sábado, 28 de enero de 2012

Recado a Aldir Blanc, Hermínio Bello de Carvalho, Luiz Melô e Rildo Hora

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Desde menino sou fascinado, hipnotizado, por Pedacinho do céu. Também irei desta para melhor (Melhor?, duvido) ao som do clássico do Waldir Azevedo. Pois não é que neste sábado chuvoso em Copacabana, bebendo um pote de líquido verde, me veio a idéia. Como fui burro, meu Deus, em não ter pensado nisso antes.

Uma outra letra para o choro, composta, mano a mano, por dois caras que tanto admiro, para mim maiores em tudo: Aldir Blanc e Hermínio Bello de Carvalho. Longe de sugerir deslustre, nada a ver, ora bolitas, à belíssima letra original, de época, puro amor.

Novo instrumental, sem abrir mão do solo de cavaquinho. Lá pelas tantas, a repentina puxada de blues do intérprete. Sax alto invadindo a noite, trombone de vou tomar todas, guitarra, o diabo!

A cruza das loucuras do Aldir e do Hermínio não é por acaso, obviamente. Aldir, que sabe tudo, com a sensibilidade que embriaga, machuca. Hermínio, que também sabe tudo, com a sensibilidade que sorri, alegra. E não sonhei esse sonho para subestimar os astros. São incandescentes, poetas, um pode ser o outro, o outro pode ser o um, se der na telha, o momento. Almas de amor.

Uns malucos de amarrar!, cá entre nós.

Claro, os grandes vultos só admitiriam que Luiz Melodia gravasse, inicialmente. Duvido que o Luiz não aceite o desafio.

Também duvido que a família do Waldir não adore a idéia, o choro teria duas letras, de caminhos diferentes, ao cabo de mais de cinquenta anos. La Cumparsita tem duas (ou três?), e não é caso único. Hora de todos deixarem a grana de lado (assim até acaba vindo...). Por falar em hora, para ficar no mano a mano, Rildo Hora produz. Quero ser um cachorro se o Rildo não topar. Cachorro não, pobre bichinho querido, político soa melhor para a horrível promessa, quero ser um político do PMDB.

Peito n'água, gente, a proposta exige fôlego, coragem. Se cada um, em casa, tomar umas pingas e chegar a um "Por que não?" meio sem vontade, está feito! Teremos algo divino!

Desde já abro mão de qualquer "direito" inexistente (hoje em dia o que tem de gente querendo se escalar no talento alheio), em favor da Casa do Artista. Se sobrar, mandem algum a eles.

Y así pasan los dias. Antes de voltar a Porto Alegre, preciso muito descobrir onde se meteram, sob chuva, Moacyr Luz e Gabriel da Muda.

Salito.

6 comentarios:

  1. ai acordou lechos, burrildo, eles tao nem ai pra ti

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  2. Pior que o senhor pode ter razão, Sr. Hans. Eu acho que não bato bem mesmo. Não vou responder de forma longa porque ontem tomei um foguinho no Mangue Seco da Rua do Lavradio, tava bom demais. Mas outro dia até coloquei no blog uma música que se chama Vivo Sonhando: "E eu a falar de estrelas, mar, amor e luar, pobre de mim, que só sei de amar...".
    Para misturar meu mundo de ilusões, também tem outra, esta do Saldanha, na bailanta em mais das percantas, que fala em "E não tem nada, não tem nada, vamo até de madrugada de cola atada...". Pena que o senhor estivesse na praia, no dia em que rodei aqui. Ah, parabéns, por liderar neste blog como a postagem mais vista. Está em Torres?
    Saudações.
    Salito

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  3. tabom, eu sou ferrado tbem nesse chorinho o pai gostava. Pq tu nao faz a letra nova, nao pense que so quero mal
    abraco
    HHS

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  4. Obrigado, Sr. Hans.
    Sempre soube que o senhor tem um belo coração.
    Abrs
    Salito

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  5. Recebi seu e-mail. De tão desaforado não teve coragem de postar aqui, seu Hans?
    Sim, desisti. Eu vou escrever.
    Abraços e boa sorte na praia. Estamos bem, todos, o que desejamos ao senhor e sua família.
    Salito

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