sábado, 20 de enero de 2018

O IRRETOCÁVEL E A HISTÓRIA

.
Disse o desembargador do TRF4, a respeito da sentença do perseguidor e inimigo declarado do Lula, inimizade gratuita, por razões que ele deve saber, ao que me consta o Lula nunca fez mal ao Sr. Moro, o mesmo que mandou um batalhão de policiais invadir a sua casa, tentar arrastá-lo à força para Curitiba, profanar o seu lar, e não acharam nada. Aliás, que eu saiba o Lula nunca fez mal a ninguém, não apenas a esse sujeito.
A Justiça, todos aprendemos desde cedo, não precisa ser doutor, aprende-se em casa, não se trata de esta gostar ou desgostar de alguém, embora desde tempos imemoriais, passando por Jesus, se preste a fatídicas injustiças, sempre subjacente o substrato material.
Bem, disse o desembargador amigo do Moro sobre a risível sentença:
- É tecnicamente irrepreensível, fez exame minucioso e irretocável da prova dos autos e vai entrar para a história do Brasil.
Manifestou-se pela imprensa (vi no Estadão, jornal de extrema-direita), prejulgando algo que o seu tribunal teria que apreciar. Já aqui o cidadão juiz teria que perder a habilitação para o caso.
O chocante detalhe é que os autos do processo não haviam chegado ainda no TRF4, isto é, não tinha lido o processo, mais de cem mil páginas de estultices.
Se o seu amigo Moro lhe forneceu cópia no decorrer do processo, todas as regras de independência foram violadas. Só por isto ambos teriam que ser afastados imediatamente. Depois é o que se sabe, os senhores juízes leram numa velocidade que nem o Superman conseguiria.
Em qualquer país civilizado haveria a pronta intervenção do órgão corregedor, no Brasil parece que é, ou deveria ser, o Conselho Nacional de Justiça - CNJ, que até hoje mantém um cúmplice e sepulcral silêncio.
A ser confirmado, o desembargo entrará mesmo para a história do Brasil e do mundo, como um dos mais vergonhosos atos de arbítrio em tempos de suposta paz.
Bem, até aqui a minha visão dos fatos. Repito: fatos. Visão de um autodidata, ou leigo se preferirem, talvez mal informado. Peço aos amigos versados em juridiquês que me corrijam, se esqueci algo, se errei em algo neste breviário onde, deliberadamente, evitei a política, o móvel que subjaz, que num átimo farei a devida correção, o mea culpa.

1 comentario:

  1. Muito bem explicado.Aguardo a versão política dos fatos.Vc é um ótimo crítico.

    ResponderEliminar