domingo, 20 de noviembre de 2011

Como é difícil, Dilma!, n'A charge do Dias

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Hoje o pessoal mandou cedo. A estas horas estão embarcados no catamarã para Guaíba, algo de muito bom encontraram do outro lado do rio.

É difícil, mas, como os artistas, não vamos parar enquanto a D. Dilma não tomar uma providência. Aliás, consta que uma das primeiras tarefas matinais da presidente é correr a este blog ver como anda a temperatura. Alta, madame, anda alta.

O Botequim do Terguino ficou com o Clayton, de O Povo (Fortaleza, CE).





Adolfo veio de Bruno, do Valeparaibano (São José dos Campos, SP).



O Beco do Oitavo abraçou o Elvis, do Amazonas em Tempo (Manaus, AM).



Por fim, tantos foram os pedidos (4.544), já corado pela impertinência, abaixo vai a foto sugerida por João da Noite ontem, de a gente tomando pisco num bar do Centro de Santiago (Chile), sob forte vento. As changas de Antofagasta ficaram de fora, para não colocá-las em perigo. Não há razão para escondermos a cara, pois os mercenários de Mr. F. Febraban há tempos andam distribuindo cartazes em rodoviárias, aeroportos e em todos os pontos de entrada e saída do país, com o tradicional Procura-se e o ridículo prêmio de 5 milhões, vivo, e 10 morto.



Monsueto, eu com saudades do Brasil

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Agora 13:35 h em Bujumbura. Aí deve ser 09:35 h.

O pessoal do vídeo lembra o sensacional Monsueto Campos Menezes (4/11/1924 - 17/2/1973, Rio de Janeiro, RJ).



PS.: Condolências a Carlinhos de Jesus. Ninguém merece isso.

Modo de fazer argola, n'A charge do Dias

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Retomamos o bridão. Daqui de Bujumbura não há muito o que dizer. Segue a perseguição a jornais e jornalistas -  como em Ruanda -,  que aumentou muito desde o massacre de Gatumba. O Repórteres Sem Fronteira abre o berreiro, porém não repercute longe, sabemos como é esse negócio de agências de notícias, a quem pertencem.

Pelo que hoje vimos, no Brasil também não há nenhuma novidade. Segue o périplo de um gato gordo que não quer largar a teta. A novidade é uma coisa mais antiga que caminhar para a frente: os norte-americanos fuçando no que é nosso, com essa Chevron, com os danos colaterais de sempre. Vamos ver se desta vez dá em algo.

Por e-mail, recebemos as indicações do pessoal. Antes tomamos a liberdade de colocar uma "nossa", captada aqui de longe, que resume o "tudo isto que está aí". É do Duke.




Pelo Beco do Oitavo, temos o Lute, do Hoje em Dia (Belo Horizonte, MG).




O Botequim do Terguino vem de Thomate, de A Cidade (Ribeirão Preto, SP).



Já Adolfo Dias Savchenko (anda com um humor de Pit bull: descobriu que a castelhana não é a santinha que aparentava ser, mas, também, queria o quê?) escolheu a obra do Bira



sábado, 19 de noviembre de 2011

Uma passada nos periódicos

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Quando o titular do blog deitava os olhos nos jornais do Brasil, muito tempo atrás, todo mundo já se preparava. Ficava com um humor dos diabos. Depois passou, ele arranjou outros meios de se vingar, sacou que de nada adiantava machucar o próprio fígado.

Pois eu, Juanito de la Noche, ontem imitei o Salito do passado. Não é mole!

Pela parte boa, o grande Ancelmo Góis traz alentadora notícia: "Mariana Baltar, a cantora que brilha na Lapa, vai fazer um show dia 17 de dezembro em Troyes, pertinho de Paris". Dois obas. Um por estar brilhando na Lapa e outro por dobrar ilusórias fronteiras. Desde a inauguração do blog ela brilha aqui, por aqui a conheci.

Mas aí vem Renata Lo Prete, da Falha de S. Paulo, e diz, se referindo a um grande vulto, um Homem, torturado humanista, um brasileiro que orgulha a raça, cujo dedo mindinho vale mais que ela e todos os que a cercam: "Frei Betto se move na tentativa de ser indicado por Dilma para a Comissão da Verdade, projeto que a presidente sancionará hoje em cerimônia no Planalto". O título da "matéria" é "Eu quero". Uma malícia sem sentido, sem tamanho, um ataque desfigurado, covarde, como se o Frei Betto fosse um vagabundo como..., deixa para lá, a gente compreende, Renata, e sentimos muita pena.

Intervalo: fui alimentar as cadelas lá no pátio.

Depois aquela "bela alma" do Cláudio Humberto, com o título de "Idiotas, não", diz que "Parodiando o ex-ministro Jobim (Defesa), o único que pediu para sair do governo, 'os corruptos perderam a modéstia'". Exatamente, Claudião do Collor, perderam mesmo, tanto que tens coragem de abrir essa boca. Gente, é difícil crer que um sujeito como esse está à solta, atirando a esmo. A que ponto chegou o Jornal do Brasil (JB), uma vergonha, qualquer dia destes perderão o Mauro Santayana, que duvido que conviva pacificamente com zumbis amestrados. No "mérito", seu Humberto, não me surpreende vê-lo babando ovo.

Novo intervalo: vou alimentar os cachorros-loucos.

Puxa, depois de muitos anos de convivência, acho que estou ficando parecido com alguém que conheço.

Por fim a Dora Kramer, a quem Salito chama de Dorucha, após espichar o Doramaria Tavares de Lima Kramer, por conta de amizade antiga: "Nesses episódios de escândalos, o governo se põe na situação daquela pessoa que depois de 15 dias de dieta constata que perdeu duas semanas e nada mais". Pois Dora, que Sala nos disse ser tucana, porém honesta e sincera, esqueceu de citar o autor da célebre frase, Sebastião Rodrigues Maia, conhecido por Tim Maia: "Fiz uma dieta rigorosa, cortei álcool, gorduras e açúcar. Em duas semanas perdi 14 dias".
Não leve a mal, Sra. Dora, isso de tucana, nem se queixe de mim que ele me mata (já vai matar mesmo, então se queixe), tem muita gente boa aí em cima desse muro, e, como disse Salito, aqui somos todos atucanados, embora num sentido bem diferente: tontura de viver este átimo, sopro caliente, que é a nossa vida, nossas vidas, voando, estrelas dançando na cabeça, sem tirar o pé do chão.

Para amenizar, uma beleza ler Beatriz Fagundes e o Marquês Wanderley Soares, ambos em O Sul.

Peço perdão aos "milhões" de leitores por trazer abobrinhas. Como diz Nicolau Lutz Neto: "Sem fraternidade tudo é futilidade, sem união tudo é em vão, sem respeito... não tem jeito".

Este mundo é um baile. Bailemos.

E assim passam os dias.
João. 




(foto: cena do filme, obra-prima, O Baile).

Beco do Oitavo, vista parcial

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Os cachorros grandes saem e os gatos tomam conta. Já que levarei uma solitária de pelo menos um ano, vou botar uma foto do Salito tomando cerveja com pisco no centro de Santiago do Chile, à espera do vôo que horas depois o levou para mais perto de Bujumbura, enquanto os mercenários de Mr. F. Febraban o caçavam no aeroporto de Carrasco, em Montevideo. Otários.

Refletindo, melhor botar não. Andei bebendo.

Vai cenas do Beco do Oitavo, hoje, que já é ontem, 18/11/2011. Uma beleza. Tinha até aniversário dos 21 do Felipe. Aliás, aqui na primeira foto. Salud, amor y dinero, nessa ordem, Felipe!





Agora ele, o Rei da Cidade, único, Alex Moraes, o sociológico poeta. Socialista sem desprender os olhos dos nossos erros. Isso de Rei da Cidade é porque é mesmo. O tipo de cara que precisa de muitos clones, para dar conta do furacão de idéias e ainda comparecer a eventos. Aliás, só as mulheres já lhe... deixa para lá, isso é passado, agora tem namorada-amor firme.



Frida Von Allerborn, que auxiliou a este João nas fotografias (não sei porque as minhas saem trêmulas).




O figuraço a seguir é o inFernando, namoricado da consultora de lunfardo do blog, Mareu de Abreu Ferreira  e segue-se mais uma tripa de nomes alemães, mas no fundo sinto que ela é árabe do deserto, tuaregue marroquina. Ou andei bebendo. Andei sim.




Amigos que correram para perto da janela do buteco.




Vista de alguns dos artistas. Revezam-se. Nesta Maestro Massaretti, maestro Teixeira, segurando o micro a doce voz do Carlinhos. À frente, reconhecemos à direita, bem próximo, o boné e a barba do grande compositor Palmeiro, e ainda a direita o boêmio, de cinema (também belo cantor), João Salles, este que tem coração de flores e ama e ajuda a todos.



Jerônimo Jardim

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Salito deixou um papelzinho com algo escrito à mão. Uma palavra-nome: Jerônimo.

Supus e aposto que acertei: Jerônimo Osório Moreira Jardim (19/11/1944, Jaguarão, RS). Alma artística que é uma glória gaúcha, brasileira e sul-americana. Se é tudo isso, é do mundo inteiro.

O grande artista é de Bagé (RS), cidade que dispensa comentários, ele só nasceu em Jaguarão, esta que também é um belo recanto, cidade adorada pelo Sala e por Juanito Diaz Matabanquero, por "culpa" das mulheres e amigos de ali e de Rio Branco. Dizem eles.

De tristonhas milongas das madrugadas pampeiras, Jerônimo cruza com naturalidade e amor por todos os gêneros musicais. Lamentamos não termos encontrado no youtube o seu Abolerado Blues, uma de suas obras primas (com Geraldo Flach) que Lúcia Helena ajudou a imortalizar.

Ai que Purpurina. É isso aí. Eu vim do Sul.

Vai um samba.

Feliz aniversário, Jerônimo, Salito lá de longe lembra de ti. Nós também.

João.



A charge do Dias 2 - Paixão

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Já sentindo o drama, ciente de que serei castigado por mexer mais do que deveria no blog do Salito, eu, João da Noite, detentor da amizade e senhas, estas por um dia, do referido cidadão, atendo ao pedido do pessoal do Bar do Lesma. Vai a solas a obra do Paixão, já destacada na postagem anterior. Não entendi bem porque aqueles malucos gostaram tanto, uhauhauhausmuiakahahexs. Choro de rir.




viernes, 18 de noviembre de 2011

Só à bala, n'A charge do Dias

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Salito neste momento voa para o Rio  de Janeiro, ou São Paulo, ou Buenos Aires (nem pense em atravessar, Mr. F. Febraban), amanhã já deverá estar em Bujumbura, a capital do Burundi, que como se sabe é um dos países mais pobres do mundo e compete de mano com o Brasil em corrupção. Com um detalhe importante: lá os corruptos não mentem, isso dá cadeia, nem podem ser hipócritas, a cana é federal. Pode roubar à vontade, na sinceridade, que não dá nada, conforme Salito explicou em carta ao Fausto Wolff no dia 5/9/2010, AQUI. Ao chegar, Salito vai imediatamente assumir sua identidade burundiense, um nome feio pacas.

O titular do blog saiu muito aborrecido com a Dilma, rosnando: "Não sei o que os bobos da corte fizeram, essa mulher não me obedece mais...". De todo modo, ontem mesmo já havia prometido não tocar mais no assunto que vai ao final. Assim, coube a mim, João da Noite (João Adalberto Fagundes, para quem desejar me processar, ando mesmo com inveja da coleção de processos que Salito ganhou em pouco mais de dois anos no blog), tocar em frente o bloguinho, mas só por hoje.

O tema indesejável, como diria o Sala, "como todos sabemos", é o que trata desse..., desse... bem, os amigos entendem. Pedimos a Adolfo e aos butequeiros que nos mandassem diversas obras, e aí vão, à vontade.

Aproveito para reafirmar o que Salito disse certa vez: esses caras, os artistas do traço, são os verdadeiros guerreiros da democracia, incansáveis. Parabéns a todos, é uma honra reproduzir as suas obras aqui neste humilde espaço.

André Marangoni, de A Tribuna (Piracicaba, SP).


Dálcio, do Correio Popular (São Paulo, SP).



Aroeira, de O Dia (Rio de Janeiro, RJ).



Paixão, da Gazeta do Povo (Curitiba, PR).



Alecrim.


Juscilan.


Música na madrugada

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Voltamos, sãos e salvos. Enquanto a tigrada se ajeitava lá embaixo, largando os ferros, não todos, subi com Kafil no meu rastro para os altos da palafita. Pressentimento.

Que tristeza. Carlos deitado de costas no meio do salão, braços abertos, estendidos, falando sozinho, arma sobre o peito. Carregado o peito, e a arma.

Calmo fui no refrigerador pequeno, Kafil sumiu sem sair dali. Conhecemos Carlito, jamais nos estranharia, mas vai que a angustura com uísque tenha lhe pegado mal, que viajando em sonhos de amargura pense estar na guerra...

Me servi de um merengue e só então falei o mais doce que consigo: quieres una patricita, hermano Carlito? Eu com o merengue na esquerda e uma garrafa de patrícia na direita. Ele abriu os olhos e soltou o lamento:

- Ah, Salito, yo quiero que el mundo... y quiero escuchar Portero.

Kafil pegou o momento, foi lá e tirou a arma rapidamente, na saída deu um tapinha na cabeça, "bicha". Ufa, Carlito sorriu, aquele sorriso bêbedo, sentiu de novo o que nos une: não estamos sós.

Uma droga, quando é que Dulcemano vai tirar Betsabé da cabeça? Se a tola ficasse meio ano com ele (aguentou 3 meses, a tetéia, e se desesperou, aaaaiii), arrumava sentido para viver. Viver de verdade, não de mentira, pois parece que ela... ah.

O tango chama-se Portero suba y diga (1928, Eduardo de Labar e Luís César Amadori).

Na versão brasileira, interpretada por João Dias (vítima do sistema, ainda falaremos dele) era só "Porteiro" mesmo.

O vinil das suas recordações do Velho tem como cantor Rodolfo Lemos. O Velho tinha muitos vinis, Carlito os carrega como cruz desde sempre, atualmente mal começa a perdoar aquele bêbedo palhaço de circos interioranos, que o sustentou até os cinco anos num Uruguay destruído. A dor do arrependimento: Carlito já sabe, e não consegue expelir, que o Velho bêbedo valia mais que todos os ministros de qualquer parte do mundo. Muito mais, pela sinceridade e por fazer o que Jesus Cristo teria ensinado.

Vou lá, deito junto no meio do espaço central, Kafil desliga as luzes. Abraço-o e digo baixinho: "Tá, ouve o tango e dorme, amanhã precisamos muito de ti". O forte tremor do corpo... depois o sacudir leve da cabeça me diz que sim.

Carlito tem música na alma. Não finge de viver. O Velho era o pai dele, claro. Porteiro de cabaré, único jeito de trabalhar depois de ter matado alguém que estuprou sua filha mais velha, um deputado. O Velho que morreu sem saber da sorte que teve muitos anos depois, a sorte de ter um filho desde el alma.

Tintim, Carlito, duerme.





jueves, 17 de noviembre de 2011

Música na noite - Nana Mouskouri

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Carlito Dulcemano Yanés chega cansado, senta-se e diz num sussurro seu portunhol: "No más encrenca por hoy". Teve um encontro nada amigável com cinco mercenários de Mr. F. Febraban, o agiota que não esquece que Carlos melou algumas das suas negociatas na América Central, e que de quebra colocou nas mãos do Julian Assange muitas informações ainda não divulgadas.

Pede música boa, com Nana, a Grega.

Estamos de saída, atrás de encrenca, e o deixamos com Nana Mouskouri e uma garrafa de uísque, sem preocupações em especificar autorias, datas e tal, podemos fazer isso na volta. Além disso, quem não conhece Ioanna Mouskouri e os sons que ficam no ar?