez (na Espanha essa palavra tem um surpreendente significado: quer dizer o homem que fica trabalhando enquanto a mulher sai de férias com os filhos, pois só neste período consegue realizar coisas impossíveis nos demais meses do ano).

Vai outro video, quase o mesmo. Que os ofendidos o retirem por seus supostos dinheiros, assim a moçada de outros países jamais saberá quem é Andrés. 

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jueves, 19 de mayo de 2011

Samira Said

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É expressivo o número de árabes que adotou o Brasil como sua pátria, desde o final do século XIX. Hoje mais de 15 milhões de brasileiros possuem ascendência árabe (os dados não são confiáveis, pode chegar a 20 milhões). Entretanto, por alguma estranha razão, não se ouve música nem se vê cinema árabe por aqui, como aliás acontece com músicas e filmes da Polônia, Alemanha, Uruguay, Romênia, Espanha, Suécia, Grécia, Itália, China, etc. Nadinha.

Os rádios e televisões, por alguma razão mais estranha ainda (seria isso o que chamam de terrorismo? Ou fundamentalismo?), empurram dia e noite músicas ruins e filmes piores dos Estados Unidos, sabendo-se que com essa nacionalidade temos somente os funcionários das suas embaixadas de negócios, que também atendem escravos locais que se ajoelham na ânsia de obter um visto para levar dinheiro para a Plutolândia.

Então hoje vamos variar.

Samira Said - سميرة سعيد - (Kenitra, 10/01/1961) é uma cantora marroquina, famosa no mundo árabe.
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A primeira das músicas que seguem, "Bitaqat Hob" (Carta de Amor), fala de aspiração das crianças por um mundo sem guerras...






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Tarán

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O turbilhão mediterrâneo.
A bailarina principal é única: Maristella Martella.



Um tango italiano

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Chitarra Romana, de 1934 (Eldo Di Lazzaro e C. Bruno).

miércoles, 18 de mayo de 2011

Antonio Palocci, o Coiso, e o grande chargista Sponholz

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Sobre Sponholz vamos escrever melhor isto, nesta madrugada chegamos a exasperação, tristeza e exposição à toa, sem graça. Amargura, pela tropa de larápios, patrunfos, horrendos, em que se transformaram os impotentes, quando as máscaras cairam. Apenas lembro à Dilma, por enquanto, que no dia 30 de agosto parei de falar no seu "homem forte" (só rindo), quando, Aqui, disse o seguinte:

"Ah, eu soube que o  Boquinha de mamar, ahm, bem..., de mamar, será o seu todo poderoso ministro da Casa Civil. Corri ao banheiro vomitar. Saiu sangue."
Perdeu-me calculadamente, madame, para sempre, e a paga virá de a cavalo.

Por enquanto, fiquemos com as questões colocadas por José Roberto de Toledo:

1) Quem foram os clientes atendidos por Palocci em seus serviços de consultoria?


2) Quando cada um desses contratos/serviços começou e acabou?


3) Quanto cada um pagou e por qual tipo de consultoria?


4) Esses ex-clientes ainda têm acesso ao redivivo ministro?


5) Algum dos ex-clientes tentou aproveitar a boa relação com o ministro para fazer lobby no atual governo, seja através dele ou usando seu nome?


E, acima de tudo, que serviços, exatamente, foram prestados. Ensinou a fórmula de alguma poção mágica?

Essa de vir dizer que "eles", do governo anterior, também eram grandes "prestadores de serviços" não cola mais. Lembra aos recursos "não contabilizados", a conversa de que se eles fizeram também podemos fazer.

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Parabéns, Sponholz.
No Jornal da Manhã (PR).





martes, 17 de mayo de 2011

Ajedrez! Fuego en el tablero!

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Depois do vendaval, a bonança. Reflexão.
E o Torneio de Candidatos ao título mundial de xadrez será decidido pelo bielorusso (cidadão de Israel) Boris Gelfand (Minsk, 24/6/1968), na foto ao lado, e pelo russo Alexander Igorevich Grischuk (Moscou, 31/10/1983).
Ambos chegaram a final através do Armagedom (algo como bater penaltis, rápido, de costas), diante dos ex-campeões Gata Kamsky e Vladimir Kramnik.

Começam a decidir quinta-feira, 18, numa melhor de seis, uma partida por dia, início às 8 h do Brasil, Aqui.


Alexander Grischuk (aqui ao ladinho) segue sendo a aposta do blog. Aposta firme.

O judeu Gelfand é um homem doce, mas não se enganem. Bateu a nada menos que Gata Kamsky agora, ninguém acreditava, e sempre está no topo dos maiores torneios, mesmo que não vença. Israel está em pé aplaudindo o homem de Belarus que achou a sua pátria inventada.
O mocinho russo, o Grischuk,  é doido de atar, quando fica atucanado e quer se divertir vai a Las Vegas buscar dinheiro jogando poquer, tomar dos caras que os filmes dos rambos chamam de bambas, ou... mafiosos. Sai vivo de lá pelo respeito, pois, como todos sabem, Las Vegas é um açougue.

Que vença o melhor.

Por nós, aqui do covil, o desafiante do atual campeão seria o menino dinamarquês Magnus Carlsen, que estava classificado e desistiu na última hora, por carta. Seu pai o aconselhou e ele escreveu: não entro em baile de cobras.

Fica para outra vez. Se ele entrasse, perdia no regulamento.
Só que os redatores do regulamento se deram mal: Topalov, que eles queriam na final, perdeu para Gata na classificatória. O pai do guri sabia o que fazia.




O fantástico  campeão mundial   Viswanathan Anand (Chennai, antiga Madras, Índia, 11/12/1969) o aguarda, mui calmo, Gelfand ou Grischuk, em 2012.

lunes, 16 de mayo de 2011

Por favor, posso chorar, ...

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Eu ia fazer esta postagem no dia 24 de maio. Pero devido aos acontecimentos de Recife achei melhor fazer hoje, amanhã não se sabe. Sim, agora em Porto Alegre.

Mesmo que eles saibam o preço a pagar, vai que um idiota num golpe de sorte faça uma bobagem pensando em agradar o dono, Mr. F. F., aí arrependimento não vai adiantar, o inferno ficará lotado. Ponto e vírgula.

O autor da "Dama de Vermelho", que perguntei outro dia, é Alcyr Pires Vermelho (parceria com Pedro Caetano).

Mineiro de Muriaé (08/01/1906), terminou seus dias lá, no Rio de Janeiro, num dia 24 de maio (1994). Se chegarmos a 24 de maio, vai de novo a Dama de Vermelho, prometo.

Engraçado que a plim-plim soca à força norte-americanos (por que será?), mas nunca lembra Alcyr Pires Vermelho. Autor de coisas como "Canta Brasil". Aliás, meninos e meninas, já leram um livrinho chamado "Afundação Roberto Marinho"? É do Machado, que sabendo que poderia ser assassinado, abriu o livro com algo assim: "Se depois deste relato, um ônibus atropelar uma filha minha, minha mulher, ou qualquer afeto meu, o senhor e toda a sua família morrerão, fiz contrato em Jacarepaguá". O vilão teve que contratar seguranças... para evitar que os filhos do Machado sofressem um acidente. O livro ninguém publicou, círculo de amigos protegendo a rede, banqueiros e empreiteiros ainda bem vivos, até que um dia um doido meteu as folhas datilografadas no prelo e na rua. Vendeu 5 mil exemplares e faliu, surgiram inimigos de todo lado, a Caixa Federal e outros bichos cuidaram disso, como até hoje cuida, uma sujeira só. Vem pra caixa você também, vem...  Já deu a volta por cima, o editor, homem de bem e corajoso, na época hesitou na hora de telefonar. Não sei se fez bem.

Mania de mudar de assunto.



Ricardo Cravo Albin nos conta uma historinha: "'Sandália de prata' era um choro a ser gravado por Ademilde Fonseca. Quando (Alcyr) estava com o parceiro Pedro Caetano ensaiando a música nos estúdios da Rádio Nacional foram ouvidos por Francisco Alves que sugeriu que transformassem o choro em samba carnavalesco, com o que concordaram os compositores. Segundo Pedro Caetano em seu livro 'Meio século de música popular': O Alcyr, muito vivo e oportuno, olhou para mim e disse: - Pedro, este velho não é bobo, tem muito faro de sucesso e é melhor a gente aceitar a sugestão. Como Ademilde não tinha cohecimento de nada, não estaríamos fazendo nenhuma traição. Dissemos ao velho que estava aceita a idéia e no sábado seguinte estávamos de volta à Rádio Nacional para lhe mostrar o "Sandália de prata" que, realmente, com ele, foi o nosso grande sucesso do carnaval daquele ano."
 
Por enquanto, registramos um samba-canção que fala de amor, e dor. Todos os poetas sabem rimar. Um pequeno esclarecimento: "samba-canção" é um nome dado pelos caras que mamavam rambos, pelo pessoal ruim do Rio de Janeiro (acabei de falar num morto-vivo desses), pelos barões da escravidão do Nordeste, para aquilo que  nosotros, toda a América espanhola, conhecemos por... Bolero. Nesta ilha de vendidos, era proibido falar espanhol, Tio Sam não queria, poderia atrapalhar suas vendas de armas e seus McGraxas, seus aviões Hércules levantando da Amazônia levando essências de remédios cruciais, e urânio para alimentar as suas bombas, urânio  que suas montanhas rochosas já não tinham, sem nota fiscal nem plano de vôo conhecido. No máximo, até hoje permitem que a gente coma bananas.
Mania de mudar...

A voz é de Milton Carlos, de quem ainda não posso falar, tantos anos passados e não absorvi o acidente que o matou quase menino. Sua mana Isolda segue viva, com o pecado de dar a Coberto Ralos o melhor de si, mas trêmula de saudades, febril de tristeza, algo sério demais que em poucas palavras, nem em muitas, eu conseguiria traduzir. Enfim...

Se Alguém Telefonar, do Alcyr Pires Vermelho, leva parceria do imenso Jair Amorim.




domingo, 15 de mayo de 2011

Para ninar gente grande

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À procura de Carlito Dulcemano Yanés, que andava incendiando algumas fortunas mal havidas, mas se expondo demais, de peito aberto, o otário, passei por Récife e Salvador.

No trajeto, li no jornal que a Dilma começou o discurso, num evento promovido pelos múmios torturadores do povo, com um: "Meu caro amigo Abílio Diniz". Vomitei de supetão,   quase morri engasgado. Aprendeu a falar, a moça, para elogiar e chamar de amigo a quem sustenta o sistema que a torturou. Mas pedi um uísque em seguida, e pensei em outra coisa, uma coisa mais ruim, no seu ministro Paloti Boquinha de Chupar..., ahm, Banana, ricaço por ser "consultor" de..., orientador de delúbios,  e passou o mal-estar, por enquanto. Gostaria que esse cara sumisse do mapa, mas que antes a Dilma explicasse. Bem, depois de convidar o Gerdau para ministro, é melhor vomitar mesmo, não tem como explicar nada. Mais um uísque. Nublou aqui em Santa Catarina, o mar ruge em agonia, oceano em impotente fúria.

Lá em Récife cheguei na praia de Boa Viagem cinco minutos antes dos mercenários de Mr. F. Febraban, no seu rastro só havia o batedor dos assassinos, esperando os outros. O covarde, sozinho não foi doido de encarar Carlito. 

Carlito com uma arma branca bate cinco deles, os bem treinados, e eles sabem disso, vinham de vinte.

O que fede à antiguidade a praia de Boa Viagem, cheiro de ratos antigos, sobe dos subterrâneos, eu não conseguia respirar, fedor de feitores, de reizinhos de plantações asquerosas, que acumulam mortes de negros na consciência que não têm. Odor tão ruim só Miami tem. Para quem tem nariz.

Enquanto Kafil aquietava o bandido que seguia Carlos, catei o nosso bobo e o trouxe são e salvo para o covil. De jatinho. Ufa, por um triz. Aos empurrões, olhando sério, o fiz jurar que da próxima vez vai nos avisar com uma semana de antecedência, iremos todos, ou quase todos, organizados. Vamos esperar calmamente a chegada dos escravos dos banqueiros, pelo outro lado, chega de fugir.

Entretanto, mesmo em maus momentos, é impossível passar por Pernambuco e não lembrar de um dos maiores artistas do Brasil. Viajei de volta com ele na cabeça, olhando o rosto infantil de Carlito Dulcemano Yanés, nos contando com brilho nos olhos o que fez com certas agências de agiotagem e certos hotéis de lavagem.

Brotou em Caruaru, em 12 de outubro de 1928. Luiz Rattes Vieira Filho, um eterno menino de amor.
Para Carlito, para Pedro Miguel de São Sepé, para a meninada carinhosa de Bagé, para a primita Glau Salazar, e para João da Noite, por especiais razões. Para todos os amigos (34 mil!) neste domingo de paz.




sábado, 14 de mayo de 2011

Mamação

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O lucro dos usurários chegou a 3,5 bilhões em 2.011. Claro que o ano não terminou, isso foi só no primeiro trimestre. Mais de um bilhão por mês, limpinho.

Para ganhar tanto sem fazer nada, obviamente que elegem (compram) políticos, daí a briga que tive com a Dilminha para mandar sua turma divulgar na internet os nomes dos doadores, durante a campanha. Claro que não divulgou: Lula, Dirceu e Delúbio, e todos, fizeram história. Do Serra não me importei, apoiado pela ditadura, pedra cantada que combatíamos. Mas nós, os puros... 

Até aqui, nenhuma novidade.

Mas tem outra: com toda essa grana, os facínoras, como norma indicada por seus marqueteiros tão sujos quanto eles, mantêm algum centro cultural, para dar a impressão de urbanidade, de que fazem algo que preste (deduzindo do imposto de renda, pués si). Vide a máfia espanhola do "santandér", ou mesmo do banco "do brasil", isto é, deles, dos larápios da política, os funcionários nada tem a ver, e atualmente ganham mal. Sobre o que fazem em nome da CEF já falamos aqui outro dia.

Claro, centro cultural para sair no jornal dos amigos, isso também é propaganda, além da massiva que fazem pelos seus cúmplices donos das tevês, porém o povo imbecil que eles exploram não cabe dentro do recinto sustentado pelas taxas assassinas. Alguns artistas levam umas migalhas, por conta de gentes (o imposto de renda, né, o meu, o seu...) que não frequentam o lugar.

E lá dentro do tal centro, expulsaram uma mulher por estar amamentando seu nenê. Erraram de mulher. Fez um banzé.

Ontem os jornais noticiaram algo assim (um fragmento):

"Nesta quinta-feira (12/05), um evento diferente fez parte da programação do Itaú Cultural (SP). Um mamaço coletivo aconteceu no local como forma de manifestação depois que a antropóloga Marina Barão foi impedida de amamentar seu filho no local. Sua história chegou, primeiramente ao Facebook e, por meio dessa rede social e de outras, as mães puderam se organizar, mesmo depois de um pedido público de desculpas de Eduardo Saron, diretor do centro".

Apareceram umas cem mulheres, para dar de mamá. Os escravos do banqueiro deram para trás, sorridentes, conciliadores... 

Notícia batida esta. Toco no assunto somente para exaltar um chargista, que eu saiba o único que ilustrou o que falei acima, e mais um pouco.

Cau Gomez, hoje, no jornal "A Tarde", da Bahia.





My way

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