jueves, 26 de diciembre de 2013

Saudade - Mário Palmério abolerado

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Encontrei num portal que refere a Mário Palmério (AQUI) o seguinte:

No dia 10 de outubro de 1962, a convite do presidente Jango, Mário Palmério assumiu a embaixada do Brasil no Paraguai.

E já no ano seguinte, entre notícias de articulações de encontros de deputados com o governo paraguaio para tratar de políticas de intercâmbio comercial, eis que uma notinha na coluna de Carlos Swann, no jornal O Globo, registra o sucesso no Paraguai de um "long-play" de música popular cantada em espanhol, de inusitada autoria do embaixador brasileiro naquele país: Mário Palmério.

Era "Saudade”, uma guarânia terna, suave e sedutora, cuja composição é serpenteada de lendas que o embaixador fazia questão de ora confirmar, ora desmentir…

Na versão mais singela, contada em entrevistas na TV, Palmério dizia que alguém, um dia, lhe perguntara o que era saudade... e então, num suspiro triste de inspiração, compôs a guarânia, maneira única de traduzir para o castelhano o lirismo dessa palavra aconchegante que nos faz sofrer em doces devaneios...

As versões mais calientes falam de um boêmio Mário Palmério acompanhado por duas ou três muchachas desnudas enquanto dedilhava… entre um beijo e outro… si insistes en saber… ay… lo que és saudade… uma música para cada mulher… no digas no… antes que tú me digas primero… déjame hablarte… y confesar cuánto te quiero…

O fato é que Don Mário, como o chamou o amigo Mauro Santayana (clique no nome, pensador brasileiro ainda em plena atividade), foi também uma surpresa na música. Pianista de ouvido, deixou para a posteridade talvez as mais deliciosas guarânias que um brasileiro teve a audácia de compor.

Si insistes en saber lo que es saudade,
Tendrás que antes de todo conocer,
Sentir lo que es querer, lo que es ternura,
Tener por bien un puro amor, vivir!

Después comprenderás lo que es saudade
Después que hayas perdido aquel amor
Saudade es soledad, melancolia,
Es lejanía, es recordar, sufrir!

No Brasil, Antonio Marcos também a registrou.



Sei que foi gravada em ritmos cubanos, em Espanha como flamenco, em todo o mundo... Mas gosto mesmo é abolerada.



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miércoles, 25 de diciembre de 2013

Honrei meus pais e amei meus irmãos

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A história distorcida dos romanos, sobre aquele palestino abrasado de sol, transformou seu pai, José, num quase covardão. Só fugiu com Maria para salvar Jesus, seu nenê. De quebra, o chamaram de corno. Aquela de Maria dar para o anjo foi de arrasar, o Saramago e toda a civilização que mereça esse nome riem até hoje.

Não foi bem assim. O homem era bravo, amigo de todos, e muito sério, companheiro para sair de punhal também na defesa dos seus ideais de justiça. Muito bravo. Um homem.

Aliás, os mesmos romanos sujos, pela sua Igreja que hoje o argentino está tentando colocar nos trilhos, deram olhos azuis ao menino palestino, e uma pele de leite. Só rindo, naquele solão e com o sangue que carregava...

Transformaram-no num italianinho de Veneza, de Roma. Milano, talvez. Engole quem quer, além da massa de infelizes que engole qualquer coisa que os bandidos da Globo passam.

Eu vou pela D. Iracema, mãe do meu mano Pato e avó do Nenguirú, que dizia que "A fruita não cai longe do pé", pelo que vos afirmo, ó trilhões de leitores, que o pai dele era foda.

Quanto a cor, tinha todas dentro do coração, a cara e a carne pouco importa, Jesus era um homem superior, que nos legou a coragem de espalhar amor e de nos batermos contra toda e qualquer injustiça.

Um que seguiu seu exemplo é este formidável negro que vai abaixo, com Testamento de partideiro. É uma vergonha, neste país de nazistas, um homem como Candeia não ter tido assento nas cadeiras na Academia Brasileira de Letras, antro de uns que as compraram.






lunes, 23 de diciembre de 2013

Nossa história foi longo desejo

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Vejam como são as coisas, meus amigos. Eu aqui bem belo, tratando a todos com carinho e respeito, me preparando para um Natal de paz, e eis que venho de saber, pelos meus ouvidos na bela cidade litorânea de Itaguaí (RJ), colada à capital Rio de Janeiro, ao lado do bairro de Santa Cruz, que uns maus elementos andam espalhando por lá que sou meio-louco e bebo um pouco, entre outras calúnias que aqui não convém declinar.

A origem dos boatos já foi detectada: trata-se dos irmãos de uma senhora com quem tive, digamos, uma relação furiosamente sexualística ali por perto, em Mangaratiba, já na Costa Azul. Tenho culpa se os filhos adolescentes incomodavam à viúva, se a moça não era livre pelas suas memórias, as deles? Ora vão se catar, vai piorar, e estarei longe.

Miseráveis, não me fazem justiça. Ora “meio” e “um pouco”. Digam a verdade, sejam honestos: sou louco de atar e bebo muito! Agora, atirar em moleque, jamais.

Escapam-se por algum tempo, pois estou numa dureza dos infernos, sem grana para abastecer o jatinho (vai sonhando, Salazar), e a corvada em roda, senão hoje mesmo daria um pulinho até lá. Mas não perdem por esperar, podem ir tratando de se armar, hijos de mala madre. Precisarei em breve dar uma passada por lá mesmo, pois não demora talvez seja obrigado a assaltar a Casa da Moeda, em Santa Cruz, pois aqui a geladeira a cada dia esvazia mais, e de uísques tenho apenas 800 garrafas, não dá para nada.

Esclareço ao povo gaúcho, antes que queira tomar Itaguaí de assalto em minha defesa, que aquela é uma cidade maravilhosa, de um povo acolhedor, então essa meia-dúzia de vagabundos é nada perto dos seus mais de 130 mil habitantes. Deixem-os comigo.

Por fim, peço ao povo de Itaguaí: não liguem para o que dizem esses bandidos, logo terão o que merecem. Quanto àquela dama, sei que morre de saudades de umas artes que fizemos, mas ela que trate de me esquecer, pois na verdade é como dizia o poeta gaúcho Luiz Menezes: “Nossa história foi longo desejo, foi febre, foi beijo, mas não foi amor”.

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NE: Na ilustração, vista parcial de Mangaratiba. Dessa sim, sinto saudades, como de Itaguaí e sua selva fechada.
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viernes, 20 de diciembre de 2013

Banda Retrô Tatiana - ВИА Татьяна

O clássico standard jazz de Duke Ellington: It Don't Mean a Thing (If it Ain't Got that Swing), pelas sensacionais moças da Banda Retrô Tatiana, da Rússia, com a maravilhosa (por mim emendava um milhão de adoráveis adjetivos, mas sou muito suspeito, como fã da guria) Miriam Sekhon à frente.


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jueves, 19 de diciembre de 2013

Me abrazaría a tu ilusión, para llorar tu amor...

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Ao dar título à postagem fiquei entre a cruz e a espada. Uma parte do meu coração queria denominar Si yo pudiera como ayer, querer sin presentir, a outra parte foi mais veloz e lá está, mas o lado perdedor ficou aqui reclamando, eu junto, peito palpitando. Enfim, acho que agora, ao contar, contentei a ambos, meu coração encontrou-se consigo mesmo, torna-se novamente eu, tu, ele. Alguém, um, único, uno.


Volta e meia reúnem-se alguns "especialistas" e elaboram relações das cinquenta ou cem melhores músicas da década ou do século, idem para filmes, etc.

Bobagem, isso não existe, possivelmente estarão valorizando seus interesses diretos ou indiretos.

Falando de música, pode haver lista das mais tocadas em determinado período, ainda assim a depender do "gosto" de tais especialistas, do grupelho no poder, e se vai, muitas outras variáveis. 

Já vi empurrarem cada coisa (considerando o meu gosto) no distinto público, que passa a "gostar", abaixo de jabaculê, cem mil por mês para cada emissora de rádio tocar o dia inteiro de meia em meia hora. Cem mil para as médias, com as emissoras grandonas o preço muda. E a aparição na tevê, como é o processo, por que uns são convidados e outros não? Quem é o dono da gravadora, o mesmo que é o dono da tevê?

Que tal as dez sinfonias mais lindas? Aqui não tem jabá, mas é loucura, não é? Será que a Concertante 297 do Mozart e a Quinta do Mahler entrariam no rol dos "especialistas"?

Música é música, mesmo as julgadas de má qualidade por alguns tem lá seu público, que será tanto mais numeroso quanto a escola pública for uma droga, o sujeito nunca viu um violoncelo; oboé, então, é nome de cabrito. Trompa é aquilo de chamar boi no campo.

Bem, voltando ao tango. Qualquer relação que se faça nela estará presente o tango "Uno" (música de Mariano Mores e letra de Enrique Santos Discepolo), de 1943.

Hoje com Susana Rinaldi.




A obra que ilustra o texto é da artista plástica Patricia Vidour (Rosário, Santa Fe, ARG).
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Lupicínio, Roa Bastos e Alberto Marino: Venganza

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Vingança, o célebre samba-canção do grande porto-alegrense Lupicínio Rodrigues, aqui arreglado en tiempo de tango, vai com a letra em versão do famoso escritor paraguaio Augusto Roa Bastos, que, perseguido pela ditadura do seu país, exilou-se na Argentina em 1947. 

O cantor é Alberto Marino (Vicente Marinaro, Verona, Itália, 26/4/1920 ou 1923 - Buenos Aires, 21/6/1989), argentino desde a tenra idade, la voz de oro del tango, que celebrizou-se junto à orquesta del gordo Pichuco Troillo. 

A gravação de Venganza ocorreu logo após Alberto Marino desligar-se da orquestra de Aníbal Troillo, em 1947. No mesmo ano saiu a gravação, com orquestra típica. Como Linda Batista somente veio a gravar o samba em 1951, segundo Cravo Albin, parece que Alberto Marino obteve sucesso com a música do Lupicínio muito antes que os brasileiros, à exceção do Rio Grande do Sul, possivelmente, a conhecessem.


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lunes, 16 de diciembre de 2013

Grupo da morte, n'A Charge do Dias

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Os boêmios do Botequim do Terguino, como sabem os trilhões de leitores da coluna A Charge do Dias, são todos colorados. Bem, todos não, em 50 há uns 5 gremistas. Assim, não é de espantar a primeira obra escolhida na habitual votação. Ficaram com o Sinovaldo, do Jornal NH (RS).



Todos já dentro do copo, ficaram com a também hilária obra do Mário Alberto, do Lancenet.

  

Entretanto, Miss Leilinha Ferro, a coordenadora da coluna, na sua escolha a solas não quis nem saber de futebol. Com o Benett, da Gazeta do Povo (PR).



A coluna A Charge do Dias leva esse título pelo seu idealizador, o mestre Adolfo Dias Savchenko, que um belo dia se mandou para a Argentina, onde vive muito bem. Sucedeu-o na coordenação a jovem Leila Ferro, filha do Terguino, quando os boêmios amarelaram na hora de assumir o encargo. Antes eram dois butecos, o Beco do Oitavo e o Botequim do Terguino, que.., bem..., se fundiram  no ano passado (veja AQUI), face a dívidas com o sistema agiotário. O novo bar manteve o nome de um dos butecos: por sorteio ficou Botequim do Terguino, agora propriedade dos ex-endividados António Portuga e Terguino Ferro.
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A França e o Brasil, na esquina do futuro

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Por Mauro Santayana

A visita do primeiro-ministro francês ao Brasil, esta semana, é expressivo instantâneo das condições atuais da política internacional.

Por um lado, monsieur Hollande age como o representante de uma nação saudosa de um poder colonial nostálgico. A caminho do Brasil, esteve na capital da República Centro-Africana, onde foi visitar a força de intervenção francesa que está estacionada naquele país. Daqui, embarcou para a Guiana Francesa, uma das duas últimas possessões europeias em nosso continente.

Por outro lado, ele foi um dos numerosos chefes  de Estado europeus que — sem direito à palavra — teve que assistir à presidente Dilma Rousseff, três dias antes, discursar da tribuna de honra, ao lado de Obama, Ban Ki Moon, de Raúl Castro e do vice-presidente chinês, e do representante indiano, na cerimônia em homenagem ao presidente Nelson Mandela, no Soccer City Stadium, em Johannesburgo.

A França de De Gaulle e Mitterrand, que já lutou, no passado, por encontrar um caminho próprio para sua política externa, vê, hoje, junto com o resto da Europa, à emergência de  outro mundo, no qual o poder se desloca do antigo G-8 para o G-20, e para nações como as do Brics, que reúne o Brasil, a Índia, a China, a Rússia e a África do Sul.

Esse novo panorama geopolítico, de concorrência e desafio, leva os franceses a tentarem estabelecer alternativas de caráter econômico e diplomático, em um contexto que, no entanto, a médio e longo prazo, os obriga a aprofundar, inevitavelmente, seu comprometimento com a União Europeia e com a Aliança Atlântica, que liga a Europa aos Estados Unidos.

Ao visitar o Brasil, um ano depois da ida de Dilma Rousseff à França, Hollande veio, principalmente, fazer negócios. Em sua comitiva estavam vários executivos de empresas francesas instaladas no Brasil, além do CEO da Dassault, que tenta vender ao Brasil os aviões Raffale, no âmbito do Programa F-X.

Nos últimos anos os franceses têm feito excelentes negócios com o Brasil. Cobraram bilhões pela tecnologia de submarinos Scórpene já obsoletos, e pelo casco de nosso submarino atômico, sem transferir nenhum conhecimento sensível, do ponto de vista ofensivo ou nuclear, já que até mesmo o reator dessa nave terá que ser desenvolvido de forma independente pela Marinha. Suas empresas têm participado de vultosos contratos na área de energia e telecomunicações, que incluem turbinas hidrelétricas, o reator de Angra 3, o novo satélite que substituirá os antigos Brasilsats, privatizados e entregues, no final da década de 1990, a capitais estrangeiros.

Nada disso chega a representar, por mais boa vontade os franceses queiram mostrar — elogiando nosso baixo endividamento na Fiesp, ou declarando apoio à entrada do Brasil como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU — uma efetiva “parceria estratégica”.

Para a Europa ou os Estados Unidos, será sempre mais “estratégico” o vizinho do outro lado do Atlântico que qualquer país do Hemisfério Sul, a não ser que, um dia, o Brasil venha a se integrar à aliança ocidental, na mesma posição subalterna a que se habituaram a nos ver e manter no passado. Falar em “parceria estratégica”, a longo prazo, entre Brasil e França, portanto, é tão irreal como falar de “parceria estratégica” entre o Brasil e os EUA, ou o Brasil e a própria União Europeia.  Não podemos nos permitir agir com ingenuidade, em um mundo guiado mais pelas conveniências do que pela solidariedade.

Isso não quer dizer que o Brasil deva fechar as portas para ninguém. Se for interessante fazer um acordo comercial com a União Europeia, que o façamos. O mesmo vale para os Estados Unidos, ou acordos pontuais com a França e a Alemanha, como ocorre na ONU, agora, com a iniciativa sobre a internet.

Os russos, chineses, indianos, sul-africanos, que representam, a partir do Brics, nossa melhor alternativa de cooperação, neste novo século, nunca nos colonizaram. Suas empresas nunca monopolizaram nosso mercado. Eles nunca intervieram em nossa política interna ou nos consideraram uma espécie de quintal, como os EUA têm feito, historicamente.

Na nova ordem multilateral que se avizinha — com vários polos de poder ao invés de um — temos que agir orientados, sempre, pelos nossos interesses como nação, sabendo separar as alianças circunstanciais, de interesse mútuo, daquelas que podem efetivamente, mudar a história, e o futuro do povo brasileiro.
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sábado, 14 de diciembre de 2013

Em Copacabana

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Três da madrugada em Copacabana. Outono, eu de terno simples, camisa, gravata e paletó, no Rio são as roupas mais pesadas que uso, mesmo no inverno, onde sempre tomei banho de mar. O La Maison, antigo bar e restaurante da esquina da Santa Clara com Avenida Atlântica praticamente vazio. 

Lá dentro ninguém além dos funcionários. Na calçada apenas duas mesas ocupadas, uma com quatro caras, e eu sozinho em outra tomando um chope. Eles discutiam suas vidas, e eu fazia hora para pegar uma mineira às cinco num bar da Sá Ferreira, não fui pra lá porque não gostava do dono nem dos leões de chácara.

Copacabana é linda vazia, o frescor da madrugada pegando a gente, o som do mar, nada de ônibus passando, carro um que outro. Tirei o chapéu, botei na mesa de plástico e pedi outro chope, acendi um cigarro e fiquei também eu remoendo a minha vida, sozinho com meu coração. Estava nem feliz nem infeliz, mas com um bicho dentro reclamando de algo que eu não sabia o quê.

Na mesa dos caras as vozes se avolumaram. Prestei atenção. Três deles reclamavam do seu amigo homossexual por ligar tarde da noite, acordando as pessoas.

Aí o homem, da opção sexual diferente da dos seus amigos de infância, disse o seguinte:

- Se numa hora de horrível desespero, às cinco da manhã, eu não tiver para quem ligar, e se ligar me atenderão de má vontade, então nunca tive amigos!

Matou, por dentro fechei inteiro com o cara. Fez-se um silêncio na mesa, depois o mais velho disse me desculpa, tu tem razão. Os três encabularam pela covardia, mas reconheceram. Mudaram de assunto e seguiu o papo feliz. Amigos felizes.


Eu fiquei lá, mirando luzes amarelas do prédio lá adiante, absorto, bebendo e fumando, até a hora de encontrar a mulher, sem saber que bicho era o que me mordia.
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