A propósito de uma placa de boteco
anunciando seus produtos, repassei ontem no facebook por diversão de gosto duvidoso, que muitos - eu também - acharam que
é montagem, tal o número de erros de português (começava com peichi frito), ao
ponto de, mesmo eu que defendo qualquer grafia se o conteúdo for compreendido,
lembrei de uma.
Claro, defendo qualquer grafia nas
circunstâncias de nosso povo, onde muitos sofrem demais... vocês sabem, pois a
padronização do vernáculo é um mal necessário, de outro modo os estrangeiros
jamais nos entenderiam, entre outras razões também cruciais.
No falecido Bar do Nadir, ali na Zé
do Patrô, perto da igreja e em frente a um posto de combustíveis, éramos muitos os boêmios, tinha a turma da gilete - lindos travestis, estes todos queridos amigos que respeitavam, nada de frescura com meu chapéu, etc., e mesinhas de sinuca nos fundos, ali quando o Pato ou eu pegávamos no taco todos se amontoavam para assistir, bons de cesta e de domínio de branca. Acho que
escrevi longamente no blog sobre isso.
Bem, teve época em que o sucesso era
vodka com suco de laranja espremida na hora, e gelo picadinho. Não sei por que
diabos chamavam o coquetel de Hi-Fi.
Ao anoitecer, todos os santos dias, o
Nadir colocava o placão lá na frente: "Temos de tudo, até RAIFAI".
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