martes, 21 de febrero de 2012

Pixinguinha, Lamentos

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O pessoal diz Lamentos, tínhamos como Lamento, quiçá pela letra que Vinícius de Moraes colocou no choro do Pixinguinha. Bem, não muda muito, nas mãos de artistas como o inesquecível Dino 7 Cordas.



Morena, tem pena
Mas ouve o meu lamento
Tento em vão te esquecer
Mas, ai, o meu tormento é tanto
Que eu vivo em prantos, sou tão infeliz
Não há coisa mais triste meu benzinho
Que esse chorinho que eu te fiz

Sozinho, morena
Você nem tem mais pena
Ai, meu bem, fiquei tão só
Tem dó, tem dó de mim
Porque eu estou triste assim por amor de você
Não há coisa mais linda neste mundo
Que o meu carinho por você


Morena, tem pena
Mas ouve o meu lamento
Tento em vão te esquecer
Mas, ai, o meu tormento é tanto
Que eu vivo em prantos, sou tão infeliz


Não há coisa mais triste meu benzinho
Que esse chorinho que eu te fiz
Sozinho, morena
Você nem tem mais pena
Ai, meu bem, fiquei tão só
Tem dó, tem dó de mim
Porque eu estou triste assim por amor de você
Não há coisa mais linda neste mundo
Que o meu carinho por você

lunes, 20 de febrero de 2012

Carnaval para inglês ver

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O amigo Juarez Lucas nos escreve a propósito de algo que leu no jornal. Um leitor fez os seguintes comentários, sobre o carnaval do Rio: Antes viam-se passistas dando verdadeiros espetáculos nas avenidas. Agora tudo o que se vê são pessoas que mal conseguem segurar fantasias pesadas e dão passos apenas para acompanhar o tempo das escolas. O Carnaval tornou-se um espetáculo para o turismo. Nem os blocos são mais espontâneos e, de fato, populares.

Acrescenta Juarez: "Sem dúvida o leitor tem toda a razão, mas está 'um pouco' atrasado neste assunto, pois isso vem de muitos anos. Só agora ele viu que o carnaval como manifestação popular autêntica não tem mais vez nesta sociedade que privilegia o 'espetaculoso', como item de mercado e consumo".

Pois é, por isso nós da palafita andamos muito aborrecidos com a Prefa de Porto Alegre, que está nem aí para o carnaval da Rua da República, este sim verdadeira manifestação popular. Uma ajudinha de meia dúzia de vinténs, alguns banheiros públicos... Nada. O Prefeito Miudinho nem dá as caras. Como Salito disse outro dia: esperem só, nos encontraremos nas urnas.


Juarez Lucas aproveita e envia algumas marchinhas, que agora inundam a palafita nesta linda noite de verão.
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Servi um uisquinho e acabei achando o Seu Jorge na maior festa:

A Espanha e o princípio da reciprocidade

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Quando lemos a notícia sobre a reciprocidade que o Brasil passa a conceder à Espanha, que já vem tarde, ficamos com a certeza de que o pensador Mauro Santayana logo trataria do assunto. E tratou, abaixo. Já tivemos um ente querido retido pelos brutamontes de Barajas.

Como Salito conhece muitas pessoas neste mundo, através dele, com muita dificuldade, na ocasião consegui trocar algumas palavras com o milico responsável pelo aeroporto. Diante da inutilidade de argumentos, Salito pegou o telefone e perguntou o nome do policial, pois gostaria de ter com ele uma amistosa conversinha num futuro próximo. A resposta foi: "No tengo nombre". Deve ter sido alguém desse naipe que chegou ao ponto de agredir com um soco na boca ao violonista e compositor Guinga, em 2009.



A Espanha e o princípio da reciprocidade

Por Mauro Santayana

Se, conforme o personagem de Guimarães Rosa, cada um de nós tem os seus seis meses, com as sociedades nacionais ocorre a mesma coisa. Em tempos recentes, e as causas são conhecidas, o Brasil passou por momentos amargos, e centenas de milhares de brasileiros se dispersaram pelo mundo — do Japão à Irlanda, de Portugal ao Canadá. Era a diáspora econômica, depois da diáspora política dos anos de chumbo.

Uma onda de xenofobia nos atingiu, principalmente na Península Ibérica. Em Portugal, país de que jamais poderíamos esperar uma atitude dessas, fomos rechaçados como leprosos morais. Foi necessária uma combinação diplomática hábil, entre firmeza e paciência, conduzida, nos momentos mais agudos, pelo embaixador José Aparecido de Oliveira, que contou com as personalidades políticas mais responsáveis daquele país — entre elas e, em primeiro lugar, Mário Soares — a fim de que o repúdio aos brasileiros se amenizasse.

Dos espanhóis, a quem não nos ligavam os mesmos sentimentos afetivos, recebemos tratamento igual, mas que não nos doeu, naquele momento, tanto quanto o daqueles de quem herdamos a língua e a nossa forma de sentir o mundo.

Na época, muitos brasileiros se lembraram, menos como cobrança histórica mas com perplexidade, da acolhida que o nosso país sempre deu aos europeus, nas épocas de crise, principalmente aos portugueses, mesmo tendo sofrido, como havíamos sofrido, a brutalidade do colonialismo. Em toda a Europa, a situação foi semelhante. Registremos, com justiça, que — mesmo com o rigor de suas leis a respeito do assunto — nos Estados Unidos, no Japão e no Canadá os brasileiros não foram vistos com o mesmo desprezo que sofríamos na Europa.

Os ventos históricos movem as nossas velas, neste momento. As circunstâncias internas e externas, aproveitadas com inteligência pelo governo e pela sociedade brasileira, nos permitiram, até agora, fazer frente à crise internacional, e assegurar relativo crescimento ao país. Os que têm bom-senso se esquivam de considerar essa situação como adquirida para sempre. Também contraria a nossa índole transformar os êxitos atuais em manifestações grosseiras de desforra. As lições da História não podem ser desprezadas.

Todos os povos são iguais. O sentimento de patriotismo é positivo, mas não ser exercido na xenofobia, no chauvinismo, no preconceito étnico. A nossa diplomacia sempre tratou com cautela o problema dos brasileiros no exterior. Por um lado, em alguns governos, como os de Fernando Collor e de Fernando Henrique, fomos conduzidos pelo complexo de inferioridade, e tentávamos entrar no convívio dos países maiores — como fazem os servidores contratados para as festas — pelas portas dos fundos.

Pelo outro, temíamos, ao tratar de tema tão delicado, que o nosso endurecimento pudesse provocar situações ainda mais difíceis aos nossos compatriotas no exterior. Depois que o Tratado de Schengen foi alterado pelos acordos de Lisboa, de 2007, a situação dos chamados extracomunitários na Europa se tornou ainda mais dramática. A Espanha, Portugal e a Itália exacerbaram o controle da entrada, em suas fronteiras, dos visitantes latino-americanos em geral — e dos brasileiros, em particular.

E convém registrar: o Aeroporto de Barajas, em Madri, destacou-se na brutalidade em reter os turistas brasileiros em suas instalações, principalmente os mais jovens, antes de devolvê-los, sob o látego da humilhação. Muitos eram algemados, e assim mantidos nas dependências policiais, sem comer nem beber. Ao mesmo jejum eram submetidas as crianças retidas.

Em 2007, mais de 3 mil brasileiros já haviam sido repatriados dos aeroportos espanhóis, com um prejuízo, só em passagens, de mais de 6 milhões de dólares. Em 2008, foram 2.196. Em 2009, 1.714. Em setembro de 2010, ocorreu a segunda Reunião Consular de Alto Nível entre os dois países, mas nada mudou. Naquele ano foram expulsos mais 1.695 brasileiros.

O governo atual, que procura solucionar problemas antigos, entre eles, os da corrupção no Estado, decidiu reexaminar a questão. O Itamaraty vinha tentando, com a paciência tradicional da Casa, resolver o problema com as autoridades espanholas, sem qualquer êxito. Reuniões se fizeram em Madri e foram feitas promessas, nunca cumpridas.

Diante de tudo isso, a Chancelaria decidiu exercer, na defesa de nossos compatriotas, o direito e o dever da reciprocidade. A partir de 2 de abril, os espanhóis que vierem ao Brasil deverão cumprir as mesmas exigências que as autoridades espanholas exigem dos visitantes brasileiros. Nenhuma a mais, nenhuma a menos.

Em consequência, um movimento de ódio, insuflado pela extrema-direita espanhola, ocupou a internet, com insultos chulos contra o povo brasileiro. Voltaram aos estereótipos: todo jovem brasileiro que chega a Madri é um travesti; toda jovem, uma prostituta. Travestis e prostitutas existem em todas as sociedades, e se essas pessoas mudam de país é porque encontram em seu destino mercado para as suas atividades.

E há mais: as organizações internacionais humanitárias denunciam essa mobilização como tráfico internacional da escravidão branca. Moças e rapazes são seduzidos com falsos contratos de trabalho, ou sob enganosas promessas de casamento, para serem submetidos ao cárcere privado, em prostíbulos.

Em princípio, qualquer Estado soberano tem o direito de fechar suas fronteiras a qualquer estrangeiro, negando-lhe a entrada, sem explicar sua atitude. Mas é da boa norma, nas relações internacionais, que trate com dignidade o recusado, favorecendo seu contato com as autoridades consulares de seu país, se as houver, e de prestar-lhe a assistência recomendada nas circunstâncias, como alimentá-lo e dar-lhe alojamento decente, enquanto durar a custódia. Não era o que ocorria aos brasileiros em Madri.

Temos sido muito complacentes — em nome dos interesses dos negócios do turismo — com os estrangeiros. Em certo momento, e já no governo Lula, o ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia, propôs que revogássemos, unilateralmente, a exigência de vistos de turismo para os cidadãos norte-americanos. Felizmente, prevaleceu, na ocasião, o bom-senso e a ponderação do Itamaraty de que não devíamos fazê-lo. Agora, o mesmo complexo de inferioridade se manifesta.

Em programa de televisão, certa senhora de São Paulo, apresentada como analista de não sabemos bem o quê, criticou a posição brasileira. Somos humilhados e ofendidos pelos espanhóis e devemos, conforme essa senhora, tratá-los com o pão, o sal e as flores da velha hospitalidade. Não só devemos oferecer a outra face aos que nos estapeiam mas, também, beijar as mãos agressoras.

Vamos receber, com o devido respeito, a partir do segundo dia de abril, todos os espanhóis que chegarem às nossas fronteiras, marítimas, aéreas e terrestres, munidos da mesma documentação que nos exigem em seu país, e submetê-los aos mesmos trâmites imigratórios, mas sem nenhum arranhão aos direitos humanos.

O povo de Cervantes e de Picasso, de Goya e de Lorca, é muito maior do que a facção dos Torquemadas e Francos, e merece o nosso respeito. Mas, até mesmo para que deem valor à nossa acolhida, os espanhóis honrados sabem que devem cumprir as mesmas normas que cumprimos quando visitamos o seu país. Não merece respeito o povo que não respeita os outros povos, nem lhes exige, em troca, o mesmo comportamento.

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A Charge do Dias - Esperando a Gorda

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Os boêmios ontem deram uma sossegadinha, isto é, não foram tão longe nos festejos. Na verdade estão se guardando para a Terça Gorda, os malandros, não querem chegar lá aos pedaços, perdendo o melhor da festa. Pela manhã beberam muito suco de melão, claro, com uma batizadinha depois das dez.

O Beco do Oitavo escolheu a obra do Fernandes, do Diário do ABC.




O Botequim do Terguino fechou com o Dum, do Hoje em Dia (Belo Horizonte). Só dá Dum!




A senhorita Leila Ferro escolheu o Amorim, do Correio do Povo (Porto Alegre, RS).



E eu, Juanito de la Noche, novamente abuso da sorte e meto a minha colher. Pego o Humberto, do Jornal do Commercio (Recife, PE).


Luiz Melodia e Torquato Neto

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Outro dia Salito escreveu algo sobre Torquato Neto. Muito tristes as palavras, chorei e aprendi algumas coisas desta vida, que não dá pra explicar. 

Posteriormente Sala reconheceu, sem ninguém tocar no assunto, que foi rigoroso demais em alguns aspectos, que ninguém tinha o direito de questionar coisa que não sabe. Disse que não ia mexer no texto para deixar a prova da sua burrice, tinha bebido demais, estava ferido. Parece que foi uma palavra ou duas apenas, ou parágrafos, colocados a mais. Li e entendi. Deixa assim, Salito, fiz o registro, não brigue comigo.

Torquato foi parceiro do Luiz Melodia. É aquilo, se me permitem o jargão do sul, que poucos entendem: Deus cria, o diabo espalha, e eles por si se encontram.



Luiz Melodia: Estácio, Holly Estácio

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Falo de cadeira: se alguém é unanimidade na palafita, esse alguém se chama Luiz Melodia (Luís Carlos dos Santos, 7/1/1951, Rio de Janeiro, RJ). O menino do seu Oswaldo Melodia não existe, por tudo, é difícil descrever. Um artista que transmite luzeiro multicolor do espaço infinito, cores em frases, na voz, é de outra dimensão.

Na palafita tem negada (a maioria), brancaiada, alemoada, gostos diversos, múltiplas nacionalidades, mas... quando num sábado à noite caem no prato certos vinis, um em especial, pára tudo. As negas e alemoas da cozinha, os sentinelas - estes se policiam para não tirarem os olhos da estrada, voltando-os para o azul-marinho do céu -, é uma concentração total. Suave é a noite, ai que bonita é a vida, que bonito é o amor. Por vezes nem tanto, mas passa. E quando chove, então...

Carlito Yanés (será preocupação?, falo tanto dele hoje, mas Salito deve estar monitorando o príncipe) puxa o chapéu até o nariz quando Luiz começa com: "Fui internado ontem, na cabine 103...".

Vive-se, corações batendo junto com o do Luiz, lá no Rio de Janeiro ou onde quer que esteja. Seus shows são assim.

Salve, Luiz Melodia!





Nana Caymmi: Sinceridad

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Falei na postagem Cuando Calienta el Sol en Masachapa, fui olhar, e vi que lá Salito referiu ao bolero Sinceridad, do fantástico nicaraguense Rafael Gastón Pérez. Isso tinha me passado.

Fui furungar no youtube, e... pega essa, Salitito, com uma baiana, ela, ninguém menos que a doida, maravilhosa... Nana!

Ao final, recordei Carlito Yanés, em algum lugar de San Pablo pensando em Ju Betsabé... E lembrei dela, a briguenta, em Santa Catarina, quase doida sem saber onde ele andou e anda por todo esse tempo. Bem, por nada, por nada.

No tardes mucho por favor,
que la vida es de minutos nada más;
y la esperanza de los dos,
es la sinceridad


Postagens mais acessadas do Ainda Espantado

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Mas bah, tchê, tá bom mesmo este uísque! Aproveitando que estou de dono do campinho, em confiança de Salitito, acho que vou botar umas músicas no blog, respeitando as regras, isto é, o gosto aqui predominante. Até porque, eca, sertanojos e americalixos não é comigo.

A garrafinha de uísque acabou, passo para umas cervejinhas. Uma das haitianas, filha do Aristide Neptune (ele foi com Salito), a Nadine, me traz copa em fatias e tomates verdes cortados, só com sal. Não quero mais nada!

Mas antes de música resolvo atualizar os trilhões de leitores sobre as postagens mais acessadas. Claro, tiro o par de números representativo do milhar, como fez Salito certa vez, por uma questão de pudor ou sei lá. Por mim não tiraria, isso é coisa dele, paciência.

Já que estou metendo o bedelho... coisa mais estranha, gosto de todas, mas só uma das minhas postagens prediletas-prediletas-mesmo consta entre as primeiras dez (a quinta, A Rede...). Tem outra, Cuando Calienta el Sol, que não está nem entre as vinte. Nesta, uma história sensacional de interesse de músicos e pesquisadores, e uma cantante... norte-americana.

O Locutor está em 16º, mas esse é para maiores de 90 anos.

É a voz do povo e dos amigos.

A praia do Hans

11/01/2011, 5 comentários 744 Visualizações de página

Elizeth, Waly, Jards, Luiz Melô...

07/05/2011 595 Visualizações de página

O Lado Negro

09/07/2011, 1 comentário 578 Visualizações de página

O Código Florestal, uma bundona e um bundão

25/05/2011, 2 comentários 491 Visualizações de página

A Rede Subterrânea

09/07/2011, 1 comentário 382 Visualizações de página

A Charge do Dias - De Aroeira

27/08/2011 342 Visualizações de página

Refresco com Marisa Monte

15/10/2010 264 Visualizações de página

Charlie Chaplin

15/04/2011, 2 comentários 184 Visualizações de página

Banda DK na Rua do Perdão

05/03/2011, 4 comentários 168 Visualizações de página

A Diva de Salvador Dali

11/12/2010 151 Visualizações de página


































Domingo de Carnaval n'A Charge do Dias

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Os chargistas brasileiros hoje, que já é ontem, entraram firme no Carnaval. Só a companheira Dilminha terá muito o que guardar de recordação. Quando estiver aposentada da presidência da república, o que deverá ocorrer lá pelo final de 2019, vai se divertir muito folheando as obras dos artistas do traço e do pensamento. Falamos em 2019 porque torcemos para que neste primeiro mandato ela consiga se desvencilhar da herança maldita, mantendo, ainda assim, uma composição de apoio razoável. Missão impossível, mas, quem sabe... Os que vivermos, veremos.

Aqui quem vos fala é João da Noite, instalado no subsolo da palafita, com um uisquinho de 12 anos pela metade. A última notícia que temos de Salito é que estava de churrasco e tomando todas no verano de los hermanos, em Córdoba (AR), para onde se mandou, com Dolores e alguns habitantes da palafita, em visita a Adolfo Dias Savchenko, o inesquecível sábio criador desta seção. Salito firmou com Mr. F. Febraban pacto de não agressão no carnaval, mas, pelo sim, pelo não, os 12 companheiros guarda-espaldas que o acompanharam são, digamos, homens experientes. Pela mesma razão falei Córdoba, mas estão mesmo é em San Luís, ou Rosario, ou Buenos Aires... eu, hein?

Mas se os artistas vieram a mil, o que dizer dos boêmios, mamma mia... A coordenadora da coluna, miss Leila Ferro, ficou até às 18 h catando o que sobrou dos foliões pelas vielas da Cidade Baixa. Conseguiu o quorum mínimo a muito custo. Facilidade só teve com Lúcio Peregrino: Leiloca chegou às 14 h (horário de abertura especial de carnaval) para abrir o Botequim do Terguino e o encontrou em mesa na frente do bar. Com o bar fechado, o maluco comprou uma mesa e quatro cadeiras sabe-se onde, e se instalou com três morenas, bem belo, com um bruto isopor cheio de cervejas trazido da Rua da Olaria. O Contralouco lhe deixou um aparelho de som com uma pilha de CDs do Zeca Pagodinho e foi dormir. Ele lá, fantasiado de mandioca (os amigos já sabem que a fantasia é só a mandioca atada pela cintura, né), dançando com as morenas na calçada, de copo na mão, quando Leila chegou.

Já Gustavo Moscão foi para casa às seis da manhã em estado lastimável, e esqueceu a mulher dormindo no banheiro do Bar do Marinho, e o Marinho fechou... Ao meio-dia o Moscão acordou e teve um chilique, me ligou apavorado: "Me ajude, perdi a Jussara!".

Bem, com o quorum mínimo de 18 pinguços, em assembleia conjunta, eles iniciaram os debates. Claro, até "abrirem os trabalhos", e prosseguirem abrindo até firmarem a mão, lá se iam 21 horas, já com quorum de 25. Aí reclamaram da alta complexidade, um número excessivo de obras para examinarem, uma melhor que a outra, pois, como já dissemos, hoje os artistas vieram a milhão, de todos os quadrantes do Brasil.

Leiloca os atazanando, o que só piorava a situação, pois queria ir para o baile, estava pronta, lindíssima. Hummm..., algum encontro, Leiloquinha? Nicolau Gaiola observou que ela iria fantasiada de piranha, pra quê! Aí ele explicou que era por causa daquela coisinha prendendo os cabelos. Faltando dois minutos para a meia-noite, ela conseguiu enviar o resultado. Taí o motivo por que A Charge do Dias de domingo é postada nesta madrugada de segunda-feira.

Pelo Beco do Oitavo, veio esta preciosidade do Duke, no Super Notícia (Belo Horizonte, MG). Esses mineiros...






Os desgarrados do Botequim do Terguino fecharam com o Dum, do Hoje em Dia (Belo Horizonte, MG). Esses mineiros...




Leiloca Ferro às 17 h já estava com a escolha feita. Politizada, a guria, ainda por cima. Ler jornal faz um bem danado, e um mal ainda maior, mas é preciso, daí que Salito a advertiu direitinho, para não permitir que a raiva entre na alma. Ela abraçou ao mestre Aroeira, de O Dia (Rio de Janeiro, RJ).




Com o chefe em viagem, Juanito de la Noche toma mais uma tripla deste uisquinho (céus, como está bom, estou levinho, levinho), e quebra as regras, afinal é carnaval, ora bolas.  E vai a escolha deste intrometido e pouco modesto escriba: Marco Aurélio, de Zero Hora (Porto Alegre, RS). Esses gaúchos...




E assim passam os carnavais.
João.

domingo, 19 de febrero de 2012

Almirante

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O espetacular Almirante (Henrique Foréis Domingues, 19/2/1908 - 22/12/1980, Rio de Janeiro, RJ), compositor, cantor e tudo, aqui com o estrondoso sucesso do carnaval de 1938, autoria de seus amigos João de Barro e Alberto Ribeiro. Vovó se lembra, mamãe também. E eu!

Mirem a criatividade do João de Barro e do Alberto Ribeiro, que hoje não faz eco, salvo com vulgaridades que nem cabe comentar: "Banana, menina, tem vitamina, banana engorda e faz crescer...".  Como eram inocentes os nossos antecessores... uns diabinhos, com categoria, de tesão e bom-humor!