(Fragmento de rascunhos do livro O CONVENTO)
O
próprio, o novo morador do Convento, que emocionado ouve La Puerta na voz de
Lucho, um dos reis dos boleros de antigamente. Pelo jeito ele também é
abolerado, então vou sugerir que a freiras, na Assembleia Geral onde escolherão
o nome do nenê, coloquem em votação o nome que indico: Lucho Gatico. Luchito,
para os de casa. Sete da
manhã e a noviça Ju Gemidinha me aparece à porta da sala do som, seminua.
Pensei "Lá vem incomodação", com ela é sempre assim. O verão foi um
inferno de desfiles das donas para lá e para cá com no máximo soutien e
calcinha, em geral só de calcinha, a Ju e outras calorentas abusadas sempre
peladas. Antes que dissesse algo eu lhe falei:- Anda botar
uma roupa, mulher, vai pegar uma gripe!
- Acordei
pra fazer xixi e no banheiro vi a tua postagem dizendo que quer que o gatinho
se chame Luchito. Eu quero "Abusado".
E se mandou
dormir de novo., a abusada Deu-me o que pensar: se a maioria escolher outro
nome vão sifu comigo. Ora, sou o "pai", eu que passei um trabalhão
para trazer o neném. Se decidirem algo diferente saio às escondidas, vou lá no
Cartório de Registro de Nascimentos de Gatos e boto o nome que eu quiser!
Mudando de saco para mala, conto outra. Eu era bem novinho, mui malito de vida. Mas esta foi boa, hoje todos riem da estória em que certa vez fui registrar uma filha, a sua mamãe queria o nome de Sofia, pois tinha visto um filme da história de Sofia, mas não me impôs, sugestão de moça como eu meio virgem no assunto. Sofia? Lindo nome. A nascitura tinha me dado um trabalhão, meninos e meninas, quase morri mas a salvei, nasceu viva e saudável. Fui lá, entrei na fila, peguei testemunhas ao acaso, negada que como eu com a boca nas orelhas ia registrar os seus, também assinei de testemunha de alguns que nunca tinha visto na vida, e voltei. Na certidão do cartório a minha filha se chamava Natividad, que em uma das acepções significa nascida viva.

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