viernes, 19 de septiembre de 2014

O meu amor por Luciana Genro

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Confesso que eu era, ainda sou, apaixonado pela Luciana Genro. Certa vez desci do morro com carta na mão, em três vias, uma pro tribunal, outra pro partido e uma minha, a minha para voltar cheia de carimbos, pra me desfiliar, e no caminho ouvi no rádio do táxi que ela também ia sair... eu chorando por dentro, não acreditei, mas sim, eu não estava sozinho, ela ia sair e saiu. A guria tem o coração parecido com o meu, pensei.

Chovia a potes em Porto Alegre, comigo sempre é assim, abaixo de chuva quando é algo importante. Eu precisava entregar a carta de desfiliação. 

Mandei o táxi parar, desci, vou pegar uma cerveja, duas da tarde em Porto Alegre. Estava desde sábado sem dormir, era segunda, mas sem tomar trago, queria matar o josé dirceu e o lula e mais uns vinte. Eu com a semana que vinha de folga, claro, cheguei sexta meia-noite, depois de três meses no Rio, aguentando números de empresas do governo. Vou pegar a maldita cerveja, sob chuva, amo chuva, depois eles vão me pagar; E me fui e sobreveio o desastre... deixa pra lá.

Acidente. Ivens Biancón de Almeida me ajudou.

Soube quatro dias depois que ela realmente se desfiliou moralmente, eticamente, a mil, desafiadora, ladroagem não admito. Depois os canalhas a expulsaram, tava atrapalhando mensalões daquela gentalha de São Paulo e uns poucos de outros estados. Na minha carta sobrou pro Olívio ter que receber, ele que nunca se corrompeu com os canalhas dos paulistas. Mas na época achavam que eu era louco. Louco?, mas queria mesmo era encontrar a moça. Que nada, rei do peso, nunca encontrei porque nunca procurei, sonhava com ocasião, acontecer pelo destino. Vai atrás, bobinho. Enquanto eu pensava isso os carinhas que sabiam tudo de nada a beijavam e pá, anel.

Era casada, pra mal dos pecados, adeus para mim, por causa da apressadinha. Dias depois guardei uma cópia de volta, protocolada, do Tribunal, o PT nunca declarou minha saída, embora eu pedisse.

Sobrou para o Olívio, que depois daquela nunca mais gostou de mim, por essa ou por conversa mole do Roni. Não importa. Eu era "gurizinho". Só não sabiam que... deixa pra lá.

Com o perdão dos amigos, vai uma música, hoje a incomodação aqui foi de desasar o gaúcho. Então me relevem.

Gravação de 1947, seu Nelson, gaúcho amigo da minha infância, dizendo: Marina, morena Marina, você se pintou...

Lamento, moça itaú, a Dilma fala sério comigo, sozinhos, sentados em cadeiras sobre a grama, tomando mate, com calma olhando os bichos no pátio. A Luciana, se me visse, não pararia de me dar abraços.

E prefiro papear com mulher mais carnudinha, mulher com mundo, sem frases decoradas, dá ar de saúde mesmo tendo sofrido horrores, e que reze de outro jeito, por todos. A Lu é rápida, não é múmia, sua alma sente todas as dores do mundo, como muitos de nós. É o meu amor. 


Fanática seca não sabe nem chupar cana. Bah, me lembrei, certa vez inventei de me casar, mas na católica tinha que fazer curso de noivo, e um padre punheteiro, candidato a estuprador de crianças, seria o professor, meu professor, eu um agnóstico que tinha comido até a mãe do viado, imaginem se tolerei, deu um banzé na primeira reunião, uns dez tiveram que me segurar.

Não quero ter malafaia de ministro, nem um monte de pastor de mentira, muito menos rezas dentro de prédios públicos, patrimônio de todos os brasileiros, como a senhora fazia quando ministra do lula, se o cara não rezar se fodeu, ora vai à merda, dona, vai arrumar um pau para engordar. Os seus pastores são uns ladrões sujos, todos com palacetes e jatinhos.

Sou agnóstico com sérias tendências ao ateísmo, se me permite o seu fanatismo, dona Marina.

E a Dilma me respeita, como respeita a todos. Passa o vizinho, ele sorri e exclama: Saravá. Ela sorri de volta e vai: Saravá. O respeito aos seus iguais, ainda que possa não ser a sua religião. 

A Luciana é melhor ainda, como a Dilma não é atriz, é o que é, e Lu diz na cara, e melhor, não é presa ao câncer chamado pmdb, essa sujeira que macula a bandeira nacional, estão em todas. E, quando fora da briga, é doce e querida, ui, bem, assim imagino. Meio teimosinha, mas isso também sou, e bem pior, e ela é bonita, ã, mania de mudar de assunto, a seguir nesse passo daqui a pouco estaria transando com a candidata, o que é isso, ã, me perdi, onde estava...

Ah.

E assim o respeito com todas as crenças, Islã? O Corão é tão lindo quanto a Bíblia, pois têm a mesma origem, que vem de longe, milênios mais longe do que sugerem malfeitores que curam em nome de Jesus. Vi piadas, dona Marina, amargas para o meu gosto, que estive muitas vezes com a vida em risco, para mandar seus curandeiros para a África curar o ébola, vírus que está, junto com a Aids, devastando o continente africano; Se são tão bons esses escroques, por que não vão? Envie junto o canalha do seu curandeiro, vamos ver se esse covarde tem colhões.

A Dilma, como a Luciana, só não responde saudação de nazista. Que hoje alguns judeus teimam em supremacia racial, que mundo que gira, quem diria. Aqui no Sul não vão levar, com cobras-mandadas de Nazier e de uma velha empregada, ambos da ditadura, me esqueço o nome da louca, e se levarem será o horror.

E sigo pensando na certinha que era casada quando eu desci do morro, dizendo pras mulheres: não volto mais. Que acabei voltando para os altos da Cefer, levado pelo Ivens, todo enfaixado.

Daqui vai meu apoio à Luciana, pelo Brasil. E se alguém não gostou, meu nome é Bruno, fácil me achar, estou doido que me achem.

*

NE: Apóio o Bruno, pra tocar nele terão que passar por mim, embora ele não precise de ajuda, esse sabe o que faz. 

5 comentarios:

  1. Isso aí ...Eu também vou com Luciana Genro.

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