martes, 21 de mayo de 2013

Reunião de bacana, n'A Charge do Dias

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Os companheiros do Botequim escolheram as seguintes obras:

Ykenga. Ô pegada!




Edgar Vasques.



Nani. Desnecessário dizer que a turma em peso é a favor da vinda de médicos estrangeiros. Se os nossos não querem trabalhar em vilarejos e pequenas cidades deste imenso Brasil, haverá quem queira. A escolha desta obra deu-se por unanimidade, com a ressalva de Gustavo Moscão: "Não entendi bem a obra do seu Nani, mas acompanho os companheiros, tendo boteco é o que me basta".




Miss Leilinha Ferro abraçou ao Newton Silva, com a sua Bullying.



Leilinha devia a Aristarco de Serraria uma escolha a solas (andou viajando, o boêmio). Ele emendou também com o sensacional Newton Silva, com a sua Bolsas e Bolsos.




A coluna A Charge do Dias leva esse título pelo seu idealizador, o mestre Adolfo Dias Savchenko, que um belo dia se mandou para a Argentina, onde vive muito bem. Sucedeu-o na coordenação a jovem Leila Ferro, filha do Terguino, quando os boêmios amarelaram na hora de assumir o encargo. Antes eram dois butecos, o Beco do Oitavo e o Botequim do Terguino, que.., bem..., se fundiram  no ano passado (veja AQUI), face a dívidas com o sistema agiotário. O novo bar manteve o nome de um dos butecos: por sorteio ficou Botequim do Terguino, agora propriedade dos ex-endividados António Portuga e Terguino Ferro.

domingo, 19 de mayo de 2013

Gricel

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Já que falamos... 

Gricel (Mores-Contursi), com ele, El Polaco Goyeneche.




sábado, 18 de mayo de 2013

Alex em Buenos Ayres

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Na segunda foto, lá adiante (esta que vai ao lado é o tian) o guapo dizia, enfático em tema apaixonante: Ma que pasa? No sientem!? 

A respeito de política, supomos, este supor no plural é porque Frida chegou em sonhos, quando ocorrer de novo é porque ela tornou à sala, ou da morte do Celso Daniel, pára meu, esquece isso, 20 dinheiros, ninguém sabia, mania de estragar texto com coisas que todos querem esquecer, pronto, passou, falava de outra coisa, nova suposição, quem sabe tentava lembrar um tango.

A tristeza da letra fatal de José María Contursi com a doce cantiga de Marianito Mores, tão longe, 1942 mas parece que foi ontem, y hoy que vivo enloquecido, porque no te olvidé, ní te acuerdas de mi, Gricel, Gricel... ai meu Deus. Isto o que ali em cima se disse é mera loteria, ninguém sabe, ninguém viu, visto que lá os assassinos de verde estão pegando perpétua, o que é nada tão velhos estão, mas depois da execração pública e de limpar a alma da pátria, esta sim, a condenação tem valor, o que se disse aqui embaixo é melhor, pero vai saber o que pensava Alex, se era tango ou assuntos de nossas devastadas fronteiras, ou um daqueles tantos livros, não damos conta.

Certa é a agitação interior que me leva a falar do jovem Alex Moraes, pensar nele, em Buenos Ayres, na vida, Alex nesse apartamento perto do Obelisco, longe de Porto Alegre. Pai, mãe, amigos... Puta vida, longe de tudo. Se ficar dois anos, ai-ai-ai... talvez não volte mais, lembra? Voltar volta, falei em fixar, eu quase morri em Porto Alegre, certa vez, por dois anos, depois estava tão comprometido que não queria sair, aí mifu sem saber, como eu era bobinho, ainda sou, mais agora com estes papos.

Mareu do Mato, que supomos (Frida voltou) deverá aparecer mais tarde nestas mal traçadas, diz ter surpreendido o boemiozito tomando mate, em cima do Obelisco, às 8 da manhã. Lá em cima, se segurando com as pernas cruzadas a meio metro do ápice, a mão direita na ponta e a outra segurando a cuia. Não duvidamos, depois daquela do Luna Park.

Olhemos o rosto do antropológico, doutor, sim senhor, alma que não pega no ar, é mais: é parte do ar. Mas que tal, lindão, hein? E vai-se mudar, disse-me hoje Mareu do Mato, voltou rápido, a consultora de lunfardo deste blog, ela que sabe como ninguém inverter as sílabas na prisão, de momento interiorana, a amada, mas... ah, o apertamento é caro, caro... estudiante no puede, falta pro rango e pro trago, ainda que sean luminosos los estudiantes. Ao mudar, vai revirar a alma de Buenos Ayres. Pela foto é um apartamentão, Mareu me disse que não cabia dois na sala, salvo se em pé, quase se beijando, mas não é o que vejo na fôto.



Sim, ao fundo a bela Jume, com cara de quase quero dormir, o que nos salva é o quase, dali a pouco levanta e sai bailando.

Na fôto abajo, sotaque é difícil escrever mas botei um chapéu na foto, tentando abrir uma garrafa de..., estou certo (Frida saiu da sala) de que não é guaraná, em Buenos Ayres esse produto tem mas está em falta, como diria o portuga Magá pela voz do Ireno. Um vinho querido, quiçá, para, com o jantar, que jantar nada, manjar dos deuses que logo Tomaz faria, rio agora, assim não vale, Tomaz vai me xingar, ora me botar fazer comida numa hora dessas, tá, então não, vão todos para a gigantesca cozinha e cai do céu uma comida linda e nutritiva, ui, carne gorda, parece picanha ao ponto e por dentro mal passada, frigindo, com licença, deixa eu botar na boca essa lasca branca salgada, ui... comemos, bebemos, nestas alturas já me meti, teletransporte, ao menos mental, levando os amigos de Porto Alegre, avançamos na carne, a salada de maionese de cinema e a de cebola, desta pego um pouco, ui com gordo queimando, com tomate caro do Brasil ficam para amanhã, damos uns chutes na geladeira, funciona droga, ela engata aquele barulhinho maravilhoso de trator com óleo queimado, dez motos engasgadas pei..., essa não, palavra chula e de mau sonido, dando tiros pelos canos. Ouço a geladeira em Montevideo.

Amolecemos de pancinha cheia e caímos de sorriso mole nos braços de Morfeu. Ah... vida boa.

Vida boa até os vizinhos do lado, de cima, de baixo, mais os que erraram de endereço, chegarem as 4 da matina, pronunciando frases de amor, oh, hijos de puta, qué culo rubia, carajo cadê meu narguilé de maconha, apanha putianga, morre desgraciao, concha de tu madre, si te gusta adaga toma!, estrondos no corredor. Sangue que entra por baixo da porta, quentinho, se eu não estivesse com tanto sono tiraria uma foto, ahm, una fôto. Antes de dormir recordo que foi esse alimento que destruiu a Europa, pelos cavaleiros de Gengis Khan, de lado imitando os guaranys, lança pronta, lábios vermelhos, e tem louco que desperdiça sangue por nada, que vida.

No outro dia sairiam, nestas alturas acordei cedo e saí fora que nem fui, são eles, passear pela Corrientes, não apenas pela fama do 348, é que é bom pisar nos passos de amores que por ali passaram, caminando devagar, sin palabras. 

É sábado e entardeceu, parcos reflexos de um sol que não se vê, logo as luzes virão com a noite mansa de Buenos Ayres. A moçada caminha como antes se disse, devagar, de mãos dadas, sem palavras.

Tan buenos... tan lindos.

Um brinde a Alex, Jume y sus compañeros.

Tintim!



Ah, a foto do guarda-roupas. Na real, estamos bem mesmo, esta quase me fez chorar (fez mas tenho vergonha de contar) pela lembrança da rua 17. De saudades.





Alex, esqueci o nome do hotelzinho barato da Florida, me mande de novo.

viernes, 17 de mayo de 2013

Mariana Aydar

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Outro dia falamos de Mariana. Bem, aí está.



Fica, Luxa, n'A Charge do Dias

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Depois de uma noite feliz, os empinantes tiveram uma manhã muito feliz no Botequim do Terguino. Ontem foi o dia dos festejos, com direito a fogos de artifício, o Beco do Oitavo iluminou-se até altas horas. Hoje foi o dia das rezas e pagamentos de promessas. Tudo por conta da vitória do grande Santa Fé sobre o Grêmio. Como todos sabemos, o Santa Fé veste vermelho e branco, além de ser patrocinado por uma fábrica de trago, daí que fechou todas.

Nosotros, desde a periferia de Montevideo, não ficamos nada contentes, afinal ontem caiu o último destas praças, Montevideo e Porto Alegre, amados burgos que nos acolhem e protegem. Quem sabe seja a hora de passar uns tempos em Bujumbura. Em termos futebolísticos a única alegria continental segue sendo o grande Boca Juniors, Salve, Román, na gaveta! No Brasil, ainda temos Galo. Uma bela final, se houver, se cada um amordaçar o "professor" e deixá-lo trancado no vestiário. Seja deste ou daquele jeito não me comovem, nem vou assistir, ora 300 mil por mês, só rindo. Que se fodam os gladiadores sem sangue.

Adolfo Dias Savchenko telefonou desde Córdoba, na Argentina, e disse que de lá dá para ouvir o coro dos colorados gaúchos, com: "Fica, Luxa, fica, querido, tome o dinheiro deles...". Que gente. Os boêmios entendem que aquele papo epilético de "filosofia" de vestiário não cola mais, hoje os atletas possuem o ensino fundamental, mas fazer o quê, que sigam pagando horrores para o "professor".

À noite haverá churrasco no bar, pede-se a todos que compareçam com ponchos e palas vermelhos, lenços também vermelhos, que o frio está de renguear cusco. Viram a ironia dos malvados? E eu me presto.

Ficaram com o Marco Aurélio, no dizer de Jussara do Moscão "um gremistaço como todos daquela bosta de filial da grobo, mas ao menos registrou muito sem vontade". Seguiram-se comentários impublicáveis, este blog é familar.  Pero ficaram à espreita dos demais artistas do traço e do pensamento que ainda não se manifestaram, a esperança é a última. 

Há de ter algum artista colorado neste mundo, gritou Janjão, com as charges em sua frente. Leilinha timidamente botou a colheirinha, de lá do caixa: "A gente pode pedir pro Newton Silva, meu amigo, de todos nós...". A turma rechaçou de pronto a colher: "Ora, incomodar o amigaço cearense, e ao mesmo tempo admitirmos que não tem home no RS, não mesmo, a gente tem vergonha, pô", disse Marquito Açafrão. 

E seguiram nesse tranco. Mandam um abração ao Newton, abraço que o povo desta palafita subscreve, abração.



Voltando à gatunagem de sempre, escolheram a obra do Amarildo.




Miss Leilinha não perdeu o bonde, com o J. Bosco. Como o artista, Leila entende que no Brasil é mais fácil os insetos seguirem devorando o povo.


A coluna A Charge do Dias leva esse título pelo seu idealizador, o mestre Adolfo Dias Savchenko, que um belo dia se mandou para a Argentina, onde vive muito bem. Sucedeu-o na coordenação a jovem Leila Ferro, filha do Terguino, quando os boêmios amarelaram na hora de assumir o encargo. Antes eram dois butecos, o Beco do Oitavo e o Botequim do Terguino, que.., bem..., se fundiram  no ano passado (veja AQUI), face a dívidas com o sistema agiotário. O novo bar manteve o nome de um dos butecos: por sorteio ficou Botequim do Terguino, agora propriedade dos ex-endividados António Portuga e Terguino Ferro.

jueves, 16 de mayo de 2013

Ladrões somos!, n'A Charge do Dias

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Recebemos a gravação, bem como as anotações de Jezebel, que nos enviaste, miss Leilinha, porém hoje estamos de pé trocado, talvez pelo probleminha com o Bruno, de modo que deixaremos para lá os diálogos dos amigos, mesmo porque gritar que os políticos são filhos da puta não é mais novidade neste blog (o povo da escuridão jamais saberá, falo dos que têm um neurônio, ou meio), como não é novidade a torcida para que morram. Eta diazinho hoje.

Os companheiros escolheram:

Sinfrônio.



Com o Paixão, com os empregados do Marim ditadura, sabe-se lá em que condições. 



Leilinha Ferro ficou com o Sr. Nani.



Y así pasan los dias.

A coluna A Charge do Dias leva esse título pelo seu idealizador, o mestre Adolfo Dias Savchenko, que um belo dia se mandou para a Argentina, onde vive muito bem. Sucedeu-o na coordenação a jovem Leila Ferro, filha do Terguino, quando os boêmios amarelaram na hora de assumir o encargo. Antes eram dois butecos, o Beco do Oitavo e o Botequim do Terguino, que.., bem..., se fundiram  no ano passado (veja AQUI), face a dívidas com o sistema agiotário. O novo bar manteve o nome de um dos butecos: por sorteio ficou Botequim do Terguino, agora propriedade dos ex-endividados António Portuga e Terguino Ferro.

Futebol é amor, amor que estragaram

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Enfim, cheguei em casa. Um luzeiro sem fim, os vizinhos presentes com suas famílias, uma invenção da Negra para juntar dinheiro para uma Fundação, pagando churrasco de picanha. Passa, a turma vai esclarecê-la. E os vizinhos deste barrio são honestos, pau-ferro, gosto deles.

Aqui na periferia me sinto como se estivesse em Rocha.

Mas o que me traz ao computador é o golaço de Román Riquelme, do qual antes não pude falar. De cinema, o gol da década? Na coragem e na catega, quem não arrisca não petisca.

Vi nas televisões de Brasil, na terça-feira, pela mão de um menino que passava de um canal a outro, os otários da rede Bandeirantes e os bundinhas de um canal fechado.

Paulistas, esses da Band, ainda bem que não vi um idiota do mato que não sabe nem falar e é ídolo daquele narrador velho e falso, deixa pra lá..., mas sofri muito com o imbecil comentando partidas, ao lado o animador de circo. Tudo ali é lixo, como os donos.

Para minha surpresa, apareceram, no conjunto, dois caras com mais de um neurônio. Exultei, enfim! Em cinquenta apareceram dois que disseram coisa com coisa. Milagre! Até então eu achava que todos os empregados dessas bostas eram parentes do dono, ou malucos lá colocados pela força do povo da escuridão, leia-se a torcida que ganha 2 mil por mês que vai dar a bunda para analfas, gladiadores de sei lá o quê, que ganham 1 milhão, nem no tempo das arenas antes de Cristo, de se matar na espada, a massa era tão burra assim.

Falar nisso, outro dia João da Noite falou que é uma santa ingenuidade imaginar que os múmios darão boas escolas para todos. Isso significaria a sua completa derrocada ao cabo de 30 anos, se tanto. A minha surpresa não foi ele dizer que eles não farão isso jamais, escola e professor que se fodam, os filhos deles estudam em particulares, depois em universidades norte-americanas, para nos trazer os valores do invasor e dono de tudo, em preparativos para governar nosso Brasil, seguindo à risca o que Aristóteles apregoava há 2.300 anos. Não, isso eu sabia. O que me surpreendeu foi a "ingenuidade", me pegou, caí de costas: como tenho sido ingênuo. Passar horrores nesta vida, talvez não tanto quanto os humanos da escuridão, de nada me serviu, pois sou ingênuo. Um Jesus Cristo de araque, pois nem Jesus foi ingênuo assim. Custe o que custar, eles precisam do povo da escuridão, jamais permitirão que saiam do escuro, e há ingênuos que sonham com a fuga dessa perversa prisão. Perversa é pouco, uma ignomínia que joga culpa em cada pensante. Em cada covarde. Em cada um que pensa em amealhar, sabendo que a riqueza desmedida, ou qualquer riqueza, só se constrói à custa de animais humanos de carga.

Sou um ingênuo. E deixei-me levar por uns analfabetos, que mentiam boas intenções e hoje são ricos de dinheiros. Coitados. Era ingênuo, até anteontem. Abraço, Juan de la Nochecita, hermano mio.

Ã..., voltando. O cara da Bandeirantes é um careca, por opção, suponho, posto que um homem novo, ex-goleiro do Corinthians, que defendia no programa o arqueiro do Palmeiras que tomou um frango daqueles no jogo em que o Verdão foi eliminado da Libertadores de America. Tinha um desvairado atacando o guarda-metas do Palmeiras com uma fúria incontrolável, deve ser parente do dono, pois só viu bola no cinema. Dez a zero para o careca, um sujeito com ar simpático, amigão, pois matou a pau: só toma frangaço, em primeira divisão, um grande goleiro. Eu era menino e vi o Manga tomar o maior frango da história, na sua estréia no Internacional de Porto Alegre, contra o Vasco da Gama, no Rio. O meia Zanata bateu lá do meio do campo, ela veio chorando, Manga abaixou-se para pegá-la, já mirando os companheiros na escolha para quem a daria em contra-ataque, e... plift, escorreu das mãos, Manga teve um sobressalto e inutilmente tentou recuperá-la. Uma vergonha, o Rio Grande do Sul emudeceu. E era jogo importante, semifinal de algo. Na sua estréia no Inter, estréia do maior goleiro do mundo, dos que vi, que a seguir encheu o Beira Rio e o sul do mundo de glórias, com Figueroa e todos daquele timaço.

O outro, do canal fechado, disse que sentia um cheiro ruim no ar, em relação à partida Corinthians x Boca Juniors. Quase o mataram, os parentes do dono. Ele baixou o tom, tal a pressão dos seus colegas - que Deus me perdoe -, mas pelas suas feições sentia um fedor daqueles. Matou: eu aspirava esse cheiro desde Buenos Aires. O nome do analista é Helena, Ari ou Alberto. Basta o cara ter um neurônio e meio para temer a camisa do Boca, com Riquelme no meio, em jogo decisivo. E aquele monte de idiotas lá papagaiando, pressionando o homem para que concordasse com eles, seja lá as bobagens que estivessem dizendo. O Helena se manteve firme. Era um fedor danado, que bom, para o Boca, que os paulistas não o sentiram.

Um nojo ouvir essa gente, chegou um momento em que pedi ao guri para trocar para a TV Cultura, qualquer que fosse a programação de lá. Falar para o povo da escuridão dá nisso, precisam vender o estômago.

Nada disso eu queria falar. Queria dizer o seguinte: os múmios começaram a cair em si, que isso de transportar futebol de salão para o gramado é uma fria. Passa para o lado, devolve, ao outro lado, devolve, passa para o zagueiro de área, de novo ao meia ou lateral, atrasa novamente... estourou o saco de todo mundo. Feito matilha de loba puta, ou pior, hienas, esperando o erro da vítima, e pagando milhões para uns merdas que só tem preparo físico, muitos com auxílio de ponta de agulha. 

Autômatos, que entram em campo a berros de auto-ajuda vinda do vestiário. Acabou.

Há que se ter amor. Há que se ir para cima, com fé no taco, mesmo se abrindo um pouco lá atrás.

Covardia é para matilhas rondando presa. Os que viram isso estão se dando bem. Barça naufragou com Messi e tudo por quê?

Porque as supostas ovelhas se deram conta da covardia dos lobos, ou hienas, ricos. Ainda estamos no comecinho desse processo. Quem viver, verá.

Aproveito para informar à nação a minha defesa predileta: no gol, Peixoto. Depois Jardo, Bife, Zanchi e Tailor. A meia cancha fica para outro dia. 

Simples assim, salão não combina com grama. Só falta coragem para muitos que se submetem. Na arena, como na vida, nessa politicagem que vemos, antros de hienas riquíssimos... é tudo igual.

Hoje o Grêmio entrará em campo em Bogotá com esse problema. Se deixassem seu riquíssimo técnico trancado e amordaçado no vestiário, e dissessem ao meia esquerda, aquele moço mais velho da turma, é contigo, jogue aí e empurre o pessoal, seria melhor.

Salve, Román.

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Eu e Frida e o Contralouco em crise

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Deu-se que Bruno Contralouco acordou o Portuga às 4:30 da manhã. Começou falando na Srta. Frida von Allenborn, e foi emendando assuntos, de repente falava na sua triste infância. Isso lá da calçada, quase ensopado pela chuva fina que descia sobre Porto Alegre. A vizinhança inteira ouvindo as lamúrias, a voz sentida. O Portuga se fazendo de dormindo, recém tinha deitado, depois de uma noite de muito movimento no bar. Aí o artista resolveu cantar Ninguém me Ama.

O velhinho do segundo andar acordou com a mulher lhe chacoalhando, tome uma providência, homem, isto são horas de conversaiada e choro na janela da gente, agora o maluco deu de cantar, ora onde já se viu. O velho sentou na cama e ouviu o final: "Vim pela noite tão longa de fracasso em fracasso, e hoje distante de tudo me resta o cansaço, cansaço da vida, cansaço de mim, velhice chegando, e eu chegando ao fim, Ninguém me ama, ninguém me quer...". 

E o Contralouco recuperou seus argumentos e seguiu, dizendo, no seu papo com o vizinho mais de cima, que "Cada parente, cada amigo, era um ladrão, me abandonaram e roubaram o que amei". 

Saindo da janela, o velho disse à sua esposa: na primeira quase me deu um troço, agora o moço só recitou um pedaço da última canção, deveria ter cantado, se ele começar a cantar eu juro que abro aquela garrafa de uísque que está há anos ali na sala, presente do teu filhinho filho da puta, e se você der um pio para atrapalhar o moço, um piozinho só, eu te dou uma porrada e desço chorar com ele.

O Portuga aguentou, aguentou, bêbedo triste é foda, há que se ter paciência, há que se demonstrar o carinho pelo amigo querido, mesmo a esta hora, desguampado... mas depois de meia hora escancarou a veneziana e foi direto:

- Muito béim, especial confrade Contra, já sabemus todus nu prédio, pourra de infância, pourra de mulheres, tudo burras ou interesséiras, ou as duas coisas, uma puxa a outra, te compreendo nuvamante, muito sufri tmbém. Mas o que é que queires mesmo? Entras, homem de Deus, comes e dormes aqui, Carmélia esquenta a comida. Estou a dormir com a família, ó gajo!

- Eu quero a chave do bar, ó portugalino sabido, não caiu a ficha? Vou pra lá agora. Tou estacionado aqui na frente, atire a chave aí pela janela mesmo, ou "queires" que eu derrube a porta do botequim, ó... gajo.

António Portuga jogou as chaves e em seguida pegou o telefone para soar o alarme, o Contralouco não estava bem, soube pelo seu jeitão lá na calçada, três andares abaixo.

O Contra se abaixou para pegar o molho de chaves na calçada quando caiu um CD, logo um cravo vermelho. Olhou para cima e viu que o CD era de um coroa do segundo andar, retribuiu instintivamente o gesto de saudação de carinho, olhou a capa do CD antes de enfiá-lo no bolso, Los Olimareños. A flor saiu do quarto andar, mas só viu os cabelos da ruiva de relance, tímida se retirando, talvez arrependida, naquela de o que ele vai pensar de mim. Não precisamos dizer que aquela flor salvou-lhe a vida: semente de esperança, "Vai que amanhã eu esteja enfiado nos lençóis da ruiva, que ela seja alegre, sincera, goste de música de qualidade...", bem, pensamentos de boêmio quando se sente iluminado, até bonito por uma palavra boa, sem galinhagem ainda, bah, tou com barba de três dias, será que ela..., não tomei banho, e se intimida mas voa ouvindo um voz doce que não veio, venha tomar banho comigo, Bruno..., vou fazer comida, você deve estar com fome... os trilhões de leitores, dois, cada um vale um trilhão, de mente fértil, podem imaginar o restante, uuui.

Claro que logo caiu em si, ensopado de chuva, a janela do quarto andar fechada. Na mão direita o cravo de rosa, no bolso o CD dos Olimareños, a testemunharem que não foi um sonho, não estou louco. Na esquerda as chaves do botequim. Saiu dançando sob chuva, cantando "Louco, pelas ruas ele andava...".

Wilson Schu, sabedor do carinho que temos pelo Contra, repassou-me imediatamente a advertência, a recebi no saguão do aeroporto. Olhei para Mariana de Rosário e disse a ela, querendo fazer graça, o Contra sempre é uma graça: "Não puderei ir, ó gaja, surgiu um imprevisto de amore, vai indo, as negras te esperam em Montevideo". Um parto, derrubou o casaco de pele de médico (outro dia esfolamos um) no saguão, churando, aí, Salito, não me abndones, náo me deixes só..., fiasquenta, imitando a mim que imitava o Portuga. 

A sério, depois: Mariana achou que eu poderia estar a correr perigo e empacou, querendo saber o quê e onde. Alguém aí conhece Mariana de Rosário, a índia da Serra do Caverá? Não recomendo. Mulher é foda, haja paciência. Consegui sair às seis da manhã, quase que ela me perde o teco-teco, de raiva rasgou a pele do médico e jogou no lixo. Melhor pular esta parte.

Entramos no botequim, Schu e eu, às 8 da manhã. Kafil M'Oba e Miquirina Segundo ficaram no carro. O bar já estava cheio, o próprio portugalino chegou às 7:30 h. Um frio comendo, Porto Alegre em dia de inverno no outono.

Aquele monte de mesas no centro do bar, pela ordem de visão com Silvana Maresia, Aristarco de Serraria, Lorildo de Guajuviras, Jezebel do Cpers, Carlinhos Adeva, Gustavo Moscão, Jussara do Moscão, Tigran Gdanski, Clóvis Baixo, Janjão, Zilá, Nicolau Gaiola, Walter Schiru e Marquito Açafrão. Chegando logo atrás de nós, Alex Sociológico, o jovem doutor argentino. Alguns ainda estavam a caminho, Jucão da Maresia teve um rolo e os outros sei lá. João da Noite voltou para o fundão depois do Espinilho, em Palmeira das Missões. 

O Contralouco na ponta da mesa de lá, abaixado escrevendo, sôfrego, alguma coisa no seu caderninho negro, à sua frente um copão de dyabla verde pela metade.

Cumprimentei, Oi amigo Bruno. Nem me ouviu. Puxamos cadeiras e sentamos. Dali a pouco ele ergueu a cabeça devagar, e me olhou espantado, dizendo num sussurro:

- Salito, é tu mesmo? -, e me estendeu a mão, quase esmagou a minha. E tornou a se debruçar sobre o caderninho.

Entra a alemânica Mareu do Mato e exclama: - Quero parceria para jogar sinuca! 

Carlinhos Adeva e Silvana Maresia topam, se levantando, enquanto Aristarco com os olhos diz a todos para relaxarem, deixem o louco quieto. Schiru bota música. 

A quem passa parece um dia como outro qualquer. Talvez seja.

Os homens tomam dyabla verde, elas vermute com uísque. Brotam assuntos, vão-se avolumando, a raça do Inter que venceu, o Grêmio que vai à luta logo à noite, os salários de 500 mil dos falsos atletas, metade para o bolso dos dirigentes, eta exagero mas vá saber, aquela música liiiiiindaaa com a amada Mariana Aydar... 

Eu, para contrariar, pedi um rabo-de-galo ao Portuga, dia ruim merece bebida ruim.

Repentinamente o Contralouco pára de escrever, levanta a cabeça e cheira o ambiente com volúpia. Não fosse o rosto e os olhos raivosos o som seria do fauno ao perceber a ninfa.

Deu um pulo e saiu disparado porta afora, gritando "Eles vieram, vou matar eles". Vai sem sic, ó analfabeto ministro da deseducação do Brasil, tente São Paulo, a torcida da escuridão talvez te eleja, afinal é a escuridão que elege a todos, até porque o som é "vô matá eles". (Ops, entrei no clima do Bruno?)

Quem conhece o Bruno Contralouco sabe que ninguém deveria ousar sair atrás. Ninguém se mexeu. Olhando por mim, eu tinha Kafil e Miquirina Segundo cuidando lá fora, discretos. Com um gesto tranquilizei o pessoal. Os meus cuidam as minhas costas, pelo perigo do dono do Banco Itaú, o chefão que me persegue, e dos larápios do Banco do Brasil, aqui a responsabilidade é difusa, vamos ver; mas que, subsidiariamente, nessas horas olhavam por todos nós. No limite, cuidariam do Bruno.

O seu caderninho ficou aberto. Jezebel do Cpers, a super doutora das professoras do Rio Grande do Sul, o pegou e disse: "Quem está aqui ama o Bruno, hoje ele não está muito bem. Vou ler os seus riscos, invadir a sua privacidade, vou cometer um crime hediondo em voz alta, pois estou com medo por ele". E leu.

Na primeira página, uma letrinha de mulher:

"Não esqueça, Bruno, nunca fale mal dos teus inimigos, dos dinheiristas covardes que você odeia. Ao desabafar, critique aqueles a quem você ama ou amou e te decepcionaram, com o intuito de reconstruir. Nunca fale dos nazistas do DEM, do deputado gaúcho que propõe prisão para moços tristes sem horizonte que se drogam, nunca fale desses animais. Beijo. Aracelli."

Silêncio no bar.

Na página seguinte, letra dele: "Títulos para a coluna A Charge do Dias, do amigo Salito, não importa o conteúdo:

- A ... da Dilma. (evitamos a palavra chula)
- O cuzão do Lula (Seco, dizer que a merda sai pela boca).
- A hipocrisia do general Aloisio Mercadinho
- A superioridade moral que sucumbiu, Suplicy
- A Marta é dadeira mas não sabe chupar
- O sarcófago do Marco Aurélio Garcia
- JD, o brochão mão-fina
- As capadas do JD

Não esquecer:

- O peido do prefeito de Canoas (não citar o nome nem para insultar)
- Um cuspe chamado Arno
- Perguntar à frígida Marilena Chauí quem ela é, povão, filhinha de papai ou uma bosta ambulante
- Morrer
- Não esquecer de mandar e-mail para o querido amigo Román Riquelme.
- Não esquecer de desprezar o povo da escuridão, a torcida do Corinthians, e o cuzão do Lula esgoto pela boca.
- Entrar de sola no Ronaldão CBF analfa, símbolo da escuridão
- Botar uma bomba na Globo
- Estrangular o Topo Gigio dominical
- Morrer
- Morrer
- Morrer


Congelamento no bar. Aqui imaginamos que a flor não foi o suficiente para dar forças ao boêmio, logo foi tomado por pensamentinhos de sangue. Gustavo falou em procurar um médico. Alex Sociológico, na mesa ao lado, grudada, deitou-se de rir ao ouvir a sugestão. Depois disse: "O médico é ele, o Contralouco, não insulte assim o boêmio, isso passa, tá de fogo somente".

Em meia hora o Bruno retornou. Disse que estava cansado, precisava dormir. Os companheiros se certificaram de que foi para casa, ali perto, e de que se deitou.

No caminho para o aeroporto, para pegar o primeiro que tivesse, Miquirina e Kafil com os olhos sortearam quem me contaria. Sobrou para o Miquirina. O angolano respirou fundo e soltou:

- O Contra saiu cheirando o ar e lá na esquina encontrou o fedor que lhe incomodava. O sujeito o viu de longe, largou um livro sujo e avançou alucinado, de voadora, o Contra tirou o corpo. Veio de novo a la UFC, feito putinho de televisão, o Contra aparou o golpe no rosto. O marmanjo tinha uns cem quilos, enorme, de preto dos Jesus dos Últimos Dias. Durou dez minutos a peleia, pois o bandido puxou uma faca debaixo da roupa preta, o Contra se defendeu, dançava e batia, ele parece nervoso mas para certas coisas é calmo. O Kafil se segurou no auto para não ir lá, de faca também não.

- Relaxamos, Salito, quando o Contralouco saltou de lado e  pegou o elemento que se dizia pastor. A vinte metros deu para ouvir o créc da cabeça torcida. O bandido ganhou mesmo o Último Dia, duvido que com o aval de Jesus, foi é para o inferno, vai ver o que o espera.


Mandei um torpedo gelado para o Schu, no texto só o número: "49". Segundo fofocas saídas não se sabe de onde, até o mês passado o Contra só tinha, ahm, digamos, encaminhado 48 para o capeta, a maioria da universal$.

Tomara que eu consiga vôo para hoje, tomara que elas estejam bem. Tomara que o Bruno, durante o sono, nos seus pesadelos, esqueça os animais do Desaloja Satanás com que iludem aos que invadem estádios aos berros idolatrando outros coitados, adoraria que ele voltasse a sua atenção para os políticos do Partido do Robalo - PR, para começar. Bah, extensa lista, essa de partidos do mal.

Tomara que este avião não caia, hoje não. Tomara que me surja uma Frida solteira sem filhos, de casadas e viúvas estou por aqui. Tomara que ela seja corajosa. Tomara que eu encontre um amor. Tomara que aquele bar de Montevideo esteja aberto. 

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miércoles, 15 de mayo de 2013

Os chifres do Eike Maravilha, n'A Charge do Dias


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Segundo fomos informados pela Srta. Leila Ferro, desde ontem a intitulação da coluna A Charge do Dias está a cargo do boêmio Bruno Contralouco, que sucede à Aristarco de Serraria. Seja o que Deus quiser.

Os empinantes se apressaram em escolher as obras, hoje será um dia cheio. Antro de colorados, com grande alegria o bar de pronto elegeu a obra do Sinovaldo, vai para a Antologia, isto é, depois de emoldurada, vai para a parede do bar. O Gustavo Moscão, que vive tendo pesadelos com uma bomba atômica desviada da Coréia do Norte, e caindo lá, foi aos céus. Que gente. De todo modo, à noite haverá churrasco no botequim, amanhã todo mundo será Santa Fé no estádio El Campín de Bogotá, e Boca Juniors hoje em São Paulo. De tanto que secam, chegam a esquecer que o Inter joga hoje pela Copa Brasil.



Depois dedicaram-se aos fora-da-lei já condenados. Os boêmios querem porque querem vê-los trancafiados. Aristarco de Serraria torna a um assunto muito batido por João da Noite:

- Eu fundei, trabalhei de graça, gastei o que não tinha na construção do PT, para mudar o Brasil. Não para que uns  patifes se tornassem idênticos aos inimigos, enriquecessem e ficassem se achando o cara. Almas primárias, uns merdas daqueles, se achando... ladrões desgraçados... que nojo - e correu para o banheiro vomitar.

Ficaram com o Nani.



E com o Marco Jacobsen.






Miss Leilinha Ferro, a menina dos olhos dos boêmios, foi impiedosa: sem tirar um leve sorriso dos lábios, botou uma pilha na moçada. Depois esclareceu que é uma advertência, ciente de que os boêmios só vão ao médico em caso de acidente grave, se levados, pois se puderem caminhar vão se tratar em casa mesmo. Com o Zop.



A coluna A Charge do Dias leva esse título pelo seu idealizador, o mestre Adolfo Dias Savchenko, que um belo dia se mandou para a Argentina, onde vive muito bem. Sucedeu-o na coordenação a jovem Leila Ferro, filha do Terguino, quando os boêmios amarelaram na hora de assumir o encargo. Antes eram dois butecos, o Beco do Oitavo e o Botequim do Terguino, que.., bem..., se fundiram  no ano passado (veja AQUI), face a dívidas com o sistema agiotário. O novo bar manteve o nome de um dos butecos: por sorteio ficou Botequim do Terguino, agora propriedade dos ex-endividados António Portuga e Terguino Ferro.

martes, 14 de mayo de 2013