jueves, 16 de febrero de 2012

A ministra e os adoradores de Onan

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Não estamos nem aí se a tal ministra de Políticas para as Mulheres é boazinha ou ruinzinha. Só precisa cumprir o que diz a Constituição do Brasil. Se foi mesmo escolha pessoal da presidente, isto é, sem as injunções da base de cachorros loucos, então há esperanças. Loucos, dissemos, para se apoderar dos mangos do povo, of course.

Ocorre que a referida ministra foi espancada por um membro (ops) da seita dos punheteiros (ops), gesto corriqueiro quando o tema envolve dogmas que lhes trazem riqueza (e poder). Ora, nada que nos espante, isso é mais velho que andar para a frente, porém a Marília Moschkovich se queimou. Pudera: todas as seitas comungam das mesmas práticas, mas a seita do sujeito que a atacou é a que mais derramou o sangue de mulheres inocentes em toda a história da, digamos, civilização. Os energúmenos das outras seitas, estas sem substrato algum que não o material (nem se dão ao trabalho de fingir, como aquela, o negócio é direto: tomar os vinténs dos habitantes da escuridão), não tardaram a seguir o pobre homem, louco, pois só punheta enlouquece.

Pescamos no Outras Palavras um pequeno texto seu. Em poucas palavras repeliu a múmia paralítica, não mais que isso. Sabemos muito bem quais as classes sociais atingidas pelo clamor desses gigolôs fundamentalistas, bem como a que/quem servem. O negócio é de provocar náuseas, Marília, de sentirmos pavor dos nossos semelhantes "poderosos", que estão e sempre estiveram por trás disso.

A tribo aqui da palafita cede espaço ilimitado aos que tiverem solução breve para esse câncer, que aliás existe em todos os recantos da Terra. Por enquanto, seguimos defendendo boa escola, livre e diversificada, para todas, todinhas, as crianças do Brasil e do mundo.

Entrementes, eles alugam ou possuem redes de comunicações, concedidas pelos nossos... governos laicos. Estamos numa situação pior do que correr atrás da própria cauda.

Bem, o texto:

Bispos, sexo morno e os “bem-amados”

Por Marília Moschkovich



“Mal-amada” e “mal-comida”: dois termos pra dizer que, quando uma mulher tem uma opinião forte com a qual você não concorda, isso só pode significar que ela precisa de um pau (me desculpem leitoras e leitores puritanos eventuais mas hoje não terei como evitar certas expressões). Em primeiro lugar porque, claro, está implícito em “ser mulher” que se gosta de pau. Mas com moderação também, senão deixa de ser mulher pra virar biscate. Em segundo lugar porque mulheres não pensam, não têm opiniões próprias bem construídas e só deixam levar-se pelo lado emocional (e sexual). Essas criaturinhas do demônio…

O puritanismo que prega o bispo cujo nome não merece sequer ser lembrado (aquele que chamou a ministra Eleonora Menicucci de mal-amada — recuso-me a abrir uma aba do Google e buscá-lo), certamente inclui um sexo morno. Sem graça, sem gosto, “pastel”. Sem tesão, já que o prazer é em si demoníaco.

Ora, se esse bispo lesse um pouco de literatura erótica, quem sabe percebesse quem é, na verdade, o mal-amado da história. As mulheres e homens que são livres com a própria sexualidade é que não! Exceto, claro, se para o tal bispozinho, “bem amados” forem os Odoricos Paraguaçus deste Brasil, corruptos, machistas, infames. Neste caso, eu passo. Prefiro ser mal amada para sempre.

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1 comentario:

  1. Cherie
    Li em um conto teu, há muito tempo, que muito do sangue não era derramado. A sentença dos lindos bispos, que no caso de gatinhas vinha depois de extraírem "confissão" sob bárbara tortura, terminava assim, como escreveste sobre Giordano Bruno: "... a condenamos a morrer da forma mais misericordiament possível, sem derrame de sangue". E tocavam fogo. Queimadinha.
    Punheteirinhos é pouquinho, Salito. Animais.
    Bjuzins.
    Jac

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