sábado, 24 de diciembre de 2011

A charge do Dias

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Salvo Gustavo Moscão, que é batista, nenhum dos boêmios crê em deuses. Bem, com o barco avariado, sob tormenta, isso varia. Mas todos crêem que um dia existiu um JESUS, um homem de amor com muita coragem, e que possuía muito conhecimento. Nosotros pensamos que nos anos que ficou fora, ninguém sabe onde e com quem (tem alguém que pode saber, mas esconde nos subterrâneos do Vaticano), muito estudou. Com sua inteligência rara, leu e entendeu Sócrates, pelos olhos de Platão.

O primeiro brinde foi proposto por João da Noite: À Jesus!
Um estardalhaço de cadeiras arrastadas, todos em pé. Como no ano passado, em uníssono: à Jesus! O aniversário é em abril, mas já todos admitimos a antecipação.

Os brindes se seguirão até amanhã, quando ao cair a tarde todos ficarão silenciosos, cada um remoendo o universo a sua maneira.

Amanhã, ou talvez antecipemos para hoje -  os boêmios há dias vêm selecionando - traremos algumas obras referindo ao Noel brasileiro. Primeiro, a escolha fria dos amigos.

O Beco do Oitavo ficou com o Zope:



O Botequim do Terguino fechou com o Pater, de A Tribuna (Vitória, ES).



Adolfo Dias Savchenko acordou cedo, desfilou todo pimpão pelo Gasômetro, mostrando o monumento que trouxe da Argentina. Ela com salto 16 e aquela malhazinha apertada, enfiada... ahm, em tudo no corpo. Ai, ai, ai... Bárbara.
Depois passaram nos butecos. Ouvindo atentamente a opinião da jaguatirica, que parece ter bom coração, o mestre escolheu a obra do Jorge Braga, de O Popular (Goiânia, GO).



E foi assim.
Y así pasan...

Epa, faltou a da Leiloca. Ela deve estar com os olhos pregados na tela do nóti do Lúcio Peregrino. Jamais esqueceríamos, pequena.
A Srta. Leila Ferro demorou, demorou... e escolheu a obra do Rico, do Vale Paraibano (São José dos Campos, SP). Hummm, essa guria tem a quem puxar...



Y así pasan los dias.


Música na madrugada

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"Alguéns" gostaram da Lena D'Água. Pois é, essa a recompensa. Quando a gente escreve uma coisa aparentemente estranha, sabe que "alguém" há de gostar. O resto não interessa. Os dissabores ensinam isso. O resto não importa. Do contrário a gente nem começa o conto. No fundo, é aquilo de dançar como se ninguém estivesse olhando.

Assunto para madrugadas: por que será que ao povo não é permitido ouvir músicas moçambicanas, alemãs, nigerianas, italianas, coreanas, polonesas... de todos os cantos do mundo? 

É ligar a droga do rádio e da tevê, e... sublixo. A bandeira dos assassinos tremulando, matando palestinos "ruins".

Jesus era o quê? Romano de olhinhos azuis? Ah, pára. Palestino queimado de sol abrasador, olhos castanhos, nariz aquilino, somente um homem que teve coragem. O oposto dos usurpadores, que com suas maracutaias, para se sentirem fortes, ameaçam com um deus vingativo que nem eles admitem... Riem à solta ao dividirem os trapos do morto. Trocam os nomes, tribos, mas era um homem das areias. Assassinado e com a alma roubada pelos que o mataram. Por quem? Tudo por quê?

Um tosco dono de uma globo da vida, tomando dos ignaros,  porque não informa ao povo sobre a danação geral?

É a dominação dos infelizes a ferro e fogo. Hoje, as redes de comunicações. Assim, de madrugada, prefiro Lupicínio, vivo dizendo aqui: E só por dinheiro, sabe o que fez...


Eles impedem à força (dos pilas) que se toque o bom do mundo. A quem isso conforta, no Brasil? Quem permite e estimula, e lucra com o sangue dos infelizes?

Aí vejo o patrunfão do Marco Maia usar espaço na tevê (pago com o nosso), para dizer abobrinhas. Um bundão (no bom sentido, dotor), mas milhares votaram nele. Ainda bem que votaram nele, ao menos temos com quem discutir, a maioria não vale a pena. Os outros, seu Maia, são como cachorro ovelheiro (pronto, ofendi o bicho), só tem uma solução.

Sr. patrunfo Marco Maia: o rega-bofe de luxo que o senhor ofereceu aos seus pares na sua casa (sua ou do povo, paga com o meu ou com o seu?), para comemorar sei lá o quê - certamente o seu "sucesso" antes do Natal - foi pago com o dinheiro de quem? O teu ou o meu? Perguntou-me se eu estava de acordo? Nada, vai pegando. Pobre alma, sabe quanto é 4 elevado à menos 256? Sabe como é o grito de uma criança ao morrer de fome? Responda rápido.

Esquece.

Sim, exagerei, os seus 40 neurônios não podem, esgotaram-se no cursinho para bem falar em público, como os pastores da Universal (desculpe-me, sinceramente, compará-lo com bestas, mera retórica, o senhor não é assim tão bruto, é apenas um babaca, no bom sentido dotor).

Ao tempo em que me penitencio junto aos "milhares" de leitores deste blog, pergunto outras: quem te disse que você sabe de algo, patrunfo? O que me responderia se eu dissesse que você e seus amigos, de quem você é massa de manobra, não sabem o que fazem, tanto que se sentem o máximo por ter estômago para iludir esfaimados seres, e que se sentem à vontade para festejar o Natal com o deles, o que diria?

Se eu dissesse que você e... esses seus parceiros não durariam um dia dormindo em praças do mundo, sem comida e roupa, sem a mami? Que se entrou em um presídio foi como otoridade, para... sei lá. Muito menos em asilos, se um de vocês lá pisou foi para justificar a teta sagrada do governo, atendimento médico de primeira, como aquele careca que dizia que o SUS é primeiro mundo. Se eu disser que você nunca viveu. E se sente feliz por dobrar a escumalha... Homem público nunca viu, é?, a julgar pelas suas companhias.

Você é apenas um pobre mandalete deslumbrado, que eu sustento. O Lula? Quando será que esse desgraçado vai se tocar, quando será que o deslumbramento vai passar? O risco de morte vai dar-lhe outro sentido de decência e luta?Vai? Quando perceberá que jogou por terra todos os nossos sonhos, sem, pelo menos, a minha autorização? Minha alma não tem preço, já vi a morte muitas vezes, enquanto ele achacava ABC. A quem ele iludiu?

Eu fiz o Lula, eu, sim senhor! Eu e  milhares de companheiros esquecidos, o Tratado rasgado por ele, por ti e pelos quarenta ladrões (são milhares, na verdade) que o cercam, quando vocês foram fazer negociatas com os matadores do povo. Só por dinheiro, e por covardia. Desta, a covardia, falaremos después, já enchi. Rezem para não me encontrarem, se os urubus negarem o relatório do ministro Joaquim, pois terei algo a dizer-lhes.

Os bandidos do lado de lá? Claro que os quero mortos (é figurado, dotor), fora daqui aos assassinos de crianças pela fome e falta de estudo. Mas... tinham mesmo que apelar para os métodos deles?

Ah, deixa pra lá.

Lena D'Água. Para alguéns.

Canção-Fado-blues?  Blues... não tem pátria. é blues. E que Deus, que não creio, nos ajude.







Eu não queria, me dói, mas passo por cima de ti, patrunfo, és nada. E mal comecei.


Motivos tive, seu, mas não cresci com ódio.

Espantado, apenas, com o que a ignorância é capaz. Por trás o velho substrato material, já que gozo intelectual 40 neurônios não permitem.

Y así pasan los dias.

Salito.


viernes, 23 de diciembre de 2011

A charge do Dias

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Na antevéspera do Natal uma correria danada, na palafita e na cidade. Aqui porque Salito está chega-não-chega do Rio de Janeiro.
Por falar nisso, Mr. F. Febraban, cabe a mim transmitir o recado: a palafita queria paz nestes dias, mas por sua culpa o seu Natal acabou. O aviso vai para estragar desde agora. Um dos seus mercenários foi visto a 3 Km da palafita, quebrou o trato dos 5. Não vem dizer que foi distração do bandido, não ouse. Prepare-se.

Os boêmios reservaram a tarde para ir às compras, como todos os brasileiros menos meia-dúzia que vão antes. Alguns não vão, mas não vamos falar de coisas tristes.

O Beco do Oitavo veio de Newton Silva, do Jangadeiro Online (Fortaleza, CE).



Com ciúmes da Leiloca (com o qual o Botequim emplaca duas), os crianções também fecharam com o J. Bosco, de O Liberal (Belém, PA).



A Leiloquinha do Botequim do Terguino pegou gosto, e agora, quem lhe dirá não? Aí vai, com o Sponholz.



Os boêmios do Botequim ficaram com o Miguel, do Jornal do Commercio (Recife, PE).



Adolfo Dias Savchenko, o Cínico, ufa, enfim, brotou na paisagem. Mas só telefonou, às pressas, para declarar a sua escolha. Também está viajando. À noite nos reuniremos todos.
Abraçou o Amorim.



Estou doido para meter a colher, os abutres, que M. Hyde chama de corvos, ficaram de fora. Quem sabe depois, antes vou clarear as idéias com uma lindona J&B.
João.

19:30 h e nada de Salito. Última notícia dá conta de que ele e Juanito Diaz Matabanquero estariam numa praia de Santa Catarina, juntando os cacos de Carlito Dulcemano Yanés.

Então sucumbo à tentação. Outro dia um dos boêmios falou em "broxas", se não me engano. Pois é, piorou o negócio, além de broxas têm um efezinho.
Do Luscar.


jueves, 22 de diciembre de 2011

Maldita Cocaína

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Em 1929 os portugueses Cruz e Sousa & Almeida Amaral compuseram para a peça Charivari esta bela página. Vem de longe a tragédia das drogas.

Bem, dizer assim, as drogas, é uma covarde simplificação. Vem de longe a tragédia humana, a decepção de milhões de almas com o mundo de horror que vemos, onde bandidos nada musicais sempre ganham, à força. Os escravos não pensam, falta de escola, mas temos uns que cortam os pulsos no piso do chuveiro, lá adiante outro morre tentando dar um tiro no dono de uma fábrica de armas, ou num banqueiro, e morrem. 

A fuga do sistema, melhor morrer do que continuar assim. Estes, que se drogam, acham que não há solução na humanidade, se entregam, a morrer. Só doido ou mal-intencionado para criticá-los. Eu ainda sonho em enforcar os banqueiros e donos de armas; claro, ao preço da minha vida. As crianças que vierem a seguir serão melhores que eu. 

Aqui com a grande cantante lusitana Lena D'Água  (Helena Maria de Jesus Águas - Lisboa, 16/6/1956). Um amor de Lena. Em palco estranho, custou a fabricar clima para si mesma, o ar era congelado, vontade de voltar para casa correndo, mas superou-se, conseguiu, eles que vão à. Vou cantar e esquecer. Acabou "bem".

Bravo! Lena.



Não esqueço a noite fatal
Em que vi a minha amante
O olhar duro e tão brilhante
Como o aço dum punhal.

A sua boca mordia

Suas mãos eram tenazes
Deixando nódoas lilazes
No meu corpo que sofria.

Maldita cocaína

Que roubaste a minha amante
Que p'ra sempre enlouqueceu
O teu poder fascina
És um corpo de bacante
Com melodias de orfeu.

Maldita cocaína

Odeio-te e gosto de ti
És a minha companheira
Embora a mais traiçoeira
Que eu amei e conheci.

Hoje não posso deixar

Esse pó de maldição
Vivo da sua ilusão
Acordado e a sonhar.


  

Um achado do SANTO, na Charge do Dias

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Como sabemos, Mr. Hyde é o médico dos butecos. Um alemão de quase dois metros, com um vozeirão que estremece as mesas quando fala. Cobra consultas em trago. Se for coisa pouca - toma aí um melhoral ou um expectorante - uma cervejinha paga seus honorários. Se mais grave, algo que requeira acompanhamento, consultas diárias, sair do bar altas horas para atender, aí a conta é em uísque, por metro. "Me deve dois metros de uísque, meu chapa".

Pois foi Mr. Hyde quem, pelas 9 da manhã, ao dar uma rápida visualizada nas obras dos artistas, mirou o ventilador do teto e urrou: "A corvada ainda está sobrevoando o buteco, ah, se eu tivesse trazido a minha espingarda de chumbinho".

E recomeçam as críticas à "corvada". "Broxas!", sintetiza Gustavo Moscão. Wilson Schu pede moderação: "Ofender não adianta, os caras estão nem aí". Mr. Hyde segue mirando o teto, jura que vê os corvos, na cabeça da turma surge o temor do delirium tremens.

Os butequeiros anseiam pela presença de Adolfo Dias Savchenko, que de novo se fez ausente, teria muito a esclarecer sobre o Conselho Nacional de Justiça e a encrenca com os que querem silenciá-lo.

O Beco do Oitavo não abriu. O Antonio anda às voltas com um papagaio vencido, ontem estava exaurido, sem condições psicológicas de atender a clientela. Hoje ficou em casa, esperando a hora de ir novamente ao banco falar com o gerente.

A turma comenta. "Aquele gerentalha filho de uma puta", elogia Marquito Açafrão, salientando o "de uma". "O patife bota a culpa no computador", diz Mr. Hyde. Lúcio Peregrino não perdoa: "Vou adoçar e comer a mulher daquele corno, deixa comigo, ela vive se fresqueando enquanto ele faz hora-extra pra enriquecer o dono". "Enriquecer? Já é podre", diz Tigran.

No fim todos concordam que o grande responsável está em São Paulo, na Av. Paulista. Bem, o grande mesmo é um conjunto, bando de predadores, gente muito ruim. Esses para pegar somente Carlito Dulcemano Yanés.

A Leiloca, guria do Terguino, lá no caixa remexe em algo e se adianta, antes que o ambiente preteie mais: "Olhem só, gente, a obra que adorei". Todos a tratam como filha, correm a admirar.

Do Santo. A menina tem bom gosto.





E mais não sabemos. A um sinal de Kafil viemos para a palafita, havia um suspeito rondando a zona, parecia gente do Febraban. Os boêmios ficaram discutindo, mais tarde enviarão o resultado.
João.

Seis e meia da tarde recebemos as escolhas enviadas às três. Sim, Juanito de la Noche estava nanando, um sono reparador, a noite de ontem foi longa. Pronto para outra. Neste momento admiramos na mesinha, ao lado do nóti, uma dupla de uísque escocês afogada em pedrinhas de gelo ovais. Linda.

Os caras mandaram mais de uma, devem ter bebido demais. Nessa correria, Salito nem vai perceber.

Assembléia conjunta do Beco do Oitavo e do Botequim do Terguino, nas dependências do último:

Pelicano, do Bom Dia São Paulo (capital).



Thomate, em A Cidade (Ribeirão Preto, SP).




S. Salvador, do Estado de Minas (Belo Horizonte, BH).


Paixão, da Gazeta do Povo (Curitiba, PR).



Já que arriscamos a pele colocando obras em demasia, o perigo não aumentará se colocarmos nosso dedo, em particular. Isto quer dizer: já que estamos no inferno, não custa nada dar um abraço no capeta.
Outro dia guardamos uma do Zope.




Do Adolfo nem sinal, mas algo nos diz que ele iria lembrar do Consultor de Porra Nenhuma, amigo da madame. Com o Amarildo.





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miércoles, 21 de diciembre de 2011

Verão

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E hoje pela manhã chegou o verão austral.

Mil cores pintando o painel. Copacabana...

A solista é a norueguesa Mari Silje Samuelsen (21/12/1984). Um luxo, a aniversariante que nasceu no inverno boreal, com seu violino Gaudagnini de 1773.







"Foi assim", Lupicínio?

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Bem, mestre Adolfo está de novo amor. A Bárbara, uma loura bonairense que reside, por enquanto, na cidade de Córdoba.

Para um filme antigo, que nunca envelhece, oferecemos uma música velha, que jamais será antiga.

Foi assim (Lupicínio Rodrigues). Grande sucesso na voz de Linda Batista no inolvidable ano de 1952.
Na voz de Eduardo Canto.



Y así pasan los dias.
Salito

Eleições no STF, n'A charge do Dias

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Hoje o pessoal tirou para pensar no quanto essa gente do Supremo Tribunal Federal está dissociada dos anseios do povo. Como caíram de paraquedas (Mr. Hyde aparteou para corrigir: de guarda-chuva morcegão) na ilustre cadeira, levados pelos políticos que fazem as leis, julgam que possuem uma justiça deveras avançada. O Direito Natural que se dane futebol clube. Nenhum esforcinho para uma interpretação que prejudique quem lá os colocou. Sim, pode haver exceções, deve haver exceções, para a confirmação da regra.

Mr. Hyde simplesmente ameaça se retirar do bar ao ouvir falar na "corvada", como ele diz.

Todos concordam que se os magnânimos fossem eleitos, pelos juízes de todas as instâncias e por todos os advogados com registro na OAB, as coisas mudariam de figura. Claro, demoraria um pouco, como ocorre em qualquer mudança profunda, haveria confusão e tal, o que até seria bom para o povo saber como é por dentro a caixa-preta que a classe representa, de como se compõe de fato.

Aqui o papo vai resumido, omitindo os milhares de insultos, as intervenções bruscas, os bate-bocas.

Leiloca, a filha do Terguino, saiu lá do caixa e pediu para o pessoal dar uma relaxada. Apresentou a sua charge predileta, do Miguel, do Jornal do Commercio (Recife, PE). Aliviou o ambiente.


Risos, mais um caipirinha a um, losninha a outro, uns vão ao banheiro, mas não demora e Mr. Hyde recomeça, debochado: "E vocês acham que eles vão propor eleição direta? E qual vai ser o político filho da... que vai lutar por isso?".

Pois é, palavras vãs. A amarração educação nenhures-povinho desgraçado-ladroagem-patrunfos-leis-juízes/classes armadas-educação nenhures-povinho desgraçado..., como sair desse nó?

Enquanto ninguém apresenta uma ideia brilhante, ficam a falar muito mal dos seres humanos da mais alta côrte do quem indica. Irresponsáveis, os pinguços, perscrutam até a vida sexual dos excelências. Inexistente, dizem.

O Botequim escolheu a obra do Mariano.



O Beco do Oitavo ficou com o Waldez, do Amazônia Jornal (Belém, PA).



Adolfo hoje estava muito ocupado, não passou nos butecos. Ainda bem: estaria falando até agora sobre o tema, possivelmente nada poderíamos aqui declinar.

Escolheu a obra do Sponholz, do Jornal da Manhã (Ponta Grossa, PR). "Bárbara!", exclamou Adolfo, "me lembra também o governo FHC".

  

martes, 20 de diciembre de 2011

Dorival Silva (Chocolate)

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E no próprio Dicionário Cravo Albin encontramos o aniversário de Chocolate (Dorival Silva - Rio de Janeiro, RJ, 20/12/1923 - 27/6/1989). Ator, comediante e compositor. Um dos parceiros prediletos de Mário Lago, que não se cansava de elogiar o companheiro.

Autor de melodias inesquecíveis, como no clássico "Vida de Bailarina" (letra de Américo Seixas), no festejado ano de 1952 jogou para os céus o nome de Elizeth, sucesso estrondoso, com "Canção de amor" (letra de Elano de Paula), aqui em gravação ao vivo no célebre show do Teatro João Caetano.

Ricardo Cravo Albin

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Hoje, primavera se despedindo, o verão apontando ali adiante, o aniversariante é ninguém menos que o próprio Ricardo Cravo Albin (Salvador, BA, 20/12/1940).

Fundador e primeiro diretor do Museu da Imagem e do Som, mentor do Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira, este onde diariamente refrescamos a memória e aprendemos tudo aquilo que a ela falta, ficamos sem saber o que dizer do homem que é o maior responsável, em todos os tempos, por proteger, estimular e difundir a música brasileira.

Guardamos em lugar especial da palafita o inesquecível álbum duplo "Há sempre um nome de mulher", que o senhor produziu, seu Ricardo.

Um pouco sobre o grande brasileiro:

Formado em Direito, Ciências e Letras (Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil 1959/1963).

Oficial da Reserva do Exército Brasileiro (CPOR 1960/1961). Formado em línguas pelo Instituto Brasil-Estados Unidos (1958/1963) e pela Aliança Francesa (1958/1964).

Cursou Direito Comparado na Universidade de Nova York entre 1964 e 1965. Por essa época, foi Diretor Cultural do "1º Festival Internacional de Cinema", do Rio de Janeiro.

Entre 1966 e 1971, foi membro efetivo do Corpo de Jurados dos Festivais Internacionais da Canção Popular. Foi Chefe das Delegações Brasileiras junto aos "Festivais Internacionais de Cinema de Cannes", na França nos anos de 1970 e 1971.

Fundador, convidado por governos estaduais, de Museus da Imagem e do Som em São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Aracaju, Florianópolis, Brasília, Recife, Belém, Natal, Teresina, Dourados (MS), Manaus, Uruguaiana (RS), Volta Redonda e Londrina entre os anos de 1967 e 1985.

De 1968 a 1988 trabalhou como Comentarista da Rede Globo e julgador oficial dos desfiles das escolas de samba.

Foi membro do júri internacional do "Prix Itália", enviado pela Rede Globo, em 1982 (Veneza).

Sócio benemérito das escolas de samba Mangueira, Portela, Império Serrano, Salgueiro e União da Ilha e foi fundador e presidente do Conselho Consultivo de Pesquisadores da LIESA (Liga Independente das Escolas de Samba) em 1994.

Publicou diversos livros sobre vários assuntos, entre eles: "O canto da Bahia" (monografia/1973); "De Chiquinha Gonzaga a Paulinho da Viola" (1976); "Da necessidade do fazer popular" (1978); "Índia, um roteiro bem e mal humorado", Editora Mauad (1996); "MPB - A história de um século", edição trilingüe MEC/Funarte (1997), lançado na Academia Brasileira de Letras, tendo como conteúdo a história de cem anos de MPB, contada por etapas de 20 em 20 anos e ilustrado com fotografias de gerações de músicos, cantores, conjuntos e demais criadores de música popular brasileira; "Um olhar sobre o Rio - crônicas indignadas e amorosas - anos 90", Editora Globo (1999); "MIS - Rastros de memórias", Editora Sextante (2000).

No ano de 2001 foi empossado Presidente do Conselho Empresarial de Cultura.

Recebeu a "Medalha de Honra da Inconfidência" do Governo de Minas Gerais.

Em 2003 participou da "XI Bienal Internacional do Livro". Em 2004 atuou como diretor da revista "Carioquice", editada pelo Instituto Cultural Cravo Albin em parceria com Insight Engenharia de Comunicação e Marketing. Escreveu regularmente para o Pasquim21.

Recebeu do Presidente da República Luís Inácio Lula da Silva, no Dia do Diplomata, a "Comenda da Ordem do Rio Branco", em cerimônia no Palácio do Itamaraty, em Brasília. Ao lado de Tárik de Souza, João Máximo, Luiz Paulo Horta e Leonel Kaz, participou da publicação "Ritos e Ritmos", acompanhada de dois CDs: "O melhor da MPB" e "O melhor da música clássica", pela Editora Aprazível. Participou da "XI Bienal Internacional do Livro" e da "1º Bienal do Livro de Nova Iguaçu". Foi eleito por unanimidade Presidente do Conselho Estadual de Cultura, integrado também por Júlio Diniz, Maria Eugênia Stein, Nélson Freitas, Nélida Pinõn, Antônio Olinto, Ivan Junqueira e Carlos Heitor Cony, além de reitores, como os da UFRJ e UERJ.

Em 2005 a Escola de Samba Paraíso do Tuiuti desfilou com o enredo "Cravo de Ouro - eu também sou da lira e não quero negar" em sua homenagem.

Musicólogo preferencial escreveu artigos e críticas para jornais e revistas sobre a cidade do Rio de Janeiro e a cultura, principalmente música e cinema.

Entre 1965 e 1971, foi o estruturador e o primeiro diretor do Museu da Imagem e do Som, cuja história está testemunhada no livro "MIS - Rastros de Memórias".

Em 1967, recebeu o "Prêmio Nacional do Livro", conferido pela Associação Brasileira do Livro. A partir desse ano, produziu pessoalmente vários discos para o MIS, destacando-se: "Elizeth, Zimbo Trio e Jacob do Bandolim (ao vivo - volumes I e II)"; "Carnavália - Eneida, Marlene, Blecaute e Nuno Poland (ao vivo - volumes I e II)"; "Luperce Miranda, Maria Lúcia Godoy (Poemas de Manuel Bandeira e o Canto da Amazônia)"; "O Mundo de Pelé", "O fino da música no cinema brasileiro". No ano seguinte, foi agraciado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro com o "Troféu Estácio de Sá", e recebeu o diploma de "Cidadão Honorário da Guanabara", conferido pela Assembléia Legislativa do Estado da Guanabara. Ainda neste ano de 1968, fundou a Escola Brasileira de Música Popular no MIS, nomeando para dirigí-la o Maestro Guerra Peixe e, juntamente a Antonio Barroso, produziu para o MIS o primeiro disco dos sambas-enredos de escolas de samba, "As escolas cantam seus sambas de 1968 para a posteridade". Ocupou a presidência da Embrafilme e do INC - Instituto Nacional de Cinema (1970-1971), e criou vários prêmios culturais, como o "Golfinho de Ouro", "Estácio de Sá" e "Coruja de Ouro". Também foi, por dez anos, professor de cursos sobre História da MPB em universidades de todo o país. Recebeu o grau de "Comendador e Cavaleiro da Ordem de Letras e Artes" pelo Ministério da Cultura da França, em 1985.

Atuou como crítico de MPB no Jornal "O Dia", no qual manteve uma coluna semanal. Trabalhou como articulista do jornal "O Globo" e comentarista da Rede Globo para diversos carnavais, além de participar como jurado em vários desfiles, inclusive na inauguração do Sambódromo em 1984.

Autor de vários especiais sobre MPB para a TV Globo entre 1975 e 1990.

Em 1988, produziu o disco duplo "Há sempre um nome de mulher", com o qual ganhou o Disco de Ouro por 600 mil cópias vendidas somente nas agências do Banco do Brasil. A renda do disco foi revertida para a Campanha do Aleitamento Materno.

A Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro conferiu-lhe em 1992 a Medalha Tiradentes e, dois anos depois, o título de "Cidadão Benemérito do Estado do Rio de Janeiro".

No ano de 1995, conferido pelo Ministério da Cultura da França, recebeu o grau "Oficial de Cavaleiro da Ordem de Letras e Artes".

Em 1998, foi eleito membro titular do Pen Clube do Brasil. No ano seguinte, por ocasião de 25 anos de contínuos trabalhos na Rádio MEC, recebeu da Funtevê a "Medalha de Honra Prof. Roquette Pinto".

No ano 2000, juntamente com Antônio Pitanga, dirigiu o show "Concerto Negro", com Martinho da Vila, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. No mesmo ano, integrou o grupo Cantores do Chuveiro, para o qual fez a direção geral e o roteiro do show "Um banho de MPB", apresentando-se como narrador do espetáculo.

Em 30 de novembro de 2000, foi apresentada no teatro Municipal do Rio de Janeiro a Sinfonia do Rio de Janeiro de São Sebastião, com músicas de Francis Hime, letras de Paulo César Pinheiro e Geraldo Carneiro e libreto de sua autoria. Neste mesmo ano, completou 28 anos como produtor de programas culturais e MPB na Rádio MEC.

Em 2001, produziu a coletânea "As cem melhores do século e as 14 mais", caixa lançada pela gravadora EMI Music com seis CDs com as mais significativas composições do século 20. Neste mesmo ano, escreveu os espetáculos "Estão Voltando as Flores", com As Cantoras do Rádio - show aclamado pela crítica e pelo público, exikbido por meses a fio mop Teatro de Arena, em Copacabana. Neste mesmo ano de 2001, foi o autor também do "Poema Sinfônico para a Amazônia", montado em Manaus, com músicas de João Donato e Everardo de Castro. Ainda em 2001, fundou o Instituto Cultural Cravo Albin (ICCA), doando para ele todos os seus bens e coleções, quando também lançou o site Dicionário Cravo Albin da MPB, em solenidade no prédio da Biblioteca Nacional, fruto de trabalho iniciado em 1995, na PUC- Rio, através de seu Departamento de Letras. Neste mesmo ano, assumiu a presidência do Conselho Empresarial de Cultura da Associação Comercial do Rio de Janeiro e foi agraciado com Medalha da Inconfidência pelo Governo do Estado de Minas Gerais e Medalha do Mérito Pedro Ernesto - Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

No ano de 2002 participou do livro "Brasiliana - Guia das Fontes do Brasil" editado pela Biblioteca Nacional, livro organizado por Paulo Roberto Pereira, que incluiu, entre outros escritores, Fred Góes, Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, Vasco Mariz, Alexei Bueno, Beatriz Jaguaribe e Max Justo Guedes. Também neste mesmo ano, participou do livro "Itamaraty" (coordenado por Alberto da Costa e Silva) editado pelo Ministério das Relações Exteriores, com o ensaio "Vinicius de Moraes na MPB". Em 13 de março deste ano recebeu da Universidade Constantin Brâncusi, da Romênia, o título de "Doutor Honoris Causa". Na ocasião, inaugurou o Museu da Imagem e do Som da Romênia. Em abril, no teatro Casa Grande, no Leblon, lançou o livro "Driblando a censura - De como o cutelo vil incidiu na cultura" pela Editora Gryphus. Ainda em 2002, ao lado de Fausto Fawcett, Ruy Pereira, Muniz Sodré, Carlos Lessa, Perfeito Fortuna, Itamar Silva e Paulo Saad, participou do debate "Olhares Carioca Sobre o Rio de Janeiro - Rio 40 Graus, Beleza e Caos", promovido pelo ICCA (Instituto Cultural Cravo Albin). O debate foi registrado em multimídia: livro, fita de vídeo e CD-rom, com lançamento no Museu da República. Em agosto de 2002 fez a direção e o roteiro do show "As Cantoras do Rádio - Estão Voltando as Flores" (Carmélia Alves, Ellen de Lima, Violeta Cavalcante e Carminha Mascarenhas) no Teatro Rival BR, no Rio de Janeiro, show que percorreu vários teatros do país e já lançado em CD. Participou, ainda neste ano, como jurado do Prêmio Shell.

Em 2003, pela Ediouro Publicações S. A, lançou o livro "O Livro de Ouro da MPB". A primeira noite de autógrafos ocorreu na "Bienal do Livro do Rio de Janeiro", quando na ocasião, fez uma palestra sobre a MPB. Ainda em 2003 encenou, dirigiu e apresentou o show "Ninguém me ama - Tributo a Nora Ney e Jorge Goulart", apresentado no Teatro Ipanema, com Carmélia Alves, Ellen de Lima, Carminha Mascarenhas e Violeta Cavalcante, apresentando-se em cena o cantor homenageado Jorge Goulart.

No ano de 2004 apresentou o projeto "MPB ao meio-dia em ponto" no Teatro João Theotônio, no qual recebeu como convidados para o talk-show Martinho da Vila, Lenine, Elza Soares, Emílio Santiago, Zélia Duncan e Nana Caymmi. Produziu a revista-livro "Textos do Brasil" (editada em três línguas: português, inglês e espanhol) promovida pelo Ministério das Relações Exteriores, na qual também foi encartado um CD com 20 clássicos da MPB. A edição de 20 mil exemplares contou com distribuição gratuita em todas as embaixadas e consulados gerais do Brasil no exterior. Por conta de lançamento de "Textos do Brasil", ainda em 2004, ministrou palestras na Universidade de Salamanca, em Barcelona, na Casa de América, em Madrid, e em Buxelas, na Bélgica. Montou, roteirizou e atuou como apresentador do musical "Tra-la-lá e as Cantoras do Rádio", com Carmélia Ellen de Lima, Márcio Gomes e Carminha Mascarenhas, apresentado no Bar do Tom e no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro. Durante o mês de novembro de 2004, nas comemorações dos seus 30 anos de serviços prestados à Rádio MEC, foram feitos na emissora vários programas em sua homenagem, "Especial RCA" apresentado em duas partes e ainda "Ao vivo entre amigos", programa no qual recebeu diversos convidados com os quais trabalhou nos 30 anos de carreira na emissora.

No ano de 2005 apresentou em Paris a "Sinfonia do Rio de Janeiro de São Sebastião", tendo Chico César substituído Lenine. Lançou o projeto "MPBE" (Música Popular Brasileira nas Escolas), com um disco contendo 20 clássicos da MPB e ainda cartazes e um libreto explicativo sobre os gêneros através dos anos; lançou o livro "Tons e sons do Rio de Janeiro de São Sebastião", no qual também foi encartado o libreto e o disco da "Sinfonia do Rio de Janeiro de São Sebastião".

Gratos, Ricardo!
Saúde!

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